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Vencedores do «Ídolos» acreditam que é possível fazer carreira depois do programa

A uma semana de serem conhecidos os doze finalistas do talent-show da SIC, a revista Correio TV esteve à conversa com três dos quatro vencedores das temporadas anteriores, que admitiram que é possível viver da música depois de participar no Ídolos.

“Para mim é positivo ir a um concurso como o Ídolos, ou qualquer outro para cantores, porque tudo o que possamos fazer para divulgar o nosso trabalho é bom”, começa por dizer Sérgio Lucas, o vencedor da segunda edição, acrescentando que “O facto de ter ganho o Ídolos abriu-me as portas para trabalhar em muitos sítios. Desde então, e graças a não ter desistido, como muitas vezes apetece, e ter insistido, já fiz teatro musical, programas de televisão e lancei dois álbuns de originais meus”.

Filipe Pinto, por sua vez, “não poderia fazer um balanço melhor”: “Para um aluno de engenharia florestal, que tencionava trabalhar nesta área, que venceu o programa e agora consegue dedicar-se a 100% à música, é uma enorme vantagem. Não tenho dúvidas de que isto foi o melhor que me poderia ter acontecido”, afirma o vencedor da terceira temporada, admitindo ainda que “poder estar a desenvolver um trabalho há dois anos na área musical é certamente positivo”.

Já a vencedora da quarta edição, Sandra Pereira, realça as “coisas boas e más” que o Ídolos trás: “Quando participei tinha a esperança de que a minha vida mudasse em muita coisa, e a verdade é que mudou: em alguns casos para melhor, noutros para pior”, explica a jove, acrescentando: “Só o facto de as pessoas terem feito com que ganhasse o programa é um bom sinal, significa que dão valor àquilo que fazemos e que gostam de nos ouvir. E a vitória fez com que aparecessem alguns trabalhos, nomeadamente em publicidade. Mas passado algum tempo, e isto depende das pessoas com quem trabalhamos, as coisas voltam quase ao início”.

A grande vencedora da última edição revelou ainda que “quando acabou o programa, e depois da euforia inicial, fui-me um pouco abaixo. Porque isto é como um fogo-de-artifício: toda a gente está ansiosa para ver, bate palmas, mas, quando acaba, todos se vão embora. É isso que acontece com o ‘Ídolos’: de repente damos um pulo muito grande, mas depois caímos quase a pique”, explicou, finalizando com aquela que considera a grande conquista do programa: “A grande mais-valia dos ‘Ídolos’ é que nos dá visibilidade. Mas depois o programa acaba e há pessoas que vêm trabalhar connosco, umas melhores, outras piores… Eu decidi então trabalhar sozinha”. Sandra Pereira está agora a preparar o seu primeiro álbum de originais.”

Resta saber se o grande vencedor, ou vencedora, desta quinta edição conseguirá a mesma sorte do que Sérgio Lucas, Sandra Pereira e Filipe Pinto.

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