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Descer de cavalo para burro? Cláudio Ramos reage às críticas sobre o ‘Somos Portugal’

Cláudio Ramos, Ruben Vieira, Mónica Jardim, Iva Domingues, Somos Portugal
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Cláudio Ramos apresentou o ‘Big Brother’ e agora tem integrado o leque de apresentadores do ‘Somos Portugal’. Para alguns fãs e telespectadores, não se trata de uma evolução na carreira, mas sim descer de cavalo para burro.

O apresentador respeita as opiniões de todos, mas não concorda com algumas. Esta é uma delas. No blogue ‘Eu, Cláudio’, que é por ele gerido, dedicou um longo texto ao ‘Somos Portugal’. Um formato que, segundo ele, é tão merecedor de o ter como o próprio reality-show.

Ora leia:

Estreei-me há semanas no ‘Somos Portugal’ e se recebi muitas manifestações de satisfação por me verem lá, também recebo, de muita gente, críticas porque consideram que este formato ‘não é para o Cláudio que deixou a SIC’, que ‘o Cláudio não o devia fazer’, que ‘é descer de cavalo para burro!’.

Devo dizer que desde que acabou a minha edição do ‘Big Brother’, todos os dias recebo centenas (não estou a exagerar) centenas de mensagens de seguidores, espectadores, pessoas que apreciam o meu trabalho e as quais agradeço, respeito, mas com muitas não concordo e explico: televisão é televisão. E para mim, só há dois tipos de televisão: a boa e a má.

O ‘Somos Portugal’ é um programa, aos meus olhos, tão merecedor de me ter ali como foi o ‘Big Brother’ ou qualquer outro formato com o qual me identifique. O ‘Somos’ tem quase dez anos e por ali passaram grandes companheiros de trabalho numa equipa esforçada que mostra um país inteiro através do ecrã.

Para mim, fazer o ‘Somos Portugal’ não só é um trabalho de apresentação que gosto, porque aprecio o formato – e já o tinha dito antes de imaginar um dia fazê-lo – como é talvez do mais próximo que temos das pessoas que nos veem. A equipa que todas as semanas coloca o programa em casa de cada um, trabalha afincadamente para que a alegria de um domingo seja a alegria estendida a muitas famílias.

Fazemos um passatempo, damos prémios, temos música popular, mostramos tradições, cultura e dançamos. Dançamos muito! Animamos o domingo de quem nos vê e que tantas vezes não tem a possibilidade de ver o Portugal onde vive de outra forma. O ‘Somos’ é uma janela aberta para o país e eu estou agora dentro dela com a maior satisfação.

Não gosto, por isso, que alguém sequer pense que o faço porque não tenho mais nada para fazer, não gosto que a imprensa escreva títulos como ‘Cláudio atirado para o Somos’, como se este fosse um formato menor. Na minha cabeça não funciona assim.

Eu sei, e não vou mentir, que há muitos profissionais de televisão que também pensam isso, e por pensarem assim é que se torna legítimo que muitos espectadores se sintam no direito de pensar o mesmo e a imprensa reproduzir a seu belo prazer títulos levianos que tentam não só diminuir a minha capacidade, como reduzir o formato a uma coisa qualquer. Errado!

É importante também dizer que de tão exigente que é, nem todos os profissionais conseguem fazer bem um ‘Somos Portugal’. É assim que deve ser visto e não de outra forma. Quando a televisão é feita de verdade nota-se nos olhos de quem a faz e sente-se no encanto de quem a recebe, por isso, todas as vezes que fiz o programa recebi muitas manifestações de alegria.

Sou energia da boa, porque é essa energia que quero passar às pessoas. Eu canto. Mal, mas canto. Eu danço. Mal, mas danço. Eu fui acolhido pela equipa como se fosse um deles há muito tempo e sem dar por ela a tarde passa rápido e eu chego a casa cansado, mas feliz.

Foi exatamente como o outro dia expliquei no meu Instagram: ‘Chego cansado. Cansado e feliz, porque sei que no domingo fiz muita gente feliz. Fiz eu e fizemos todos, porque em televisão nada se faz sozinho. Acho que é assim na vida. Mas a televisão é vida! Pelo menos para mim’.

Mantenho o que disse e reforço que fazer parte do leque de apresentadores que fazem a história do domingo à tarde, na TVI, não só me deixa orgulhoso como me engrandece como pessoa, porque importante, importante, importante, para quem faz televisão por coração e não por vaidade, é chegar à casa de quem a vê porque precisa dela… Isso é que importa.

A roupa, o penteado, o brilho, as escadarias, e tudo o resto é bonito, faz parte, todos gostamos, mas são só acessórios. Boa televisão é feita por bons profissionais, estejam eles a descer uma escadaria iluminada ou em cima de um fardo de palha. O ‘Somos ‘ é um belíssimo formato com belíssimos profissionais. E eu estou na equipa sempre que entenderem que devo estar! Era isto que queria deixar claro“.

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Cláudio Ramos
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