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Mutação Genética

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Os domingos são, televisivamente falando, o dia de maior importância e onde geralmente se conseguem mais receitas publicitárias. Se o termos programas com pouca audiência nesse dia é raro, mais o é termos todos os programas das generalistas abaixo do milhão de espectadores, facto ocorrido no passado domingo.

Ao longo dos últimos anos as estações privadas habituaram o seu público a um determinado tipo de programas, construindo assim o seu ADN. Acontece que as últimas apostas das privadas portuguesas não foram de encontro ao seu «código genético» e pode ser essa a causa de tal queda.

De uma forma simples e resumida, a TVI é a casa dos reality shows, enquanto a SIC é a dos talent shows. Há muito que assim é. Sem se saber muito bem porquê, desta vez ambas as estações decidiram ofertar ao seu público géneros diferentes, invertendo os papéis nesta batalha dominical.

Rising Star é um bom programa, que em muito inova, disso não há dúvida, mas este género de televisão não dá muita margem de manobra às suas produtoras. Acabam sempre por se tornar previsíveis, isto porque excetuando um ou outro pormenor, a base é sempre a mesma: a música e as qualidades vocais dos concorrentes.

Por sua vez, os reality shows são imprevisíveis e quase sempre uma garantia de sucesso, isto porque são programas que vivem da vida de outros, algo real. A realidade é assim mesmo: imprevisível.

Neste caso, nem um nem outro resultaram. Pode dizer-se que a televisão portuguesa ao domingo está a atravessar umas das fases mais negras dos últimos tempos. Esta é a prova de que as «mutações genéticas» são um risco muito grande e nem sempre são bem aceites pelo público.

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