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Joana Diniz partilha fotografia inédita da filha na incubadora

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No dia em que se assinala o Dia Mundial da Prematuridade, Joana Diniz recordou os primeiros dias de vida da filha, Valentina. A ex-concorrente da ‘Casa dos Segredos’ partilhou um fotografia inédita da filha na incubadora e escreveu um longo texto a descrever como é ser mãe de um prematuro. 

“Ser mãe de prematuro é ser apanhada pela surpresa e o despreparo. É não segurar o seu filho nos braços quando nasce. É olhar pela incubadora. É sentir a sua cria pela ponta dos dedos esterilizados em álcool gel. Ser mãe de prematuro é ser viciada no monitor. É tirar leite na máquina. É ver o leite entrar pela sonda. E torcer para a quantidade aumentar todo dia”, começou por escrever.

Joana Diniz recordou o desespero das alterações de peso, das ‘picadas’ para exames e das lágrimas por não poder sentir “o cheirinho” da bebé.

No entanto, salientou também o outro lado da situação. “Mas, ser mãe de prematuro é superação, é ter uma história para contar. É perceber um monte de doenças que ninguém nem imagina que existe. É contar o tempo de um jeito diferente. Idade cronológica e idade corrigida. É difícil de entender”,  continuou, realçando que toda a mãe “é um ser guerreiro” mas a mãe de um permaturo é “em dobro”.

A ex-concorrente do reality-show da TVI rematou com uma homenagem à equipa do hospital que acompanhou todo o processo.

Texto na íntegra aqui: 

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Ser mãe de prematuro é ser apanhada pela surpresa e o despreparo. É não segurar o seu filho nos braços quando nasce. É olhar pela incubadora. É sentir a sua cria pela ponta dos dedos esterilizados em álcool gel. Ser mãe de prematuro é ser viciada no monitor. É tirar leite na máquina. É ver o leite entrar pela sonda. E torcer para a quantidade aumentar todo dia. É ter paranóia com o processo ganha/perde de peso diário. Num dia ganha 10 gramas e no seguinte perde 15. Isso é um desespero. É incomodar-se com as aspirações e manobras, mas saber que é um mal necessário. É ver picadas e mais picadas para exames e não respirar enquanto o resultado não aparece. É chegar ao hospital com o estômago às cambalhotas com medo do que vai ouvir do pediatra. É falar com o seu filho através da incubadora. É ter lágrimas a escorrer pelo rosto todo dia por não poder sentir o seu cheirinho e beijar os seus cabelos. Mas, ser mãe de prematuro é superação, é ter uma história para contar. É perceber um monte de doenças que ninguém nem imagina que existe. É contar o tempo de um jeito diferente. Idade cronológica e idade corrigida. É difícil de entender. Ser mãe de prematuro é ter medo do vento, da bronquiolite, do inverno e do hospital. Toda a mãe é um ser guerreiro por natureza. Mas a mãe de prematuro precisa ser guerreira em dobro. E isso difere-nos e ao mesmo tempo iguala-nos. Lutadoras, perseverantes, resilientes, frágeis a ponto de desabar a qualquer momento, mas com uma força absurda. Uma força que talvez venha de um útero vazio antes do tempo. Assim são as mães dos bebés que nascem antes… Um grande beijinho para a minha Família da Prematuridade ( vocês ) quero deixar um em especial para toda a equipa de Neonatologia do hospital de Vfx que farão parte da minha vida para sempre ❣️ #diamundialdaprematuridade 17-11 💜

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