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Alexandra Borges relembra morte do pai: “Foi muito duro, foi muito violento”

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Reprodução Instagram

A jornalista foi a convidada de Fátima Lopes, do programa ‘Conta-me Como és’, da TVI, este sábado. Alexandra Borges abriu o seu coração e falou do seu lado mais íntimo. A apresentadora acabou por revelar pormenores que envolveram a morte do pai, realçando a importância que este assumiu na sua vida.

“O meu pai deixou-me uma herança que os euros não conseguem comprar. Todos os valores mais profundos, que eu considero que tenho, devo a ele, a honestidade, a lealdade, o sentido de justiça, a luta pela verdade… é do meu pai, que faleceu vítima de um cancro”, contou. Alexandra Borges relembrou o momento que tentou impedir a propagação da doença: “Tentei salvá-lo, de qualquer maneira, como consegui. Eu levei-o para o estrangeiro para ser tratado, eu tinha acabado de fazer uma reportagem sobre as células dendríticas, e tentei esse tratamento num desespero. Foi encontrado muito avançado, o cancro”, explicou.

Uma “pessoa genuína” e um “bom homem”. É assim que define o seu progenitor.  Um momento de muita emoção daquela que era “a menina do papá”. “Eu tive de acompanhar muito sozinha a morte do meu pai”, relembra. “Acompanhei a degradação física de uma pessoa doente que eu gostava muito, com tudo o que isso tem de difícil… que é estarmos ali a acompanhar um período de morte. É quando nós percebemos que é tudo muito efémero e que nós somos muito pouco e que, sobretudo, somos aquilo que deixamos de legado, que fazemos, nós somos memórias, nós somos valores. Tudo o resto é finito”, realça.

“Estar ali ao lado do leito de morte do meu pai foi das coisas mais difíceis que eu tive de fazer na vida. Perdi o meu pai em 10 dias, em que eu depois tive de estar de baixa, pela primeira vez na vida, porque eu não conseguia recuperar as memórias positivas do meu pai. Eu fiquei com aqueles 10 dias marcados e só me lembrava daquilo”, acrescentou.

Alexandra relembrou ainda que apenas contou com a presença da mãe para enfrentar esta batalha. “Estive sozinha, com a minha mãe. O meu irmão, por razões circunstanciais da vida e porque ele é diferente, não estava e eu sabia que eram os últimos momentos que eu ia estar com o meu pai. A degradação física dele foi muito rápida. Eu ia todos os dias tomar o pequeno-almoço com o meu pai e, no final, ele já ia numa cadeira de rodas. Foram os 10 dias mais horríveis da minha vida”.

Nos últimos dias de vida o progenitor recusou os últimos procedimentos médicos uma vez que ele percebeu que estava próximo do fim e “queria viver como tinha de viver”. Hoje são muitas as “saudades” que sente e é no trabalho que tenta buscar força para contornar a falta que o pai lhe faz. “Eu acho que o processo de luto vai durar muito tempo, eu tive de me ausentar, porque não conseguia trabalhar, porque foi muito duro, foi muito violento”, conclui.

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