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Cristina Ferreira volta a justificar entrevista polémica a Maria das Dores

Cristina Ferreira voltou, este domingo, a justificar a entrevista que fez a Maria das Dores, a mulher que se encontra presa, desde 2007, por ter mandado matar o marido. Esta não é a primeira vez que a apresentadora se pronuncia sobre a entrevista que deu origem a muita polémica. 

“Há quem aplauda, quem ache necessário, quem diga que foi erro, que não devia ser ouvida. Esta divisão de opinião compreende-se. A entrevista é a alguém que mandou matar o marido. Não há dia da minha vida profissional em que não fale de crimes. E tentamos a análise, quase sempre com testemunhos de familiares e conhecidos”, começou por escrever a apresentadora na legenda de um teaser da entrevista.

“Raramente ouvimos vítimas ou agressores. É difícil. Não há ainda em Portugal essa cultura de falar. Há medo. O tribunal faz o que tem de ser feito. À sociedade resta o saber da notícia sem outros ‘pormenores’. João Marcelino, jornalista, num artigo de opinião, diz que só tem pena que esta entrevista não tenha sido feita por um jornalista. Que nenhum se tenha lembrado disso”, acrescenta, realçando que não tem “carteira” mas que nunca se esqueceu do que aprendeu na licenciatura.

“E no jornalismo ouvem-se sempre as partes. Sem julgamentos. Que esse é deixado ao local próprio. Dar a conhecer, apenas isso. Para que se perceba a linha tão ténue entre o amor e o ódio. Maria das Dores nunca tinha cometido um crime. Até ao dia….”, remata.

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Há quem aplauda, quem ache necessário, quem diga que foi erro, que não devia ser ouvida. Esta divisão de opinião compreende-se. A entrevista é a alguém que mandou matar o marido. Não há dia da minha vida profissional em que não fale de crimes. E tentamos a análise, quase sempre com testemunhos de familiares e conhecidos. Raramente ouvimos vítimas ou agressores. É difícil. Não há ainda em Portugal essa cultura de falar. Há medo. O tribunal faz o que tem de ser feito. À sociedade resta o saber da notícia sem outros "pormenores". João Marcelino, jornalista, num artigo de opinião, diz que só tem pena que esta entrevista não tenha sido feita por um jornalista. Que nenhum se tenha lembrado disso. Não tenho carteira mas nestes 15 anos de trabalho nunca me esqueci daquilo que aprendi em 4 anos de licenciatura. E no jornalismo ouvem-se sempre as partes. Sem julgamentos. Que esse é deixado ao local próprio. Dar a conhecer, apenas isso. Para que se perceba a linha tão ténue entre o amor e o ódio. Maria das Dores nunca tinha cometido um crime. Até ao dia….

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Cristina Ferreira volta a pronunciar-se sobre polémica entrevista a Maria das Dores

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