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Pedro Crispim desabafa: “O corpo está cansado e a alma pede para ficarmos recatados…”

Pedro Crispim
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Pedro Crispim fez uma reflexão sobre o trabalho e a necessidade de descanso, numa altura em que perdeu uma grande amiga.

Nesta terça-feira, dia 2 de agosto, Pedro Crispim recorreu às redes sociais para partilhar uma reflexão sobre a exigência do trabalho. Esta tem sido uma fase particularmente difícil para o stylist, uma vez que perdeu a colega e amiga Mariama Barbosa, que morreu na sexta-feira, 29, na sequência de um cancro no estômago.

São tantas as profissões onde não existe grande espaço para parar, pensar e “lamber feridas”. Devemos seguir em frente, temos que continuar… Naquele momento em que o corpo está cansado e a alma pede para ficarmos recatados, enrolados na nossa dor, temos que inevitavelmente “colocar as mãos na massa”“, começou por escrever.

“Em televisão assim como em muitas outras áreas, inclusive naqueles projectos que desenvolvemos com gosto e entrega, somos maquilhados de forma a disfarçar a cara de cansaço, fruto (por um ou vários motivos) das noites mal dormidas. Camuflamos a frustração com roupas vistosas e acessórios que distraiam quem nos assiste, da desilusão que nos teima em prender os movimentos ou o medo que não deve comprometer a razão”, continuou Pedro Crispim.

E, tentamos ao máximo (num esforço que muitas vezes nos dilacera por dentro) para que no momento, em que nos é colocado o microfone, ajeitados os fios no corpo, e a luz encarnada da câmara se liga, tudo fique quase que hermeticamente fechado dentro de nós, e nada do que possa comprometer os conteúdos definidos, transpire cá para fora“, prosseguiu.

Pedro Crispim afirmou ainda ter “o coração em pedacinhos pequeninos”, mas assumiu que é necessário manter o foco e “seguir em frente”, e deixou uma garantia: “Nem por um minuto me esquecerei de quem sou e do que sinto. Se for para fazer, que seja para ser bem feito, mas que possa estar inteiro, sempre“.

Por fim, o comentador do ‘Passadeira Vermelha’ concluiu o texto numa nota de grande emoção.

“E, se ao longo deste alinhamento preparado com toda a atenção por uma equipa, a emoção me apanhar desprevenido, quero que saibam que naquele preciso minuto (apesar de todo o reboliço normal de um estúdio de televisão) me senti abraçado e num lugar seguro, protegido e com espaço para partilhar, para me entregar. Ao fim ao cabo somos só pessoas a tentar chegar a pessoas. Só poderei ser grato por este privilégio“, terminou.

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