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Maria Botelho Moniz recorda amor que morreu

Convidada de Daniel Oliveira para o Alta Definição este sábado, Maria Botelho Moniz recordou as fases mais importantes da sua vida, mas também as mais difíceis, como o caso da morte do seu namorado, Salvador.

Emocionada por recordar aquele que era o seu “confessionário”, a atriz conta que soube da morte do namorado por telefone e porque procurou contactá-lo. “Acordei por volta das 5 da manhã sobressaltada. Sabia, era uma intuição, e nós éramos unha com carne. Senti uma dor no peito e ele não estava ao meu lado. Era suposto já ter chegado e ainda não tinha chegado. Comecei a ligar para o telefone dele e ninguém atendia. Comecei a entrar em pânico até que finalmente me atendeu um polícia que me fez umas perguntas muito estranhas e depois percebeu que era a namorada dele, pediu-me a descrição para ver se correspondia à mesma pessoa. Depois disse-me: ‘olhe, ele não está nada bem’, desligou-me o telefone.”

“Passado um bocado comecei a vestir-me e peguei no telefone outra vez e atendeu-me o mesmo polícia que me passou a chamada ao médico que o socorreu. Passou-me a um senhor que me perguntou se estava sozinha. Eu disse que sim e perguntei o que é que se passava. E ele disse: ‘olhe, fiz tudo o que podia mas não o consegui salvar’. E de repente é saberes o que ouviste e não é real. ‘Salvar de que?’, ficas com mil e uma perguntas e não sabes responder e cais no chão”, acrescenta ao relato.

Consciente da importância que Salvador tinha na sua vida, a comentadora do programa Passadeira Vermelha revela que o seu luto foi muito solitário. “A morte do Salvador é diferente, acho que a minha dor é muito diferente da dor dos amigos dele, dos meus irmãos, dos meus pais, dos pais dele. Esse processo foi mais solitário, eu tinha que resolver o que é que para mim a morte dele significava e o que isso ia mudar em mim e na minha vida, no que tinha projetado”, conta,

Com Daniel Oliveira a tentar perceber se tinha ficado algo por dizer a Salvador, Maria Botelho Moniz é peremptória e garante que lhe disse tudo, pois o namorado sabia o que era na sua vida, tendo deixado apenas por viver uma vida inteira. “Eu tinha 29 anos e apesar de não ser casada, de estar a planear um casamento, eu já me sentia casada com ele, era parte da minha vida há 10 anos e tu ficares viúva com 29 anos, ou tiras daqui uma grande lição e pegas nisso para te tornares uma pessoa melhor ou então vais ter uma vida muito complicada”, disse.

Maria conta que atualmente está numa fase de transição. Está a deixar de sobreviver para passar a viver, no entanto, deixou por cumprir o sonho de ser mãe do grande amor da sua vida.

“Eu sonhava que ele fosse o pai dos meus filhos, isso não vai acontecer. E isso foi das primeiras coisas que eu pensei logo a seguir: ‘Deus queira que esteja grávida’, eu só queria que ele me tivesse deixado um pedacinho dele. Agora, olhando para trás se calhar não tinha sido a melhor coisa. Há coisas que sei que não vão acontecer”, conclui.

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