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Pesadelo na Cozinha: Empregados quiseram desistir e obrigam Ljubomir a pedir desculpa

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As queixas dos proprietários dos restaurantes visitados por Ljubomir Stanisic não param. Este domingo o Pesadelo na Cozinha visita o Ninho de Sabores, em Braga e o dono, Bruno Martinho sente-se revoltado e enxovalhado pelo chef jugoslavo «só para dar canal».

À TV7 Dias, o proprietário fala em manipulação de imagens, diálogos sugeridos e má educação. «A semana em que eles cá estiveram foi de muito stress, muitos nervos, foi mes­mo muito complicado», começa por dizer. «Uma pessoa não podia cortar o pão, que ti­nha uma câmara em cima, ia tirar um copo de vinho, estava lá outra. Depois queria movimentar-me e não dava. O espaço que estávamos habituados a ter para trabalhar, não o tínhamos», afirma, explicando que a produção vai aproveitar isso para passar uma imagem errada.

«Há uma situação que tenho a certeza que vão mostrar, mas que não vão mostrar tudo. Numa das noite em que ele esteve aqui com a cozinheira, era suposto ele estar lá den­tro a ajudá-la, mas a ajuda que deu foi zero, pelo contrário», afirma. Explicando o que aconteceu: «A cozinha é pequena, com duas câmaras lá dentro, mais dois homens de apoio a segurar os cabos, mais o chef… A Susana queria mexer-se e não conseguia. Queria lavar e não dava! Parecia que era de propósito, o chef estava sempre a chamar por ela. E os clientes à espera na sala», revela, acrescentando: «Quando dá na televisão os clientes à espera na sala, é o chef que está a empatar a cozi­nha! Não é a realidade!».

Bruno Martinho mostra-se preocupado com «a forma como as imagens vão ser editadas», mas garante estar de consciência tranquila. A pressão que sofreu é outra das suas queixas, que acabou por dizer aquilo que não queria.

«Aquilo é tanta pressão tanta entrevista. Fazem-nos a mesma pergunta mil e uma vezes, levam-nos ao limite para que nós digamos aquilo que eles querem! Eles tentaram e con­seguiram, que eu assumisse que a casa estaria fechada se o chef não tivesse vindo aqui! Hoje, com a cabeça fria, não sei como é que fui naquela conver­sa!», atira.

A relação entre o proprietário e o chef jugoslavo acabou por piorar no dia anterior à inauguração do renovado Ninho de Sabores, quando foi acusado de explorar Susana, a sua cunhada e cozinheira.

«Fui muito humilhado e eu não chamei o chef para me vir humilhar, chamei para me ajudar. A Susana pa­ra além de cozinheira é também minha sócia! E ele acusou-me de estar a ex­plorá-la! Como não arranjaram mais nada, disseram isso e jogaram com a vida pessoal da minha cunhada», admite, chateado. «Ela é viúva, o marido faleceu muito novo, com 37 anos, e foram apro­veitar-se disso. Agora eu vou aparecer no programa como um explorador! Que não é de todo a realidade».

Bruno, é mais um dos proprietários que não gostou da forma como foi tratado por Ljubomir Stanisic. «E depois é a forma como falou comigo… Eu tenho a minha educação e orgulho-me muito dela. Quando uma pessoa parte para o insulto e para uma linguagem menos apropriada, que foi o que ele fez, e vai certamente aparecer nas imagens porque ele gosta de apare­cer nessa figura, eu simplesmente não respondo», diz, afirmando que a sua postura irritou o chef jugoslavo. «Deve ter ficado frustrado e sem vontade de estar aqui. Ele queria canal e eu não dei. Não tomei comprimidos, tal como aconteceu com o dono de um outro res­taurante», conta, entre risos.

Esta situação levou a que os funcionários do restaurante se unissem contra a produção do programa e chegaram mesmo a ameaçar abandonar as gravações.

«Eles não queriam fazer mais parte disto por causa do que o chef me fez. Não acharam justo o comportamento dele comigo. Eu tinha de ali estar por causa do contrato, mas eles tinham-se ido embora se não falas­se com eles», esclarece. «Estive cerca de duas horas à conversa com o realiza­dor e depois o chef pediu desculpas pelo que me disse. Como é obvio, essa parte nunca vai aparecer, porque não dá canal. Foi muito injusto, sem­pre respeitámos toda a equipa», lamenta Bruno.

Outra situação polémica denunciada pelo proprietário aconteceu aquando das gravações das entrevistas.

«No dia em que era para gravar aquelas entrevistas fora daqui, a produção pediu para estar a equipa toda E, ao contrário do que aconteceu em todos os restaurantes, neste só quiseram falar comigo e com a Susana, nenhum dos outros funcio­nários teve direito à palavra», revela, sem saber os motivos que levaram a essa situação. «Não puderam falar mas obrigaram a que estivesse a equipa toda presente. Fizeram a miúda que ajuda no serviço de mesas faltar a uma aula para estar nessa entrevista e depois não quiseram entrevistar mais ninguém».

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