De Olho nos Segredos Secret Story - Casa dos Segredos

A Entrevista – Ricardo Areal, ex-concorrente da «Casa dos Segredos 5» [Com vídeo]

Ricardo Areal foi o mais recente concorrente a ser expulso da Casa dos Segredos 5. Aceite o convite da Endemol, o jovem luso-francês entrou na casa com o objectivo de testar o seu limite, mas poucas imagens suas passaram nos diários. Porquê? O ex-concorrente explica numa entrevista dada ao site A Televisão onde falou também da sua relação com Elisabete. 

Participaste num reality show francês, mas foi na Casa dos Segredos 5 que os portugueses passaram a conhecer-te. O que te fez aceitar o convite da Endemol? 

Era para testar o meu limite. Foi o prémio, a aventura e até uma oportunidade para melhorar a língua portuguesa. Queria tentar ganhar e ver como era estar com pessoas que não conheço de lado nenhum. Só tive dois meses de descanso entre o programa de França e este aqui, por isso estava preparado, embora um bocadinho cansado.  Talvez essa tenha sido uma razão para me escolherem, eles [Endemol] já sabiam que eu iria aguentar a pressão. Mesmo os preferidos como o Bruno já pensaram em desistir e eu nunca pensei desistir.

Achas que aguentavas mais algumas semanas na casa? 

Não testei o meu limite. Ainda posso fazer muito mais. Aguentava a pressão toda até à final. Eu vim para Portugal sozinho, por isso tenho de ter uma mentalidade muito forte. Acho que estes jogos ajudam a ficar cada vez mais forte.

Passaste despercebido nesta edição. Poucas imagens tuas passavam nos diários. O que passou para estares «desaparecido»? 

Eu nunca vi este programa, não sabia qual era o tema. Sabia que eram 20 pessoas a entrar com um segredo, tinham de conviver, descobrir segredos e jogar. Este reality show está na oitava edição em França mas eu nunca tinha visto mesmo como eles faziam. Entrei como se fosse na vida real e na vida real eu só ligo às coisas principais da vida. Gostava de festa mas ficava no meu canto quando havia as discussões. Eles queriam era que fosse como as crianças na escola: discutir por causa de um prato, da maionese, da salada e até do papel higiénico.

Se soubesses a mecânica do jogo, iríamos conhecer um outro Ricardo? 

Não ia mostrar outro Ricardo, mas ia tentar mostrar ao público o que achava dessas situações, isto é, dar a minha opinião. Comecei a fazer isso nas últimas semanas, fiz isso porque tocava em assuntos que me eram respeito. Achei uma falta de respeito para comigo quando o Ódin foi jantar com a Elisabete. Depois discuti com brincadeiras sobre sentimentos e aí são coisas que já falo.

Não desconfiavas que estavas «desaparecido»?

A Teresa já me tinha dito, mas eu não percebia pois pensava que era por eu falar pouco ou mais. Tive vontade de perceber qual era o problema. Desde aí comecei a falar mais em situações que na vida real não vale a pena falar. Comecei a falar mais e a pensar cada vez mais. Eu não estava desaparecido, fazia era o contrário do que o jogo pedia. Não senti necessidade de dar canal, porque aí ia-me sentir forçado e não tinha a imagem que tenho hoje. Dou mais valor à imagem que tenho agora do que uma pessoa que andou a discutir. Posso dar o exemplo da Cristiana ou do Fernando que estão lá dentro e pensam que têm uma imagem boa e, pelo que estou a ver agora, é diferente. Posso ser apagado mas a imagem que tenho é boa.

Agora estando cá fora, ficaste surpreendido com a popularidade de certos concorrentes?

Não é uma popularidade que eu gostava de ter, por exemplo, a da Agnes. Muitas pessoas podem gostar dela, mas pelo que eu estou a ver cá fora não é nada do que ela está a pensar. Eu tenho uma visão diferente das coisas. Não diria que se faz de vítima mas pensa muito bem no que está a fazer.

Em relação ao Daniel e Liliana, achas que é jogo?

São duas pessoas que eu gosto.  Acho que eles deixaram-se ir com o tempo e agora já estão a assumir uma coisa mais séria que não tem pernas suficientes. Não é jogo, eles têm mesmo sentimento. O Daniel já está a ter mais, enquanto a Liliana está desiludida com as atitudes dele. É por isso que ele está a ficar cada vez mais picado, não está a perceber. Ele tem 19 anos e está a deixar-se comer pelo jogo.

Quando o Ódin saiu, o Daniel deixou-te de lado e foi para o gruno do Bruno. Não te magoou essa atitude?

Não magoou porque até eu sair falei sempre com ele. Fui o primeiro a chamar o Bruno ao quarto quando o Ódin saiu e disse “Vamos parar com esta história de grupos, aqui não há grupo nenhum” e o Bruno estava tranquilo. Foi nesse momento que eu comecei a dar-me melhor com o Bruno e o Daniel também percebeu e tentou perceber mais o Bruno. Se o Daniel se aproximou do Bruno porque ele pode ser mais popular, isso está na cabeça dele. Não falou disso comigo, não sei, não faço a mínima ideia.

Agora com acesso às imagens, surpreendeu-te algo? 

O que me está a surpreender é a imagem que têm do Fernando e do Pedro. Estão a dizer que os dois são gays, que já houve beijo deles debaixo do edredon. O Pedro é? Nunca ouvi dizer da boca dele mas não somos burros, nas atitudes se calhar dá para perceber isso. Eu não tenho nada a ver com isso, surpreende-me é a imagem que eles estão a ter. Lá dentro eles têm uma ideia completamente diferente, pensam que estão no Top. E ainda por cima com a missão da Agnes que tem de dizer que eles estão apaixonados, é para eles tentarem perceber também que cá fora estão a ser relacionados e que isso pode ser bom ou mau.

Como assim?

Pode ser uma desvantagem. Quando o Pedro entrou, os portugueses devem ter percebido logo. Mas com o Fernando pode ser diferente devido à imagem que tem junto das raparigas, que são quem vota maioritariamente. Pode ter outro impacto, não sei.

O que tens a dizer sobre a tua história com a Elisabete? 

Eu não estava à espera. O que se passou é que eu já me dava bem com ela , nunca pensei em andar para a frente com ela até ter a missão que a Voz deu de dizer que estava apaixonado. Brinquei mais, falei mais com ela, estava mais com ela à noite, e assim durante duas semanas. Quando acabou a missão não tinha percebido ainda que ela também tinha tido missão, gostei pronto. Depois aconteceu aquela brincadeira e aí vi a minha reação e foi quando apercebi que se calhar tinha outro sentimento. Não é amor mas já estava a crescer outra coisa. É uma carência especial.

O que aconteceu com o Ódin, achas que foi uma facada?

Eu pensava que era, mas depois de ter falado com ele, ele disse “Se tu vires bem eu podia ter feito pior como fiz no jantar com a Cristiana. E se fosse missão como reagias?”. Ele deu-me a perceber que estava em missão e que somos amigos. No fim, quando ia sair, ele deixou uma mensagem ao Fernando para ele me dizer que realmente era um bom amigo e que o que fez era para me abrir os olhos, ver até onde a Elisabete ia.

A Elisabete desiludiu-te?

Não. Esta semana, afastei-me porque estava a sentir algo mais importante. Expliquei-lhe isso, ela ficou triste por eu não ter explicado, que eu não sabia os sentimentos dela e não podia fazer isso. Tinha que esperar por lá fora e que dentro da Casa era complicado porque ela não gosta da pressão.

Com quem é que nunca foste à bola de todos os concorrentes?

Tenho dificuldade em compreender a maneira de picar do Pedro. Ele fica toda a gente, mesmo os mais fortes. Não sei se ele é um potencial vencedor, o jogo está sempre a mudar.

E achas que o Bruno vai ganhar?

Estou a sentir que ele se está a deixar comer pelo jogo, a maneira dele jogar.

Quem é que tu querias que ganhasse?

O que queria é uma coisa, o que penso é outra. Eu queria a Elisabete e o Daniel, mas também não queria. Eu explico: o Daniel merece ganhar, mas ele tem 19 anos e acho que ele não vai ter atitude para gerir o prémio final e fazer coisas como deve ser. Vai sair, vai comprar um carro, estourar o dinheiro. A Elisabete é outro caso, sei que ela vai ser correta com o prémio, vai partilhar, organizar a vida dela e o trabalho, só que ela como é filha única, tem poucos amigos, não sai à noite, tenho medo que esta fama toda lhe corte as pernas e ela não aguente. Acho que neste momento está bom mas se ela ganhar vai-lhe tudo cair em cima, não sei como vai reagir. Eu já fiz um programa e sei como é que fiquei, e tenho mais ou menos o mesmo feitio que ela, daí o meu medo.

Que frutos esperas retirar da tua participação na Casa dos Segredos 5?

Não estou aqui para fama. Eu estava aqui para ganhar. Direta ou indiretamente todos gostamos de ser vistos, tirar fotos com pessoas, uns vão aproveitar e outros vão ser mais humildes. O meu objetivo era voltar para cá, identifico-me mais com este país do que França. Queria ganhar, não ganhei, vou na mesma tentar conseguir a minha vida aqui. Vou aproveitar as presenças, eu era para ir para França mas agora até estou cheio e vou ficar. Mas…não é a fama que me vai ajudar a pagar o aluguer da minha casa.

Assista agora ao Quinto Extra com Teresa Guilherme, uma iniciativa do site A Televisão em parceria com a TVI e Endemol: 

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