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Nuno Gomes fala da perda do pai: “Faltou-me tempo para estar com o meu pai”

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A entrevista feita por Fátima Lopes a Nuno Gomes foi transmitida esta terça-feira, no Conta-me Como És, da TVI. À conversa com a apresentadora o craque da bola falou um pouco de tudo mas o tema central foi a família, nomeadamente o pai, Joaquim Ribeiro, que morreu em 2010 vítima de um cancro.

O tema foi abordado depois de se recordar o Euro 2004 e o momento em que Nuno Gomes marcou o golo da vitória frente à Espanha. O futebolista reviu as imagens da época nas quais aparecia o pai a chorar, na bancada.

“Os meus pais gostavam de ir ver os jogos todos e este foi mais um em que os meus pais estavam na bancada a torcer por mim. Quando fui a um torneio na Bélgica, tinha 15 anos, os meus pais foram, juntamente com outros pais dos jogadores da Seleção, ver esse torneio. Foram de carro de Amarante para a Bélgica porque depois aproveitavam e iam dar um salto à Suíça e à França ver uns familiares. E ficou-me sempre na memória uma frase que o meu pai disse depois de um jogo. Nós ganhamos a final e eu marquei o golo da final. E o meu pai disse à minha mãe: ‘Já posso morrer’. Ou seja, ele viu-me a marcar um golo pela nossa Seleção”, confidenciou Nuno a Fátima Lopes.

A antiga estrela da Seleção Nacional não escondeu a emoção sentida por rever o pai, nas imagens, e confessou: “É engraçado também terem apanhado o meu pai a chorar depois do golo com a Espanha. Foi importante para todos nós. Para mim foi dos golos mais importantes da minha carreira, aquilo que senti naquele momento acho que não vou sentir nunca mais na vida”.

Sobre a perda do pai, Nuno admitiu que foi difícil aceitar. “O meu pai não merecia ter ido tão cedo. O meu pai teve várias dificuldades quando era jovem. Era uma das pessoas mais inteligentes que eu conhecia e pouco estudou. Teve desde cedo que trabalhar. E quando estava a entrar numa fase da vida dele em que estava a acabar de chegar à reforma, onde tinha mais tempo para ele, eu próprio também já estava a caminhar para a fase final da minha carreira…Eu saí cedo de casa e é sempre complicado… Fico sempre com aquele amargo, faltou-me tempo para estar com o meu pai”, admitiu entredentes.

Nuno Gomes assumiu também que, por mais que fizesse, nem sempre conseguia estar ao lado do progenitor durante a sua doença, por motivos profissionais.

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