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Catarina Furtado assume o seu maior medo

Catarina Furtado Manuel Luis Goucha

Catarina Furtado esteve à conversa com Manuel Luís Goucha no programa ‘Conta-me’.

A apresentadora abriu o coração numa emotiva conversa com Manuel Luís Goucha no programa ‘Conta-me’, da TVI, e falou sobre alguns dos assuntos que mais a apaixonam.

Catarina Furtado falou da sua vida pessoal, mas também de alguns dos momentos mais marcantes acerca das causas humanitárias pela qual dá a cara. Com apenas 9 anos, começou a ser voluntária e descobriu o que era a “discriminação”. Desde então, geriu sempre a vida como figura pública e as causas humanitárias, tornando-se embaixadora da ONU.

Na entrevista, a apresentadora, de 48 anos, falou sobre a família e a relação que tem com os dois filhos, João Maria, de 12 anos, e Maria Beatriz, de 14, fruto do relacionamento com o ator João Reis.

Questionada por Manuel Luís Goucha sobre o medo da morte, Catarina Furtado assumiu temer o fim das pessoas que ama. “Não penso na minha morte, eu não tenho medo quando ando a viajar, tenho medo do dia em que já não puder abraçar os meus filhos. Eu já tinha medo da morte pela ausência dos pais, agora fica aqui registada ideia de não os ver, mas se calhar não sofro quando estiver lá em cima“, disse.

Na conversa, Catarina Furtado lembrou as suas origens. “A minha mãe vem de uma família muito credenciada, abastada, advogados, pintores, juízes.. A família do meu pai é mais modesta, a minha avó não sabia ler nem escrever, o meu avô era bombeiro. Eu sempre fui feliz nos dois mundos, mas percebi muito bem as oportunidades que uns têm e outros não têm“, conta.

E são esses valores que o rosto da RTP quer passar aos filhos, apesar de confessar ter “receio” de que não sejam incutidos da mesma forma. “Eu tenho muito receio do facto de terem muito mais do que eu alguma vez tive. São duas pessoas muito bem formadas, mas o meu receio é que eles nunca tenham a certeza do que é sofrer”, frisa.

Quero que eles não sofram, mas que percebam o poder que têm dentro deles, que nem dos bens materiais, dos likes do instagram… Eu sei que eles percebem, mas quero que percebam ainda mais o poder dentro deles, o poder de mudar“, nota, acrescentando: “Eles têm tudo, felizmente”.

Com a pandemia e o confinamento, Catarina Furtado revela que tem sido “complicado” lidar com dois adolescentes em casa, principalmente com a filha. “Tem sido complicado, mais para a minha filha. Aos 14 anos queres dar beijos, queres explorar os teus sentimentos, queres estar com as amigas… Não está a viver nada”, revela.

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