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João Catarré: “Não era este perfil de educação que eu queria dar à minha filha”

Reprodução Instagram

O ator foi o convidado deste sábado do programa de Daniel Oliveira, ‘Alta Definição’. Aos 38 anos, João Catarré abriu o seu coração e falou sobre a filha e as tentações que enfrentou pelo caminho.

Um relato emotivo quando o assunto é o “amor da sua vida”, Francisca, a filha de três anos. “Eu e a minha filha acordamos e vamos ao café de pijama. As crianças têm de brincar. O que gostava de dar à minha filha era essa liberdade”, começou por dizer. João Catarré separou-se da mãe da criança, Sandra Santos, em 2017. Algo que lhe desfez o seu grande sonho. “Eu cresci com os meus pais juntos, não é o caso da minha filha. Isso é o que me custa mais”, lamentou. “Não era este perfil de educação que eu queria dar à minha filha. Custa-me um bocado”. O ator, que se estreou na ficção da TVI, em ‘Morangos com Açúcar’, falou ainda da fase dos excessos e das tentações que viveu.

“Há várias tentações […]. Há tentações perigosas. [O meio televisivo] É tentador em vários aspetos: namoradas, álcool, drogas. Aparece de uma forma muito fácil, de fácil acesso. Presenças… Fiz muitas presenças em discotecas”, contou. Sobre este assunto, recordou um episódio que o fez estar a um passo da morte. “Trabalhava seis dias por semana, de segunda a sábado, 12 horas por dia, e ainda conseguia fazer três presenças por fim de semana. Era dinheiro fácil. Era o princípio, o deslumbramento. […] Só que isto, depois, também cansa. E o caminho perigoso pode ser tu estares muito nisto e deixares-te ir por aí fora. E eu parei porque tive um susto, um grande susto”.

“Adormeci ao volante”, conta. “Lembro-me perfeitamente de estar a conduzir numa autoestrada e de ver um ponto vermelho lá ao fundo. Não sei como, quando acordei, estava um autocarro à minha frente”, relatou. “Pus um pé no travão, andei com o meu carro quase a raspar no autocarro, com passageiros, ainda por cima. Demorei uma eternidade a controlar o carro. Ele entrou em despiste e eu fui ao rail central, ao rail lateral, ao rail central, sempre a tentar controlar o carro. Consegui, felizmente. Não aconteceu nada”, disse, recordando ter desatado “a chorar num pranto”.

Um momento que o fez pensar duas vezes no trajeto de vida que estava a fazer: “Aí ganhei noção: ‘Não podes fazer isto. Não és só tu. É dinheiro fácil? Isso não te paga a vida, que era o que ia acontecer agora a ti e àquelas pessoas que não têm culpa alguma”. Uma entrevista emocionada com um especial agradecimento aos pais, “os melhores do mundo” como os define.

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