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A opinião de Flávio Furtado: “Trabalhar em televisão é como ir às p****”

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Perante a confirmação da saída de Bruno Santos do cargo de diretor de programas da TVI – foi substituído por Filipa Garnel – Flávio Furtado utilizou a sua conta na rede social Instagram para escrever um longo desabafo.

O comentador do ‘Você na TV’, da TVI, recordou a sua própria chegada, “por acaso”, à televisão, e como agarrou “com unhas e dentes” a oportunidade que lhe caiu nas mãos. “Faço cada programa como se fosse o último. Só assim tenho a certeza de que vai correr tudo bem. E tem corrido”, continuou.

De seguida, Flávio Furtado explicou que durante todo o seu percurso em televisão nunca deixou de ser ele próprio. “Em televisão, não mudo a dicção, o tom de voz, a posição de sentar ou alguma vez deixei de ser eu. Só assim faria sentido, só assim faz sentido para mim. Não me incomoda se estou mais gordo ou magro, bem ou mal maquilhado e penteado, a roupa que trajo. Preocupa-me, sim, não desiludir quem me assiste, quem apostou em mim”, explicou.

A mensagem não se ficou por aqui: “Mas desde muito cedo que percebi que trabalhar em televisão é como ‘ir às p****’. Não nos podemos apaixonar. Ou então corremos o sério risco de vir a sofrer ao chegarmos lá, um dia, e termos sido trocados por outro ‘cliente’. Talvez por isso tive e tenho sempre os pés bem assentes na terra. Nunca me deixei iludir e nunca me desviei ou afastei do meu trilho: projetos pessoais, sonhos, mas sobretudo família e amigos”.

Por fim, a referência a Bruno Santos. “Quem trabalha em televisão, e é só a minha opinião, tem de ter o coração trancado. Sempre tive! Só me esqueci de uma coisa, igualmente ou deveras ainda mais importante: de fechar o coração às pessoas. E nestes 10 anos, na TVI, ‘apaixonei-me’ por algumas. E só me apercebi desta fraqueza com a saída da Cristina – de quem gosto muito! – e mais recentemente com a saída do Bruno, a quem sou e serei sempre grato…”, concluiu.

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Comecei a trabalhar em televisão por acaso. Um acaso como muitos outros acasos que me aconteceram na vida. Acasos esses que agarro com unhas e dentes, na tentativa de não desiludir quem me desafia mas sobretudo a mim mesmo! Em televisão, como em todos os outros projetos que me envolvo ou envolvi, faço cada programa como se fosse o último. Só assim tenho a certeza de que vai correr tudo bem. E tem corrido. Em televisão, não mudo a dicção, o tom de voz, a posição de sentar ou alguma vez deixei de ser eu. Só assim faria sentido, só assim faz sentido para mim. Não me incomoda se estou mais gordo ou magro, bem ou mal maquilhado e penteado, a roupa que trajo, preocupa-me sim não desiludir quem me assiste, quem apostou em mim. Mas desde muito cedo que percebi que trabalhar em televisão é como 'ir às putas'. Não nos podemos apaixonar. Ou então corremos o sério risco de vir a sofrer ao chegarmos lá, um dia, e termos sido trocados por outro 'cliente'. Talvez por isso tive e tenho sempre os pés bem assentes na terra. Nunca me deixei iludir e nunca me desviei ou afastei do meu trilho: projectos pessoais, sonhos, mas sobretudo família e amigos. Quem trabalha em televisão, e é só a minha opinião, tem que ter o coração trancado. Sempre tive! Só me esqueci de uma coisa, igualmente ou deveras ainda mais importante: de fechar o coração às pessoas. E, nestes 10 anos, na TVI, 'apaixonei-me' por algumas. E só me apercebi desta fraqueza com a saída da Cristina – de quem gosto muito! –  e mais recentemente com a saida do Bruno, a quem sou e serei sempre grato…

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