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Bárbara Guimarães abre o coração: “Naquele momento pensei ‘Não… Eu vou morrer'”

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Bárbara Guimarães deu uma entrevista emocionante a Daniel Oliveira, no Programa Alta Definição, que foi para o ar este domingo. A apresentadora falou de vários temas e abordou com mais profundidade a luta que travou, nos últimos dois anos, contra um cancro da mama.

Bárbara Guimarães afirmou que decidiu contar publicamente o que se estava a passar. “Eu achei que devia ser eu a dizer antes que começassem a especular. Achámos por bem dizer a verdade e pedir o respeito às pessoas no sentido de que respeitassem esse tempo”, disse.

A apresentadora remeteu-se, muitas vezes, ao silêncio sobre a doença. “Eu acho que o silêncio protege. Podemos estar aos gritos por dentro, mas o silêncio é a forma como consegues andar para a frente sem que haja tanta maldade à tua volta”, revelou.

A artista recordou que depois de ter dado como vencida a batalha contra o cancro, foi-lhe diagnosticada uma infeção que poderia voltar a por em causa a sua vida. “Naquele momento pensei ‘Não… Eu vou morrer. Eu vou morrer”.

Depois desse momento, Bárbara explicou o que se sucedeu. “Eu pensei: Vou morrer e aí pensas logo neles [filhos]. Eu preciso de lhes dar qualidade, tempo, se não estiver aqui. Aí pensei mesmo e fiz um testamento. Devemos fazê-lo e até com muita tranquilidade, sem ter de passar por isso”.

A apresentadora revelou ainda que, durante todo o período da doença, ficou bastante surpreendida com os depoimentos de Facebook e Instagram de outras pessoas a passar pela mesma situação, que lhe deram força.

Bárbara Guimarães falou também sobre um momento particularmente difícil na sua vida: o caso em tribunal por violência doméstica, contra o ex-marido, Manuel Carrilho.

“Sinto que estamos ainda nos antípodas de sermos defendidos judicialmente de casos de violencia doméstica, de casos pessoais. Eu estou com muita fé que haja uma lei que ponha juízes a tratar só destes casos. Especializados. Porque é um sofrimento a duplicar todo o processo que depois se desenrola nos tribunais”, realçou.

Apesar de todos os momentos difíceis, Bárbara Guimarães nunca baixou os braços e foi à luta.

“O que importa é hoje. Falar sobre a morte não é uma coisa que me assuste. Quero transmitir esta energia a quem vê, a quem sente”, referiu.

“Quando pensamos que a vida é uma curta viagem e que é tudo muito frágil, passa num ápice, pensamos no que é verdadeiramente importante e no que mais gostamos”, evidenciou.

Bárbara Guimarães terminou a entrevista de uma forma emocionante: com recurso a uma fotografia onde aparece com a mão a tapar a cara, mas onde se consegue ver um rasgo de sorriso por trás dos dedos.

“Nós vivemos da imagem e depois um silêncio em televisão também é uma grande imagem. E eu trago-te esta. Se reparares estou com as mãos a cobrirem o meu rosto. Estou despida. Uma imagem muito pura, que pode ser desconfortável para muita gente que está a ver, mas atrás dessas mãos e até se vê um bocadinho, há ali um rasgo de  um sorriso maroto, malandro que vai dizer aquilo que pensam os meus olhos: que é no fundo descobrir este lado em que estamos assim e depois dar-te a imagem, da Bárbara, daquilo que ela é, por dentro e por fora, que é cheia de garra para a vida e com o maior sorriso do mundo”, concluiu.

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