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Ana Marques faz testemunho arrepiante: “Cheguei a pesar 39 quilos”

Ana Marques
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Ana Marques esteve no programa de Júlia Pinheiro e fez um arrepiante testemunho sobre o que sempre sofreu por ser magra e os estereótipos que existem em relação à magreza.

Ana Marques gravou um emocionante testemunho para o programa das tardes da SIC, ‘Júlia’, sobre ter sido sempre muito magra e os dissabores que esta condição lhe têm trazido. “Nunca houve por parte dos médicos uma indicação de que eu era mais magra do que o normal. Mas bastava olhar para mim. Tinha os braços muito compridos, as pernas muito compridas, mas era muito fininha”, começou por dizer.

Era muito alvo das outras miúdas chamarem-me os nomes todos: Olívia Palito, espirra-canivetes, esqueleto vaidoso. Diziam-me muitas vezes ‘magreza é desbeleza, gordura é formosura’. Tenho esta frase gravada na minha cabeça. Não é que isto ofenda alguém, mas era usado como forma de atacar. Mexe obviamente com a auto-estima”, recordou a apresentadora do programa ‘Alô Portugal’.

Ana confessou que, por ser magra, onde se sentia confiante era a dançar ballet. “Por outro lado, não me sentia mal no meu corpo, sentia-me muito bem. Eu fazia bailado, era onde encontrava o meu espaço de encaixe, no ballet, onde isso era elogiado. De resto, estavam sempre a lembrar-me que havia um defeito, que não é um defeito. Se alguma vez tentava aumentar de peso não sabia por onde pegar. Eu alimentava-me muito bem…”, explicou.

Foi quando entrou para a estação de Paço de Arcos que a apresentadora começou a perder mais peso: “Quando entrei para a SIC… Comecei a emagrecer e a emagrecer. Passei de 52 quilos para 45. Fiz algumas coisas para engordar. Comer uma colher de leite condensado por dia, abusar da papa Nestum, aquelas coisas altamente calóricas, mas que não é um engordar saudável. Era para fazer a vontade aos outros”.

“Quando engravidei das minhas filhas tinha 44 quilos. Para mim era normal, engravidei com facilidade. A nutricionista na maternidade deu-me um pacote de calorias para eu engordar. Comecei a emagrecer quando vim para casa… cheguei a pesar 39 quilos. Passar a barreira dos 40 para baixo era uma coisa assustadora. Trazia-me tristeza. Do género, porque é que eu não engordo? Porque é que estou aqui sempre este nico de pessoa?“, contou sobre a gravidez das gémeas.

Ana Marques falou também da forma como a sociedade olha para os magros: “A sociedade está pouco formatada para perceber que os magros também sofrem de complexos, têm uma luta para engordar e para não emagrecer. Nunca é valorizado porque é valorizada a magreza. É sinal de desporto, beleza e passerelle, de manequim. Atacam-se os gordos e a imagem contrária é a ser magro. Nunca se olhou para as pessoas magras que também têm uma luta”.

Sobre a forma como lidava com a ansiedade e o stress e como isso interferia com o seu peso, Ana Marques explicou que estava tudo interligado. “Sentia, às vezes, a ansiedade a consumir-me por dentro e a tirar-me o peso”, concluiu.

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