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D. Duarte Pio revela quais as fontes de rendimento da família

D. Duarte Pio de Bragança foi um dos convidados especiais de Júlia Pinheiro na tarde desta sexta-feira, 15 de maio, e explicou vários aspetos da sua vida pessoal.

A apresentadora começou por perguntar-lhe algo que sempre deixou os portugueses curiosos. “Como é que a família real vive? Subsidiada como? Têm fontes de receita próprias? O senhor não tem ordenado?”, começou por perguntar.

“Não. Eu desconto para a segurança social. O que acontece, de facto, é que as propriedades da família foram confiscadas primeiro quando foi o exilio, em 1843, mas depois morreu o rei D. Manuel II e considerou o meu pai como seu herdeiro. A rainha Dona Amélia foi minha madrinha, o rei D. Manuel II foi padrinho de uma tia minha”, explicou D. Duarte de Bragança.

“O Estado Português, no tempo do Dr. Salazar, decidiu que não queria entregar à família o património e então criou uma fundação – Casa de Bragança – que na altura começou a apoiar o meu pai, que forneceu uma habitação e dava um subsídio para sustento da casa”, acrescentou.

Em 1974, a Fundação decidiu que não poderiam continuar lá e cortou os subsídios. Entretanto, “comecei na altura a dar algum apoio a empresas para exportação e aí comecei a ganhar [como consultor]”, explicou.

D. Duarte Pio confessou ainda que a rainha Dona Amélia lhe deixou uma herança de alguns prédios no Chiado.

Depois, “a viúva do rei D. Manuel II criou a Fundação D. Manuel II, que o duque de Bragança queria escolher o presidente, mas quando o primeiro administrador foi embora eu escolhi-me a mim próprio como presidente e agora trabalho na fundação”.

“Todo o território em que está construído a cidade de Petrópolis é propriedade da minha família materna, dai recebermos também um rendimento”, salientou, explicando que o imperador D. Pedro II, bisavô da sua mãe, “comprou aquela fazenda e construiu lá a sua casa de verão e de férias e muita gente quis ir viver para lá e quis comprar terrenos”.

“Ele não vendeu nada, mas cedeu com direito de propriedade, em troca de uma percentagem de 2,5% de futuras vendas de casas, etc, que vigora até hoje”, salientou.

A apresentadora perguntou ainda onde estava a coroa portuguesa, mas o duque decidiu não dizer. “A coroa portuguesa, não devo dizer onde está porque já houve objetos roubados, mas parece que vai ser criado um local no Palácio da Ajuda para exporem as coroas e outros objetos”, concluiu.

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