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Pipoca explica ‘ameaça’ à produção do Big Brother: “Fi-lo para marcar uma posição”

A Pipoca Mais Doce, Ana Garcia Martins, Big Brother
Instagram

‘Pipoca’ ficou revoltada com os comentários homofóbicos que alguns concorrentes do ‘Big Brother’ fizeram contra Pedro Crispim. Na gala deste domingo, ameaçou que sairia do reality-show caso nada fosse feito.

Menos de 24 horas depois, ao início de tarde desta segunda-feira, ‘Pipoca’ explicou o motivo pelo qual deixou o alerta à produção do ‘Big Brother’. Fê-lo para marcar uma posição e para defender uma causa. “Quando alguém diz que prefere ser mulherengo do que gay, quando alguém diz que um gay é só «mais ou menos homem», isso é preconceito. E ambas as situações aconteceram no ‘Big Brother'”, referiu.

Leia aqui o texto assinado pela ‘Pipoca‘:

Há uns tempos, corria uma campanha aqui pelo Instagram em que várias figuras públicas se assumiam como «preconceituosos em desconstrução». Uns diziam ser machistas, outros homofóbicos, outros racistas, e explicavam porquê. Estamos a falar de pessoas muito conhecidas e que, de uma forma geral, todos vemos como tolerantes, bem formadas e incapazes de perpetuar qualquer tipo de preconceito.

Mas a verdade é que todos nós os temos. Em maior ou menor escala, de forma mais ou menos latente, mas temos, mesmo que achemos que não. Eu não sou diferente. Por mais que não queira, percebo que há pequenos gestos ou pensamentos que fazem com que também eu tenha a minha dose de preconceito. Tem a ver com o nosso percurso, a forma como crescemos, o que fomos ouvindo, uma data de condicionantes históricas, sociais e culturais.

Mas sempre que percebo isso, tento contrariá-lo, e acho que é isso que nos faz evoluir, preferencialmente, para melhor. Tenho a certeza de que continuo a ter alguns preconceitos enraizados, mas também tenho a certeza de que são muito menos do que há uns dez, quinze ou vinte anos, porque me esforço para ser melhor.

Quando alguém diz que prefere ser mulherengo do que gay, quando alguém diz que um gay é só «mais ou menos homem», isso é preconceito. E ambas as situações aconteceram no ‘Big Brother’. E não podem ser escamoteadas com um «estavam só a brincar, não disseram por mal», porque mesmo que até seja verdade, o preconceito está lá. E a maldade também.

E quando se relativiza e se deixa passar, estamos só a ser coniventes e a permitir que mais alguém seja enxovalhado pela sua orientação sexual. Quando, ontem, ameacei sair, não o fiz por birra. Fi-lo para marcar uma posição e defender uma causa. Pedi que houvesse, pelo menos, uma admoestação e – apesar do pedido de desculpas miserável – a admoestação aconteceu.

E o assunto foi falado e gerou debate e mexeu com as pessoas, que também é o que se quer num programa destes. Porque acredito que a tal desconstrução (a minha e a dos milhares que assistem ao ‘BB’) também passe por isto. Vamos aos poucos. Obrigada pelo vosso apoio.

Leia também, aqui, um resumo dos ataques contra Pedro Crispim: Tiago Rufino arrasa Joana Diniz após comentário sobre Pedro Crispim

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