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Agricultora Catarina Manique: “O mais provável era eu sair dentro de 4 tábuas”

Catarina Manique esteve à conversa com Júlia Pinheiro, no programa das tardes da SIC, e recordou o problema de saúde em que foi obrigada a submeter-se a um transplante de medula óssea.

Com apenas 12 anos, foi-lhe diagnosticada uma leucemia mielóide crónica e tudo mudou. “Nunca fui uma criança 100% saudável. Era muito fraquinha. De repente, comecei a sentir-me muito cansada e tinha muitas nódoas negras e dores. Na altura andava no rancho e queria desistir e ninguém percebia. Cansava-me muito, custava-me imenso ir aos ensaios”, começou por dizer.

“A minha menstruação vinha em abundância. Fiz tratamento mas o mal já cá devia andar. Já me andava a sentir mal e a minha mãe levou-me ao hospital. Só queria estar sossegada no meu cantinho, com as persianas do quarto da minha mãe fechadas, sem barulho”, acrescenta. No hospital disseram que Catarina era mimada e que apenas se tratava de um vírus gripal.

Oito dias depois regressou ao hospital. “Pensavam que tinha tido uma baixa de açúcar, mas eu continuava a tremer muito e estava roxa. Mas a minha mãe queria que me fizessem umas análises. E ainda bem que batalhou senão já não estava viva hoje. A minha mãe agarrou o médico pelos colarinhos e disse: ‘Você vai fazer as análises à minha filha, a bem ou a mal'”, recorda.

Foi para outro hospital onde fez novamente exames. Assim que saíram os resultados foi transferida novamente para outro hospital onde acabou por  fazer um transplante de medula óssea. “Graças a Deus a minha irmã foi 100% compatível comigo. A minha mãe também era, a 70%, mas eles quiseram fazer com a minha irmã. Era criança, sabia que estava mal, mas não dava conta da gravidade”, recorda.

A concorrente do ‘Quem Quer Namorar com o Agricultor?’ recorda ainda a dificuldade do tratamento. “Eu não estava em mim. Na primeira semana deram-me uma quimioterapia mais leve, mas depois deram outra, para matar tudo. Foi mais complicado. Perdi tudo, até as sobrancelhas”, acrescenta.

“Não me davam garantias que eu saísse viva de lá, o mais provável era eu sair dentro de 4 tábuas. Ou então tomar medicação durante 5 anos e o mais provável era eu falecer. Naquela altura aquilo chocou-me tanto e acho que só aí é que caí na realidade e percebi que estava mesmo mal”, conta, recordando o momento da decisão.

“Decidimos que fazíamos o transplante, mas eu chorei, chorei, chorei. Não queria que me caísse o cabelo, ficar tão magra. Só queria ficar bem. Tive um mês isolada e depois tive outro mês internada fora do isolamento. Era tudo novo. Viraram-me da cabeça aos pés. Fizeram-me exames a tudo antes de entrar em isolamento”, lembra, rematando que correu tudo bem.

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