TVI

Equipa de Ana Leal e Sérgio Figueiredo “em guerra” na TVI

A tensão entre a equipa de Ana Leal e a direção de informação da TVI aumenta de dia para dia devido à não exibição de uma reportagem sobre o Sistema Nacional de Saúde.

O caso foi denunciado pela TV 7 Dias. A reportagem de Ana Leal pretendia “revelar falhas graves na resposta do Serviço Nacional de Saúde” à Covid-19, no entanto, a TVI decidiu não exibir a investigação e dissolver a equipa da jornalista. Os elementos André Carvalho Ramos, Cláudia Rosenbusch e Sara Bento voltaram a ser integrados na redação da estação.

O Conselho Deontológico dos Jornalistas (CDSJ) já pediu esclarecimentos sobre esta situação. A TV 7 Dias avança que a equipa de Ana Leal afirma que esta dissolução “é também o culminar da tensão“, entre própria equipa e Sérgio Figueiredo, diretor de informação da estação de Queluz, “na sequência de outras reportagens que não foram igualmente emitidas”.

Os jornalistas são peremptórios: “A ordem por parte do Diretor de Informação era clara: Não é a hora de apontar o dedo”.

A equipa salienta ainda que não houve consenso entre ambas as partes. “A equipa manifestou total discordância argumentando que o jornalismo não está de quarentena e que só há uma forma de fazer jornalismo: informar. Esta decisão nada tem a ver com a necessidade de distribuir e reforçar a equipa pela redação, já que todos nós já estávamos a trabalhar exclusivamente no tema Covid 19, mas sob orientações da Coordenadora Ana Leal”, avança a mesma revista.

Por sua vez, Sérgio Figueiredo,  diretor de informação da TVI, defende que este formato e o programa com o nome de Alexandra Borges “foram suspensos antes de o Estado de Emergência ter sido declarado a nível nacional” e que os profissionais que integram as suas equipas foram “integrados na estrutura de redação”.

“Não preciso que me expliquem a importância de preservar até aos nossos limites o jornalismo de investigação, que é normalmente incómodo e que, no caso da TVI e das duas jornalistas que coordenavam equipas próprias, não poupavam nem nada nem ninguém ao exercício de escrutínio. Repito: fizeram-no por meu impulso”, afirma o responsável.

“E também insisto: no último ano e meio fizeram-no debaixo de todo o tipo de pressões. Quando a Ana Leal, a Alexandra Borges ou o seu diretor mais precisaram de se defender de formas de coação e, aí sim, de censura e ameaças de gente poderosa e até sem escrúpulos, faltou-nos a voz e a atitude daqueles que agora querem proteger o jornalismo de investigação”, sublinhando que “são falsas e difamatórias” as acusações de censura ao programa de Ana Leal.

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