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Media Capital volta a apresentar lucros após catástrofe no primeiro trimestre do ano

Media-Capital

O grupo Media Capital apresentou, no primeiro semestre de 2019, lucros que ascendem aos 5,9 milhões de euros, o que volta a colocar a Media Capital em terreno positivo, depois dos prejuízos do primeiro trimestre. 

Apesar da recuperação registada entre abril e junho, os números do grupo dono da TVI e da Rádio Comercial traduzem uma quebra de ganhos na ordem dos 44%. No relatório remetido pelo grupo à CMVM é possível comparar os valores angariados em 2019 com os de 2018, altura em que os lucros rondaram os 10,5 milhões de euros.

Apesar da recuperação registada no segundo trimestre face aos valores do primeiro, o relatório assinala a quebra de 15% face ao segundo trimestre de 2018. Os números negativos do grupo em 2019 deve-se ao aumento de 7% dos gastos operacionais do grupo, que passaram a representar um custo de 72,1 milhões de euros.

Com estes resultados, o desempenho financeiro alcançado pela Media Capital neste primeiro semestre de 2019 traduz-se num EBITDA de 14,2 milhões de euros, valor que representa uma quebra de 27% face ao EBITDA de 19,4 milhões de euros registados pelo grupo no semestre homólogo em 2018. Mesmo excluindo os gastos com reestruturação, o EBITDA ajustado da Media Capital rondaria os 14,9 milhões de euros, o que ainda assim corresponde a uma quebra na ordem dos 25%.

Se forem analisados por segmento, é possível verificar que a quebra nas receitas do grupo no primeiro semestre foi anulada pelo desempenho da Media Capital Rádios, cujas receitas aumentaram em 23%, tendo a televisão e produção audiovisual registado uma quebra de 2% e 3% respetivamente.

O segmento de negócio de televisão, que é onde está concentrada a grande maioria das receitas da Media Capital, fecha o semestre com rendimentos de 70,3 milhões de euros, com a publicidade a descer 1%, passando de 48 milhões de euros para 47,3 milhões de euros. Além da descida nos rendimentos operacionais, a área de televisão, que engloba todas as plataformas de transmissão da TVI com os canais cabo como TVI24, TVI Ficção e TVI Reality, viu os gastos operacionais subirem 9%.

No global, a TVI, que viu a liderança fugir para a SIC, teve uma quebra nos seus resultados operacionais na casa dos 50%, passando de 13,6 milhões para 6,8 milhões de euros. A mesma tendência negativa foi regitada na Plural, com o segmento de produção audiovisual a perder 3% face às receitas de 2018 (15,7 milhões de euros).

Sobre o aumento da despesa registado no segmento da produção audiovisual, o grupo defende que é o resultado natural “em virtude do esforço colocado na qualidade dos conteúdos” e também “da maior atividade de produção em Portugal”.

Já o universo da rádio ocupa o terceiro posto na hora de gerar receitas, tendo-se aproximado agora do da produção audiovisual. Os rendimentos na área registaram um crescimento de 23%, passando dos 9,8 milhões de euros (2018) para os 12,1 milhões.

As restantes atividades do grupo, como a operação digital, a holding e os serviços partilhados, o grupo encerra este primeiro semestre com um EBITDA de 726 mil euros, uma subida de 194% face ao período homólogo em 2018, quando este segmento apresentava um EBITDA de 247 mil euros.

Fechadas as contas do primeiro semestre, é possível perceber que a dívida líquida do grupo Media Capital se cifra nos 80,9 milhões de euros, menos 9 milhões do que no primeiro trimestre.

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