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Ângelo Rodrigues: “A curiosidade pode ser facilmente confundida com assédio”

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Ângelo Rodrigues está de férias na Jordânia e tem partilhado vários momentos com os fãs nas redes sociais. Um texto publicado, esta segunda-feira, dá conta de uma situação vivenciada pelo ator no Jafra Café, em Amã, capital da país.

O artista começa por explicar que o seu olhar recai em duas mulheres esguias de 25 anos, que têm o dress code ‘full-black-burca-casual-chic’.

“Sei que a curiosidade que tenho por elas pode facilmente ser confundida com assédio, mas, mesmo sabendo que poderei ter problemas, rapidamente sou traído pela minha insensatez. Mas hey, desde o problema que tive no passado que ando de mão dada com o perigo”, começou por escrever na sua conta do Instagram.

O ator mostra-se bastante intrigado com o mistério envolto nestas jovens. “Uma delas – a que está de costas para mim – tira o pedaço de tecido negro que lhe tapa a boca e começa a pintar os lábios. Reparo que vai olhando para trás para certificar-se que eu acompanho o ritual. Percebo pelos sorrisos tímidos e olhares de soslaio que comentam algo sobre mim. Afinal, o flirt é linguagem universal”, acrescentou.

Ângelo Rodrigues confessa ainda: “O meu cérebro entra em curto circuito e auto recrimina-se, por não estar a conseguir processar a natural feminilidade daquelas mulheres. É que apesar de viverem escondidas, a vaidade não as abandona”.

O rosto da SIC faz ainda uma comparação entre o mundo ocidental e o Médio Oriente: “Para quem vem de uma realidade ocidental em que é comum ver miúdas desnudadas acotovelarem-se por likes no Instagram – porque em Portugal é Verão o ano todo – aqui o culto do mistério é mais pujante”.

“Imagino como seria se o Tinder existisse aqui. O quão difícil seria escolher uma parceira que fechasse uma permuta sexual de mútuo acordo, baseando-se apenas na intensidade dos olhares. Abordagens como ‘já vi freiras de luto mais animadas que tu’ ou ‘gostei do teu véu, lol’ seriam expectáveis”, afirma o ator.

O artista relata o que aconteceu em seguida. “Voltando: ela termina de pintar os lábios e levanta-se. Atira umas palavras à amiga e troca de lugar com ela. Vejo agora que fez um bom trabalho. É impossível escapar ao clima lascivo que ela criou. Tenho-a a olhar fixamente para mim, enquanto balança a perna esquerda, apoia o cotovelo na mesa e segura o rosto com o polegar e o indicador. Já vi romances começarem com muito menos”, contou, confessando ter ficado “intimidado com abordagem”.

“Afinal de contas, estou habituado a que a geometria da sedução seja outra. Então respiro fundo, tiro o casaco, arregaço as mangas da camisa, pego na minha corajosa timidez e…escondo o olhar na tela do telefone. Boa, D. Juan. Que orgulho”, acrescenta.

O ator conclui a publicação com o desfecho do episódio: “Ela franze o sobrolho e não compreende o meu embaraço. Faz sinal à amiga, levantam-se com a sua indumentária pós velório e saem. Estou ainda a indagar se poderia ter forçado uma interação ou não. O meu arrependimento chicoteia-me e diz-me que nunca saberei. Morrerei assim, para sempre na dúvida. Jordânia 1, Portugal 0”.

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(2/2) O meu olhar recai nelas, porque não consigo esconder o meu interesse. Duas mulheres, 25 anos, esguias. Dress code: full-black-burka-casual-chic. Estão sentadas numa mesa à minha direita. Sei que a curiosidade que tenho por elas pode facilmente ser confundida com assédio, mas, mesmo sabendo que poderei ter problemas, rapidamente sou traído pela minha insensatez. Mas hey, desde o problema que tive no passado que ando de mão dada com o perigo. • Uma delas – a que está de costas para mim – tira o pedaço de tecido negro que lhe tapa a boca e começa a pintar os lábios. Reparo que vai olhando para trás para certificar-se que eu acompanho o ritual. Percebo pelos sorrisos tímidos e olhares de soslaio que comentam algo sobre mim. Afinal, o flirt é linguagem universal. O meu cérebro entra em curto circuito e auto recrimina-se, por não estar a conseguir processar a natural feminilidade daquelas mulheres. É que apesar de viverem escondidas, a vaidade não as abandona. • Para quem vem de uma realidade ocidental em que é comum ver miúdas desnudadas acotovelarem-se por likes no Instagram – porque em Portugal é Verão o ano todo – aqui o culto do mistério é mais pujante. • Imagino como seria se o Tinder existisse aqui. O quão difícil seria escolher uma parceira que fechasse uma permuta sexual de mútuo acordo, baseando-se apenas na intensidade dos olhares. Abordagens como “já vi freiras de luto mais animadas que tu” ou “gostei do teu véu, lol” seriam expectáveis. Ou a descrição das fotos delas: “com preto, não me compromento” ou “indecisa com o que vestir, kakakaka”. Aliás, terrorista mulher no Médio Oriente é uma profissão com muita saída, porque fica difícil encontrá-las. • Voltando: ela termina de pintar os lábios e levanta-se. Atira umas palavras à amiga e troca de lugar com ela. Vejo agora que fez um bom trabalho. É impossível escapar ao clima lascivo que ela criou. Tenho-a a olhar fixamente para mim, enquanto balança a perna esquerda, apoia o cotovelo na mesa e segura o rosto com o polegar e o indicador. Já vi romances começarem com muito menos. (continua nos comentários) ______________________________________________________________ #travel #wanderlust #backpacker

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