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Jornal de Angola critica TVI

20130330 151457 Jornal De Angola Critica Tvi

Informação Tvi Jornal Das 8 Oito Jose Alberto Carvalho E Judite Sousa

Na publicação de ontem, o Jornal de Angola atacou a TVI, acusando os jornalistas lusos de ser analfabetos e criticando José Alberto Carvalho [diretor de informação da estação] e Judite Sousa [diretora-adjunta], chamando-a de «segunda dama de Seara».

Na crónica intitulada de Fuga dos Escriturários é referido que num dos blocos informativos a «TVI apresentou num dos seus noticiários o Jornal de Angola como ‘a voz oficial do regime angolano’. Em resposta, a publicação refere que «a TVI é a voz oficial da dona Rosita [Rosa Cullell, administradora delegada da Media Capital, dona da TVI] dos espanhóis». «Ou a voz do conde Pais do Amaral [presidente do conselho de administração da Media Capital]”.

No artigo de opinião, os ataques à estação de Queluz de Baixo não se ficam por aqui: «A TVI é a voz oficial de José Alberto Carvalho, que a jornalista Manuela Moura Guedes tratou por Zé Beto e apodou de burro». Já sobre Judite Sousa, na crónica Fuga dos Escriturários lê-se: «o canal de televisão é a voz oficial da segunda dama de Seara, inesperadamente apeada de primeira dama de Sintra».

Contactados pelo Correio da Manhã, José Alberto Carvalho optou por não fazer grandes comentários referindo ter «o maior respeito pela liberdade de expressão”, que é “sempre bem-vinda». Já Judite Sousa adiantou que não leu a crónica, não fazendo, por isso, qualquer comentário.

Confira de seguida o artigo de opinião do Jornal de Angola:

Carl Kraus deu ao jornalismo textos elegantes, perfumados com talento e sarcasmo. Num dos seus famosos editoriais na revista “Die Fackel” ele queixava-se amargamente da falta de escriturários porque tinham ido todos a correr para as Redacções dos jornais. O génio do jornalismo independente não exagerava.

Pedro da Paixão Franco, o príncipe dos jornalistas angolanos, dizia que era muito difícil fazer progredir o jornalismo da época, porque da “metrópole” chegavam carradas de analfabetos que mal passavam o Equador eram logo transformados em jornalistas. E como ele sabia o que dizia e do que falava!

Hoje o mundo está quase na mesma. Viena de Áustria deixou de ser o centro do mundo da cultura e do pensamento. Ficou um vazio. E em Portugal surgiu um fenómeno notável e que merecia um estudo profundo. Depois do 25 de Abril de 1974 o analfabetismo foi sendo banido, de uma forma galopante. Até há pouco, ninguém conhecia o segredo de tão simpático sucesso. Só agora se compreende o que aconteceu. Os analfabetos foram todos a correr para o jornalismo. E como eles dão nas vistas!

Carl Kraus, visionário e futurista, não conseguiu prever este êxodo extraordinário. Pensava o mestre que era coisa do outro mundo encher jornais de escriturários. Faltou-lhe assistir à fuga dos analfabetos para a comunicação social portuguesa.

Houve tempo que os jornalistas só eram notícia quando morriam. Os órgãos de comunicação social respeitavam-se entre si. De vez em quando, citavam-se, com a devida vénia. Hoje em Portugal, esse princípio básico está a ser pura e simplesmente ignorado.

Um dia destes, a TVI apresentou num dos seus noticiários o Jornal de Angola como “a voz oficial do regime angolano”. Os analfabetos têm o seu quê de inimputáveis. Mas fica mal a profissionais do mesmo ofício entrarem por terrenos tão pantanosos. O Jornal de Angola é a voz dos seus leitores. E dos jornalistas que livremente escrevem nas suas páginas. Nada mais do que isso. Aqui não há vozes do dono nem propagandistas. Há jornalistas honrados que todos os dias tentam dar o melhor que podem e sabem para fazer chegar aos leitores os acontecimentos do dia.

Esta deslealdade entre órgãos de comunicação social, mesmo que de países diferentes, nada augura de bom. Eu posso dizer que a TVI é a voz oficial da dona Rosita dos espanhóis. Ou a voz oficial do conde Pais do Amaral, o desterro dos rapazinhos.

A TVI é a voz oficial de José Alberto Carvalho, que a jornalista Manuela Moura Guedes tratou por Zé Beto e apodou de burro. O canal de televisão é a voz oficial da segunda dama de Seara, inesperadamente apeada de primeira dama de Sintra.

O Jornal de Angola tem um estatuto editorial que é seguido com rigor e sem hesitações. Se todos fizessem o mesmo, não assistíamos aos espectáculos deploráveis que vemos na TVI e noutros órgãos de comunicação social portugueses. Se o jornalismo português não estivesse atolado em fretes, se não fosse servido por analfabetos de pai e mãe, provavelmente hoje Portugal não estava a ser destruído pela Troika. E os portugueses não viviam angustiados por desconhecerem o dia de amanhã.

O Jornal de Angola é um órgão de comunicação social sério. E os seus jornalistas não foram recrutados entre analfabetos e escriturários. O que, parecendo que não, lhe dá uma certa superioridade entre os grandes jornais de língua portuguesa. Era bom que os nossos parceiros da CPLP olhassem para nós como somos e não através de lunetas desfocadas e com juízes pré concebidos.

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