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Atores contra estratégia da TVI em dobrar série espanhola

El Tiempo Entre Costuras Atores Contra Estratégia Da Tvi Em Dobrar Série Espanhola

Filipe Belmonte

Com estreia marcada para maio, O Tempo Entre Costuras é a nova aposta da TVI para o horário das 23h, sucedendo assim a Giras e Falidas. Por querer chegar a um maior público possível, a estação de Queluz de Baixo decidiu dobrar a série espanhola que conta com a participação de Filipe Duarte e Dalila Carmo.

Os mesmos atores que estão contra essa estratégia tomada. Em declarações ao Diário de Notícias, o protagonista de Belmonte diz-se não perceber «porque vamos dobrar figuras humanas quando não é hábito em Portugal, muito menos para uma série que não vai dar às três da tarde». A par disso, o ator que na série histórica dá vida a um empresário mostra-se contenta por a ficção ter sido «comprada pela TVI».

Dalila Carmo partilha da mesma opinião, referindo que embora «as dobragens sejam um mercado que dá trabalho», não pode estar «de acordo com esta opção».

Dalila Carmo

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17 Comentários

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    • Por essa lógica, a Europa é analfabetíssima, visto que somos um dos poucos países a utilizar sobretudo a legendagem em vez da dobragem.
      Mania de algumas pessoas rebaixarem tudo.

      • E não é? É por causa disso que os espanhóis, os franceses, os italianos e outros povos europeus são tão maus a aprender línguas estrangeiras (até o inglês, que é tão básico), enquanto que os portugueses aprendem línguas estrangeiras com grande facilidade.

        Mas a sério que há mesmo pessoas a defender esta decisão da TVI? Ou apenas não gostaram do meu comentário?

        • Bom dia.
          A falta de capacidade para aprender línguas estrangeiras não é propriamente analfabetismo. De qualquer maneira, qualificar o Inglês de básico, quando é a língua com maior número de palavras e expressões idiomáticas e a que mais rapidamente evolui, também não me parece lá muito bom princípio.
          Eu não estou a defender nada. Prefiro muito mais o sistema de legendagem sem dúvida alguma e do pouquíssimo que vejo na TVI, ou na televisão generalista em geral, não me sinto visada pelo comentário.
          Só não vejo é a necessidade de constantes críticas destrutivas aos portugueses em geral, que muitos insistem em fazer por tudo e por nada. E esse comentário em concreto pareceu-me desnecessariamente ofensivo. Só isso.

          • Para quem tem como língua materna uma língua latina (como a nossa), o Inglês tem de ser considerado básico. Os verbos são tão fáceis quanto somar 1+1. Quanto ao número de palavras, a grande maioria delas não passa de sinónimos. É uma língua muito pobre que nem sequer tem UMA(!) palavra para diferenciar o sexo dos amigos (apenas têm a palavra friend, que se aplica a ambos os sexos). Isto é apenas um exemplo.
            As expressões idiomáticas não são coisas que um aluno estrangeiro que nunca viveu num país que tem como língua oficial o Inglês tenha obrigação de aprender, mas pode aprendê-las facilmente, basta estar atento aos diálogos em filmes, séries e talk-shows oriundos de países anglófonos.

            A minha crítica destrutiva é para a decisão da TVI, que está a passar um atestado de analfabetismo aos seus telespectadores. Sei que é só um caso, mas não o vou diminuir por ser apenas um e não haver vários antes deste. Se esta medida for bem recebida pelas pessoas, arriscamo-nos a passar a ver mais casos como este, tanto na TVI como nos outros canais generalistas. E não, eu não quero isto.

          • Olá mais uma vez.

            Pois, como já disse, prefiro muito mais o sistema de legendagem e sem dúvida que é uma vantagem para aprender línguas estrangeiras. Aí estamos plenamente de acordo.

            Mas continuo a não ver “atestado de analfabetismo” nenhum. Qualquer pessoa concordará que, não percebendo os espectadores a língua original, a legendagem obrigará a muito mais atenção, porque a pessoa precisa de estar ali concentrada apenas naquilo. A dobragem permite uma maior massificação e é por isso que é adoptada em quase todo o lado.

            Eu não gosto, é um facto. E prefiro que mantenham a legendagem. Mas também tenho consciência que, por um lado, é uma questão de hábito e, por outro, a massificação da dobragem permitiria outro género de programas estrangeiros no horário nobre das tvs generalistas que não novelas brasileiras.

            Quanto ao Inglês, mais uma vez depende do objectivo da pessoa. Como o meu objectivo ao aprender uma língua é sempre tornar-me fluente, não posso concordar muito com essa apreciação tão redutora da língua. E falo não como alguém que tenha dificuldades em Inglês, mas sim como alguém que já passou no CPE há alguns anos com a nota mais alta, que já fez um mestrado no Reino Unido com boas notas, que tende a ser reconhecida como bilingue, mas que ainda assim sente que há sempre mais para aprender nesta língua. Foi por isso que me caiu um bocado mal reduzir o Inglês a uma língua básica ou pobre.

            Muitas das palavras podem ser traduzidas para Português por sinónimos, mas em Inglês muitas têm de ser usadas em contextos específicos e na maior parte dos casos não são substituíveis entre si. Tall/high, wide/broad, remember/remind/recall, só para dar alguns exemplos. Nós temos basicamente uma palavra para “andar”, “olhar”, “rir” que depois qualificamos com advérbios; em Inglês existem mais de 10 verbos para cada, cada um dos quais exprime precisamente uma forma diferente de “andar”, “olhar” ou “rir”.

            Esse exemplo do “friend” também não é inteiramente correcto. Embora sendo palavras compostas e podendo dar azo a interpretações dúbias, é possível usar “boyfriend” e “girlfriend” para amigo e amiga respetivamente.

            “As expressões idiomáticas não são coisas que um aluno estrangeiro que nunca viveu num país que tem como língua oficial o Inglês tenha obrigação de aprender”. Pois, se calhar não, mas mais uma vez para se ser realmente fluente, é preciso dominá-las. E para fazer um exame como o CPE, é mesmo preciso não só entendê-las, mas mesmo usá-las na prática.

          • Olá.

            Ainda bem que estamos de acordo quanto à legendagem.

            Bom, eu chamo a isto «atestado de analfabetismo» pois no Brasil tudo é dobrado na TV, seja filmes, séries, o que quer que seja… E porquê? Porque a maioria da população brasileira é analfabeta e não conseguiria perceber esses programas caso fossem legendados.
            Sei que nos países europeus não é por essa razão, mas lá está… depois vemos que as pessoas que vivem nesses mesmos países nem sabem dizer bem o nome do Michael Jackson, por exemplo.

            Programas estrangeiros são benvindos ao horário nobre, mas não dobrados. Como dizes, é uma questão de hábito e nós não estamos habituados a isso, pois só os desenhos animados e filmes/séries infantis são dobrados no nosso país.

            Parabéns pelo bom CV apresentado, mas agora diz-me… Quão bem conheces a Língua Portuguesa? Julgas mesmo que a Inglesa é mais complexa e que é mais difícil alguém ser fluente nesta do que na Portuguesa? Mantenho a opinião de que as Línguas de origem latina são mais difíceis do que a Inglesa.

            «Boyfriend» e «girlfriend» dão azo a interpretações tão dúbias que não são usadas para «amigo» e «amiga», apesar de o poderem ser.

          • O Brasil é um caso um bocado à parte. Afinal de contas, eles até dobram os portugueses…
            O Inglês apresenta facilidades óbvias em relação às línguas latinas, sem dúvida. É uma das línguas em que mais rápida e facilmente uma pessoa se consegue exprimir correctamente a um nível básico.
            Quanto a saber qual é mais fácil em geral, eu não vejo as coisas dessa forma tão geral, acho que depende da pessoa. Sempre tive colegas que não pescavam nada de Inglês e tinham muito mais facilidade com o Francês por exemplo.
            Cada língua tem as suas dificuldades e por às vezes não se lhes dar o devido respeito é que se vêm coisas aberrantes como a maior parte dos que aparecem em talent shows a cantar num reles derivado da língua inglesa.

    • até a SIC tem séries e filmes dobrados e os telespectadores da tvi é que são analfabetos?????????????????????????????????????

  • Legendada por favor! As dobragens portuguesas não são tão boas como as brasileiras, que parecem que os atores estrangeiros são brasileiros. XD

    Mas se for dobrada, tudo bem, vai dar no mesmo. É apenas uma série.
    Só não concordo com o horário, 23h é um pouco tardio para ganhar algum público.

    • Eu já vi dobragens brasileiras e não as achei mesmo nada de especial, não gostei nem um pouco.
      Versões dobradas que até não me importo de assistir são por exemplo as francesas, acho que são muito bem feitas.
      Mas, pessoalmente, prefiro, em todo o caso, ouvir a versão original.
      Não acho que as dobragens portuguesas sejam mal feitas. Há é uma grande falta de hábito que causa estranheza.

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