O Dia na Eurovisão

O Dia na Eurovisão (7 de maio) – O primeiro ensaio geral da 1ª semifinal

O A Televisão esteve no Altice Arena, a acompanhar o primeiro ensaio geral da primeira semifinal, e já foi possível ver como fica cada atuação, de início ao fim, na arena e na TV. Assim, o O Dia na Eurovisão de hoje tem como temática única as canções desta semifinal.

Azerbaijão: Aposta este ano em Aisel, que no palco é acompanhada por uma estrutura triangular, e iluminação de cor azul e branca. É acompanhada por uma equipa de coristas portuguesa, na qual se inclui o antigo participante no Festival da Canção Rui Andrade.

Islândia: Sem muita sorte nos últimos anos no ESC, este ano os islandeses chegam com Ari Olafsson e «Our Choice», que apela à paz. Em palco, apresenta-se com um esquema de luz marcado por tons azuis durante boa parte da música, exceptuando no refrão em que passam a amarelo e vermelho.

Albânia: Os albaneses trazem ao ESC «Mall», uma música que fala das experiências de palco do vocalista Eugent Bushpepa. Nesta atuação, há que destacar a grande capacidade da vocal do artista, que aliada a uma boa canção e a uma boa coreografia de luzes, pode dar aquilo que escapa à Albânia desde 2015: a final.

Bélgica: É um cliché, mas a aposta belga podia integrar uma banda sonora da saga 007. Em termos de performance, é um cenário com glamour e Sennek apresenta-se ao seu melhor nível, tal como nos ensaios, não mostrando nervosismo ou qualquer problema na voz, como foi vísivel nos espectáculos de preparação.

República Checa: Era um dos grandes favoritos à partida para o início do ESC e hoje confirmou esse estatuto. Mesmo com problemas de saúde, durante um dos ensaios, Mikolas mostrou-se em bom nível, numa performance que aposta na cor – sobretudo no azul e no rosa, na dança e que termina com fumo a sair à volta do palco.

Lituânia: Durante quase toda a canção, Ieva Zasimauskaitė no início apresenta-se deitada no centro do palco, levantando-se posteriormente e, no final, junta-se a ela a um dançarino, na ponte do lado esquerdo. Tem uma iluminação discreta, mas que assenta bem na música calma que é. Nota para a parte final da canção que é cantada em lituano e para as imagens, em realidade aumentada, que acompanham a prestação.

Israel: Nas casas de apostas, é a favorita deste que foi revelada. Em palco, Netta começa a atuação no centro, acompanhada por um coro que está na ponte à direita. É uma performance bem conseguida a nível vocal, excelente em cenário e que usa muitos efeitos, já que conta fogo, fumo e bolhas de sabão. Perfeitamente justificado favoritismo, ainda que difícil de dizer se será vencedora.

Bielorrússia: Nesta atuação, onde a palavra chave é paixão, a protagonista é uma rosa, que começa na mão de Alekseev e termina, como um efeito especial, despedaçada na TV dos espectadores. Em termos visuais, é uma canção romântica com a cor que o simboliza: o vermelho. O cantor é acompanhado por uma dançarina vestida de vermelho e que interage consigo.

Estónia: A canção da Estónia é outra das favoritas na casa de apostas deste ano. É uma excelente canção, incrivelmente cantada e que as projeções levam para um outro nível de espectacularidade.

Bulgária: Desde 2016, com Poli Genova que a Bulgária tem apostado forte na Eurovisão e daí tem conseguido melhorar o seu histórico. No palco, os Equinox apresentam-se num palco com dois níveis, estando única mulher do grupo no meio, num degrau acima dos restantes membros. A iluminação discreta adequa-se perfeitamente à canção.

Macedónia: Os macedónios apresentam-se com «Lost and Found», que no palco são 6, a vocalista principal, três coristas, um guitarrista e um baterista. No refrão há coreografia conjunta da vocalista e backing vocals. É uma música com partes muito calmas e outras de “explosão”, com o palco a refletir isso mesmo.

Croácia: Da Croácia vem Franka e o seu poderio vocal. «Crazy» é uma canção que parece que já vimos várias vezes no ESC, mas que a nível de realização e jogo de luzes está muito correta.

ÁustriaDa Áustria, este ano, vem Cesar Sampson. Nobody but You é uma canção pop a puxar pelo gospel, que faz um excelente uso da voz do artista e dos elevadores do palco da Eurovisão deste ano. Durante a actuação, os coristas entram por uma das pontes, acompanhando o cantor até ao final.

Grécia: É uma raridade, mas ainda bem que este ano a Grécia decidiu apostar nesta música no seu idioma. A canção, aposta na autenticidade da música grega, e segundo a intérprete, é nada mais que uma conversa entre o país Grécia com os seus cidadãos. Yanna aparece com uma das mãos pintadas de azul, com um vestido branco, num cenário com fumo no chão do palco.

Finlândia: Depois da desilusão de ter ficado às portas da final no ano passado, os finlandeses trazem uma música mexida, com direito a pirotecnia, a quatro dançarinos e a decoração no palco, onde está uma estrutura com escada e uma estrela, onde Saara Aalto começa a atuação, longe dos olhares do público. A iluminação é principalmente em roxo e azul.

Arménia: É habitual na Eurovisão Júnior mas é a primeira vez na dos adultos, falo claro de cantar em arménio. Apresenta-se no centor do palco, rodeado por uma estrutura circular iluminada. Faz bom uso do fumo no palco, tem um bom esquema de luzes e uma realização muito bem conseguida.

Suíça: Tal como os austríacos, os suíços usam o elevador do palco, onde estão os dois membros dos Zibbz no início da atuação, ficando posteriormente só o baterista. A vocalista, faz um bom uso da largura do palco, de uma das pontes e de um dos anéis, lançado daí um apelo contra o bullying.

Irlanda: É uma balada, que ao vivo conta duas histórias de amor. Uma reproduz o videoclipe oficial, onde os protagonistas são dois homens, e a outra é do próprio Ryan com a corista. Em termos cénicos, é uma proposta bem apresentada, que vai introduzindo os elementos com o desenrolar da melodia. A corista é a primeira a ser revelada e só depois entram os dançarinos na ponte do lado direito do palco. O final da canção é acompanhado por queda de neve.

Chipre:  Foi a grande surpresa dos ensaios. De uma música que parecia medíocre, cresceu muito com a atuação em palco. Fuego usa, como não poderia deixar de ser, do fogo em palco, mas também em casa, com a ajuda da realidade aumentada. Eleni dança, canta, mas a voz mantém-se firme e sem quebras.

Portugal, Espanha e Reino Unido

Portugal: Portugal não altera muito daquilo que se viu no segundo ensaio. Cláudia no centro do palco, acompanhada por focos de luz amarela e, no refrão por luzes verdes, azuis e brancas. Isaura está no fundo do palco vem para perto de Cláudia Pascoal no momento em que intervém na canção. Em termos de afinação foi uma performance sem falhas.

Espanha: Alfred e Almaia aparecem em lados opostos do palco, indo aproximando-se até ao primeiro refrão. Durante toda a atuação mostram grande cumplicidade, num cenário intimista, e bem conseguido.

Reino Unido: O Reino Unido leva ao palco da eurovisão uma música que podia ter como tema o Brexit, já que «Storms don’t last forever». Política à parte, é uma música mexida, que SuRie domina com facilidade. Em palco, é acompanhada por uma estrutura de luz, que dá cor e movimento à atuação.

Apreciação geral

Ao contrário do que se poderia pensar ao ver a distribuição de países pelas semifinais, esta é, sem dúvida a mais forte. Pode até dar-se o caso de músicas que aqui não conseguem passar e que, na segunda semifinal, o fariam mais facilmente. Mas o sorteio tem destas coisas, e só 10 voltarão a cantar no sábado.

Hoje foi possível ver artistas do ESC 2017 a cantar «Amar pelos Dois», e ainda o interval act de Herman na 1ª semifinal e o primeiro ESCpedia. No primeiro caso, nota muito positiva para o “Planet Portugal”, onde Herman, no seu David Attenburger mostra várias situações de portugueses, de uma forma muito bem humorada. Já a ESCpedia, relembra factos e “coisas” que por vezes escapam durante o tempo, mas que foi interessante relembrar.

E ainda uma nota para o palco. Vi-o pela primeira vez e em nenhuma das atuações se fez notar a ausência do ecrã LED. Grande trabalho da equipa da RTP e da UER-EBU.

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Elisa Pereira
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