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Falar Televisão

Vem aí mais do mesmo?

Foi há poucas semanas que saiu do ar o «Dá Cá Mais 5», sem qualquer despedida, sem qualquer esclarecimento. A decisão por parte da Direção da TVI não se percebeu (vamos pôr de parte as audiências!) e pelo menos uma apresentadora voltou para a «prateleira». Mas, agora, o caminho traçado por José Eduardo Moniz vai voltar a ser percorrido…

Já lá vão muitos anos desde que surgiu o «Quem Quer Ganha», inicialmente apresentado por Iva Domingues. O programa, uma mistura de call TV e jogos de raciocínio rápido, nunca foi o «programa dos olhos da TVI» porque nunca contribuiu para uma boa média da estação. Não era um sucesso e não tinha audiências bombásticas, mas cumpria. Acima de tudo, cumpria o seu propósito: enchia a estação com dinheiro. As chamadas de valor acrescentado, promovidas exaustivamente durante uma só emissão, «davam vida» ao programa e faziam a Direção pensar duas vezes antes de decidir se o tiravam do ar. Afinal, teria haver uma compensação para o facto de, «audiometricamente», o programa não ajudar a média diária.

Com a mudança de Fátima Lopes para a TVI, surgiu o «Agora É Que Conta». Este programa prometia ser mais auspicioso e mais dinâmico. Foi bem mais dinâmico, sim, mas a nível de audiências deixou muito a desejar. O formato valia por ter um entretenimento mais focado na diversão e, confesso, esperava que conseguisse agarrar mais facilmente os telespectadores. O «Dá Cá Mais 5», mais simples e mais barato (a nível de produção), quando surgiu, começou logo a fazer melhores resultados que o seu antecessor, o programa de Fátima Lopes que entretanto já era apresentado pela Leonor Poeiras!

E foi a Leonor Poeiras, que já está mais que «peixe na água» neste tipo de formatos (foram anos de «Quem Quer Ganha»!), que se manteve no horário das 18:00 após o fim do «Agora É Que Conta» e o surgimento do «Dá Cá Mais 5». Sim, ela cumpre, adequa-se ao formato, tem uma alegria genuína e não é nada forçada. Se é a pessoa mais indicada? Sim, é. É jovem, alegre, cativante e sabe «encher chouriços» quando tem que «vender» o número das chamadas de valor acrescentado. Bem, pelo menos vai-se mantendo no ar, tem trabalho e as pessoas não se esquecem de si. Menos sorte tem a Iva Domingues que apresentou o formato inicial (que deu origem a uma série de «variações») e que, depois de pedir para se afastar deste género de programas, se tem mantido mais longe do ar ao longo dos últimos anos (se bem que, ultimamente e de forma esporádica, vai tendo uma maior presença que aquela que tinha há uns tempos atrás).

Estes programas, que pretendem ser um mealheiro, parecem estar condenados a não fazer frente à concorrência… Mas será que essa sina se vai quebrar? José Fragoso, Diretor-geral da TVI, já veio a público dizer que um novo programa está a ser preparado para substituir o cancelado «Dá Cá Mais 5». Mas, se isso não é de admirar, o que é de espantar é que o que virá por aí (segundo José Fragoso) é um formato semelhante àquele que saiu do ar… Mas porquê, se não resulta e tráz más audiências? Porque talvez o custo e a recompensa financeira compensem mesmo a audiência em torno dos 20% de share que este tipo de programa habitualmente faz (será que se ficará por este valor?). E a apresentação continuará a ser de Leonor Poeiras ou a Iva Domingues (que nos últimos tempo de vida do «Dá Cá Mais 5» alternava a apresentação com a Leonor Poeiras) roubar-lhe-á o lugar? Uma questão que só daqui a uns tempos se conhecerá a resposta. E só quando o novo formato surgir é que ficaremos a saber se também estamos perante um programa «mais do mesmo» (ou seja, seguindo a «onda» do que tem surgido ao longo dos anos) ou se haverá alguma novidade. Não querendo adiantar-me muito nas previsões, mas tendo em conta as últimas declarações do Diretor-geral da TVI, duvido um pouco que venha por aí algo realmente novo e diferente!

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