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Alexandra Borges arrasa jornalista da TVI e gera um “motim” nas redes sociais

Alexandra Borges, Tvi
Reprodução TVI

André Carvalho Ramos, jornalista da TVI, foi condenado a uma pena de multa de 400 dias, convertida em 2 800 euros, devido à prática de crimes de ofensa à integridade física de Emanuel Monteiro, ex-companheiro e colega no canal.

A sentença, segundo a revista TV 7 Dias, foi lida na passada segunda-feira, no Campus da Justiça, em Lisboa. A juíza deu como provada a prática de ofensa à integridade física simples em três dos mais de 50 factos apresentados na acusação de Emanuel Monteiro. O agressor terá de pagar ainda uma indemnização de 1 500 euros.

Com a condenação feita, a jornalista Alexandra Borges arrasou André Carvalho Ramos num texto que publicou na rede social Facebook.

Agressor condenado pode continuar a ser jornalista? Se fosse um deputado, nós jornalistas não descansaríamos enquanto o próprio não retirasse as devidas ilações da gravidade desta condenação, mas sendo um jornalista, para alguns será irrelevante“, lê-se no início da publicação.

Pois para mim não! Este jornalista envergonha a classe e o canal de televisão que estimo e para o qual trabalhei uma vida, ajudando a fazer da TVI a grande casa que é hoje“, continuou.

Nós, jornalistas e outros colegas do ecrã, que participamos em iniciativas contra a violência, seja ela doméstica ou não, não podemos admitir um ser destes a desempenhar funções em antena, ao nosso lado. Com que legitimidade ficamos para questionar? Como será interpretada uma atitude de indiferença perante esta situação por parte dos telespectadores, das vítimas de violência doméstica e do povo português?“, questionou.

“Eu não alinho em cinismos. Recuso-me a ser incongruente e ter a imoralidade de quem defende princípios só para alguns. É preciso ter coragem para concluir que este jornalista não tem quaisquer condições de apontar o dedo a quem quer que seja, sobre um qualquer indício ou ilícito“, sublinhou ainda Alexandra Borges.

A mim nunca me enganou e a instrumentalização que fez da história só convenceu os ignorantes que nunca se deram ao trabalho de ler a acusação de violência doméstica. Há alguns anos, após a leitura de uma sentença injusta, aprendi com a vítima que «a verdade é aquilo que se prova em tribunal». Ontem, só ficaram provadas as agressões porque a prova de violência doméstica fica, quase sempre, silenciada e amordaçada entre quatro paredes“, lamentou.

No final, a própria juíza fez questão de informar o jornalista condenado que, apesar de não haver prova para o condenar por 57 factos gravíssimos de violência doméstica, ele não a tinha conseguido enganar! Pelos vistos, agora todos sabemos a verdade“, rematou, por fim, a profissional de comunicação.

Publicação de Alexandra Borges gera onda de comentários.

Perante tal texto, foram muitos os internautas que se pronunciaram. Se a grande maioria aplaude a “coragem e coerência” de Alexandra Borges, há também alguns que ficaram revoltados com tal atitude por parte da jornalista. Leia aqui alguns exemplos:

É tão feio e tão mesquinho o que você está fazer, Alexandra… Enfim! Mau ou bom colega, condenado ou não, é, para além de muita coisa, seu colega de profissão…“;

Por muito coerente que seja, faltou-lhe explicar o que é que a vida profissional tem a ver com a pessoal. Falhou, errou, cometeu um crime? Certo, parece que sim, mas foi julgado e condenado. Fora isso, só a TVI, os da TVI, o público e ele, agora, poderão julgar enquanto profissional e não a título pessoal. O que fez, infelizmente, roça a mesquinhez e não sei até que ponto não passa de um ilícito“;

Em que é que a TVI tem culpa de ter um empregado que é agressor? Há em casa, há nas empresas, há em todo lado. Agora é péssimo jornalista… Isto quando não há mais nada para dizer só sai é porcaria“;

Alexandra, concordo que o dito senhor, praticando violência doméstica e sendo condenado, provando-se por isso a culpa em tais atos, é mau exemplo de pessoa e profissional. Mas a questão é como vai sobreviver? A direção da TVI é que deve tomar posição e decidir que funções lhe deve atribuir mais adequadas ao seu atual estado pessoal enquanto indivíduo punido pela lei. Não lhe parece?“.

Em relação às críticas a Alexandra Borges, houve vários outros internautas que responderam e a defenderam. A própria também voltou a pronunciar-se.

A sério? Chama-se COERÊNCIA, JUSTIÇA e MORALIDADE, porque os princípios que os jornalistas apregoam não podem ser só para alguns… Cada vez que apontamos um dedo, temos de perceber que deixamos quatro apontados a nós próprios e porque à mulher de César não basta ser séria… Sobretudo em profissões onde a integridade moral tem de estar acima de qualquer suspeita…“, frisou.

Numa outra resposta, Alexandra fez o seguinte comentário: “[O André] nunca foi meu colega de trabalho. A vítima dele sim… O Emanuel pertenceu à minha equipa e é um excelente jornalista que viveu aterrorizado pelo agressor, na redação da TVI, durante anos. Fique com a sua opinião de quem nada sabe sobre este caso. Eu não sou corporativista e continuarei a defender a VERDADE e a JUSTIÇA, doa a quem doer, custe o que custar. Está-me no ADN“.

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