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Ângelo Rodrigues partilha mais novidades sobre o “percurso bíblico” na Jordânia

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O ator da SIC continua a aventurar-se na Jordânia e esta quinta-feira partilhou com os fãs mais novidades.

Desta feita, Ângelo Rodrigues revelou que durante a noite, no deserto, sentiu demasiado frio e até teve dificuldade em escrever. Contudo, nada que o incomode ou desmotive, já que, como referiu, quis saber o que é que “Peter O’Toole sentiu quando gravou o ‘Lawrence da Arábia”, em 1962.

Toda a história aqui:

“Cobri-me como se estivesse de castigo. Aqueles três cobertores dobrados viraram seis; improvisei um bunker naquela cama de solteiro com mais um edredão que apareceu para ajudar. Consegui desenhar uma pirâmide térmica e salivei de orgulho com tal conquista, como Capitão Iglo numa expedição às Arábias.

Por momentos, evacuei o frio que gelava o deserto à noite. Estava com dificuldades em escrever, porque as minhas mãos cristalizaram. Aos meus dedos foi sugado todo o cálcio que finava nas articulações. Soprei ar quente em esforço como uma criança asmática que tenta encher um balão. Acabei por actualizar o ditado: Em Roma, sê romano. No deserto… fica esperto, Mário Alberto.

Vim dormir dois dias ao deserto para saber o que Peter O’Toole sentiu quando gravou o ‘Lawrence da Arábia’, em 62. Na verdade, vim ver como o original arqueólogo e militar britânico ajudou a enfraquecer o império otomano, por altura da 1.ª Grande Guerra. Sem Internet e sem acesso ao mundo exterior. Só eu e estes liliputeanos em terras rochosas de Gulliver.

Vindo do ‘smalest hotel in the world’, a expectativa não era mais do que ter um chão para dormir. Este era o fim da Estrada do Rei e o continuar do meu percurso bíblico pela Jordânia rumo a Waidi Rum, lugar onde a tecnologia acaba e brota um deserto engolido num arcaico portal do tempo.

Um miúdo que nem idade tinha para conduzir encontrou-me no local combinado. Sem diálogo e sem palavras como os filmes do Liam Neeson. Este beduíno tinha um bafo tão forte que se falasse perto de mim descolorava-me a barba. Tinha um bafo tão forte que se falasse num jardim, as plantas morriam.

Meia hora em apneia no jipe e cheguei ao Magic Beduine Star, um aglomerado de tendas de madeira por alugar a escassos metros da casa onde viveu Lawrence. Fiquei o resto do dia com o Juan, um voluntário venezuelano de 36 anos que trocava acomodação e comida por ajuda com a gestão das reservas.

Adormeci com todas as cores do arco íris num céu LGBT. Fiquei só eu e elas, as estrelas. Estas pepitas de chocolate branco cintilam como se estivessem a brincar umas com as outras num ATL”.

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