De Olho nos Segredos

A Entrevista – Ódin, ex-concorrente da «Casa dos Segredos 5»

Tem 21 anos e vem de Coimbra. Ódin Garcia entrou na Casa dos Segredos 5 para ganhar mas por decisão dos portugueses abandonou o jogo no passado domingo. Assume que fez um jogo limpo, mas as missões dadas pela Voz ditaram a sua saída. Numa entrevista dada ao site A Televisão, o admirador de Teresa Guilherme mostrou-se confiante quanto ao seu futuro pós- Casa dos Segredos

Entraste na Casa dos Segredos 5 com que objectivos?

Obviamente que entrei com o objetivo de ganhar, mas uma pessoa com uma imagem tão diferente, com uma popularidade assim tão grande, dificilmente vai à final. Há muitas pessoas a gostar mas também há muitas a não gostar nada. Portanto, estou super contente pela prestação em si. Posso garantir que a experiência na Casa foi fantástica, nada a ver com a ideia que se tem cá de fora. Eu pensava que aquilo era para meninos, nunca percebia bem o porquê dos outros concorrentes se chatearem. Nós criamos uma afectividade muito rápido com os restantes concorrentes. Nós estamos ali dia e noite e chegamos a um ponto que já estamos habituados aquela pessoa. Um conselho: não julguem as coisas que acontecem, o que é e o que não é, porque lá dentro é muito difícil.

Aguentaste bem a pressão de estar com as mesmas pessoas 24h sobre 24 horas?

É muito difícil. Uma coisinha de nada que te desagrada, cá fora viras costas e só voltas a ver a pessoa no dia seguinte ou 2 dias depois, ali olhas sempre para aquela pessoa. Todas as discussões que havia, da minha parte, eu chegava lá e dizia “Exaltámo-nos, as coisas são assim, não há maldade da minha parte” e eles diziam “também não há maldade da minha”. Há sempre uma pessoa que te vai moer a cabeça e foi o que aconteceu com o Bruno, ele odeia o Fernando que mói-lhe a cabeça.

Mas em certas situações eras tu que provocavas as discussões acesas.

Provocava. Isso é a piada do jogo. Gosto de picar e de mexer com as pessoas, é a minha maneira de ser. Eu mostrei quem eu sou de verdade. Não conseguia ser falso comigo mesmo.

A tua estratégia foi dar-te a conhecer então?

Foi essa a minha estratégia. Não vou arranjar uma personagem para ir mais longe. Dentro da casa, há tentativas de personagens. É muito difícil fazeres-te passar por quem não és durante muito tempo. Eu tentei arranjar um meio-termo: “Não vou mostrar muito senão eles não gostam, se mostrar muito eles pensam que eu estou a fazer para ficar”. Todos são suspeitos lá dentro.

Então, e seguindo o teu raciocínio, os portugueses estão contra a tua maneira de ser visto que te expulsaram.

Eles não gostam de algumas atitudes que foram impróprias e que não foram minhas. Eu mostrei o que eu sou, mas também perdi muito no jogo. São os nervos, o stress, a pressão, isso tudo faz com que nos percamos um bocadinho.

A tua última semana foi um exemplo disso.

A última semana foi tudo missões. Ninguém sabe. Eu não vou meter as culpas na produção. Eles pensam “Isto tem tudo para correr bem mas também tem tudo para correr mal”. Correu mal, temos pena!

Mas acreditas que a produção fez de tudo para tu saíres?

Se foi de propósito ou não, não sei, não quero saber. O próprio Bruno disse que eu faço falta à Casa, agora já não há aquelas picardias com a Agnes, a minha princesa, aquele amor que nós temos. Eu não quero acreditar que tenha sido jogada da produção, não vamos pegar por aí, não vale a pena. Mesmo que fosse jogada da produção quem decide é Portugal e se Portugal me pôs cá fora é porque o meu jogo estava cansado. E realmente quando eu sai houve muita gente que me disse “Estás bem é cá fora, lá dentro já te estavam a correr mal as coisas”.

Mas não sentes que o jogo foi manipulado contra ti? Tu próprio disseste que a tua última semana foi só missões. Tomo ainda como exemplo a atribuição das imunidades.

As imunidades são para os fracos. Indiretamente mesmo não gostando de ti [o público] estão a dar-te importância. Por isso é que eu digo, ainda bem que tenho a fama que tenho, bem ou mal falem, publiquem coisas seja contra ou a favor de mim.

Entraste na casa com o segredo «Tenho um fetiche pela Teresa Guilherme». Esse segredo gerou muita controvérsia. Há quem não acredite!

Desde criança que vejo a Teresa Guilherme em televisão. Isto nunca foi um fetiche sexual! Isto não era o meu segredo para entrar, mas também não posso contar [qual era], ninguém sabe e ninguém vai saber. Isto foi um aparte que eu meti.

Inclusive, para entrares tiveste que fazer uma tatuagem. Porque é que seguiste em frente com essa ideia da produção?

Não vejo mal algum em ter a tatuagem. É assim, eu sei que uma tatuagem facilmente se altera ou se tira, se fui até ali não era por uma tatuagem que ia desistir. Uma tatuagem não é o fim do mundo. Não há mal nenhum no segredo, dizem que sou pervertido, nada a ver! Eu nunca disse isto numa de “quero levar a Teresa para a cama”, é um gosto pessoal, uma admiração pelo trabalho e historial dela em termos de carreira.

Arrependes de ter feito essa tatuagem?

Vou tapá-la, vou alterar a tatuagem e fazer outra. Não arrependo mas não enquadra em mim, com o coração, isto não tem nada a ver comigo. Não é pelo nome.

Falemos da tua relação amor-ódio com a Agnes. Muitas discussões se geraram entre vocês!

É um amor-ódio que dentro da Casa seria sempre assim. Já tentámos não o ter e é impossível. Nós somos completamente diferentes mas ao mesmo tempo temos muitas coisas com que nos identificamos. A história dela é fantástica, muito forte. Mas para quê a necessidade de se vitimizar? Estava sempre a chamar a atenção, “sofri muito no passado”, nós não sabemos a vida de quem está ao nosso lado. Eu odeio sentir-me vítima, não quero que tenham pena de mim e ela parece que queria que tivessem pena dela. E depois “não podem ofender a minha família” mas sempre que ela se exaltava pegava com a família de todos os outros. Onde está a humildade? Onde está a justiça? Eu dava-lhe canal, ela dava-me canal. Eu dizia “tu só tens canal porque eu te dou”.

Cá fora descartas uma amizade com ela?

Não tenho nada contra ela, ela pediu-me desculpa antes de eu sair e eu disse “ não tens de pedir desculpa, o que é cá dentro não vai ser lá fora, isto é um jogo”. Eu não descarto amizade com ninguém. Quem quiser ser meu amigo eu sou também.

Para ti quem eram são os mais fortes?

Os mais populares, o Pedro sem dúvida. Sabia que o Bruno era muito forte pela maneira dele ser, a Cristiana mesmo sendo aquela desinteressada sei que é querida cá fora.

Achas que é jogo a relação entre a Liliana e Daniel?

São um casal engraçado mas não têm a estrutura que aguente cá fora. São dois destravados, querem é curtição. Dizem que a Liliana tem um monte de festas e farras e o Daniel diz que curte a noite e que há de ser só gajas cá fora quando ele sair. Se estão a jogar não está a correr bem. Se um sair, o outro desaparece. Começaram tão cedo um com o outro que se um deles sair o outro fica desamparado.

E o teu caso com a Daniela?

Vamos ser sinceros, eu não queria aquilo, mas no entanto deixei-me iludir juntamente com ela. Eu tenho um carinho muito especial por ela, acho que é uma rapariga muito engraçada. Amizade terei sempre, sem dúvida alguma, mais que isso não. Ela confundiu muito as coisas e quando me apercebi caí no erro de não tomar as melhores atitudes.

Também foi jogo a «cumplicidade» com a Elisabete?

Tudo o que aconteceu foram missões. Se eu não gosto da miúda? Gosto. Ela é uma rapariga muito verdadeira, muito humilde, é aquela inocência de não ver maldade em nada. Isso pode ser mau porque está num jogo e quando ela se apercebe que fez borrada já é tarde e depois não aguenta a pressão e deixa-se ir logo a baixo.

Pedro Medina deu uma entrevista onde afirmou que teve um relacionamento contigo durante um ano. Há alguma veracidade nas declarações dele?

Não. Estudei com o pobre do rapaz, eu sei que ele é gay, não tenho nada contra ele nem mesmo agora. Nunca houve nada entre nós.

Para ti, qual é a razão plausível dele para assumir um caso que nunca houve?

Por cinco minutos de fama, aquelas pessoas são capazes de tudo. A Vanessa de Jesus disse que eu namorei com ela e tive uma depressão, essa é outra que nunca tive nada com ela. Gostava dela, houve uma altura que nós estivemos mais próximos em que eu sim criei um sentimento por ela, nunca tivemos nada e no entanto ela “eu namorei com ele e ele entrou em depressão”, tudo só para aparecer um bocadinho na revista. As atitudes ficam para quem as toma.

Não sentes necessidade de os confrontar?

Já mandei mensagem à Vanessa, disse: “Vanessa tu é que sabes, quiseste dizer aquilo, não tenho nada contra ti”. “Ah não é bem assim, contorceram as coisas”, não quero nem saber, como diz a Cristiana. E quanto ao Pedro arranjem um confronto que eu quero divertir-me um bocadinho.

A juntar a isso, houve revistas que noticiaram um possível romance com Carlos Costa, o antigo concorrente de Ídolos e The Voice Portugal.

Houve uma revista que me confirmou que não foi ele que disse. Eu nunca o vi. Para ficar mesmo bonito metiam lá o Fernando e o Paulo e ficava La Família. Meteram-me a mim porquê? Se calhar cá fora estou a ser muito falado. Não desejo mal nenhum a eles, é a cena deles, querem inventar inventem, a primeira revista que me meter o Pedro à frente eu vou dizer “Estudaste comigo, sabes quem eu sou, eu conheço-te de vista porque temos amigas em comum, repete lá a história. Diz-me lá, vivi contigo?”. Adorava ver se ele tinha coragem de ser humilde e dizer “Desculpa lá, foi uma brincadeira, não sabia que ia ser tao coiso”. Se ele insistir, levem fotógrafos porque vai ser muito giro. Eu não lhe vou fazer nada, não vou bater no rapaz nem mandar que lhe façam mal.

Negas então ser homossexual?

Se eu fosse gay, ou bi, eu era o primeiro a admitir. Ou se eu tivesse tido uma curiosidade, eu dizia “pronto, tive uma curiosidade”. Não sou gay, gosto bastante de mulheres. Nunca tive pensamentos de experimentar algo do mesmo sexo. Se desrespeito quem o faça ou se acho que são menos homens que eu, não acho! Todos nós somos iguais. O meu lema é ‘Sejam felizes à vossa maneira’. No entanto, se eu fosse homossexual, não tinha sequer que ser julgado. Nem eu nem ninguém. Deixem de ser chonés.

Mas não te faz confusão estarem a dizem coisas a teu respeito que não são verdades?

Não há má publicidade, só há publicidade. É me indiferente. Só eu é que preciso de saber o que sou, eu não sou gay e não tenho nada contra eles. Brinco com eles como lá na Casa aconteceu. Toda a gente sabe que o Pedro é gay e, no entanto, nunca viram da minha parte um pé atrás. O Fernando admitiu ser bissexual, nunca olhei para ele de outra maneira. O Paulo é um homem como eu. Gosto de mulheres e no entanto tinha brincadeiras com ele, agarrava-o, abraçava-o, aqueles amassos, aqueles miminhos, festinhas e assim. Um homem que seja confiante do que é não tem que ter preconceitos.

Não pensas processar o Pedro Medina?

Achas?! Chatear-me? Eu já disse, se ele é feliz com o que fez e disse… Só me interessa a mim o que as mulheres com quem eu já estive e com quem eu poderei vir a estar saibam o que eu sou.

Aceitavas entrar na casa com um segredo parecido aquele que Elisabete e Daniela tiveram [Somos um casal lésbico falso]?

Eu próprio brinquei com o Daniel. Se fazia melhor papel que elas? Sem dúvida alguma. Elas estiveram pessimamente! Só tinham que ter aquela conversa entre elas, “eu gosto de homens mas, no entanto, vamos”, não tem mal nenhum. Eu também não estou a dizer que pegava num gajo que não conheço de lado nenhum e beijava-o na boca. Ninguém procura isso, mas se entrasse com esse segredo falava com a pessoa, arranjávamos um meio termo, chegava-me lá à frente [na sala da Casa dos Segredos]e dizia: “Eu e ele somos casados. Vocês não têm que nos atacar nem nós vamos usar isto. Têm alguma coisa a dizer? Não pois não?”. Dormíamos na mesma cama, um pra cada lado, e se fosse preciso a meio da noite abanávamos o edredão sem fazermos nada e eles pensavam “aqueles gajos, Jesus Senhora!”. Há formas de dar a entender coisas sem haver contacto físico.

Houve quem dissesse que tiveste sexo dentro da casa. Houve realmente sexo? 

Há sexo dentro da casa. Bruno e Flávia há. Daniel e Liliana já houve. Hugo e Inês também houve. Eu e Daniela não houve. Se houve ideias de, houve. Eu não faria sexo dentro da casa. Por muito que quisesse também tenho que pensar na outra pessoa, tenho que ver como é que vai ser.

No caso do Daniel e Liliana, achas que eles fazem para dar canal?

Isso é outra coisa. Também pode ser, “Vamos fazer para eles verem que nós afinal ya”. Podem pegar por aí. Mas isso também pode correr mal. E está a correr mal, tanto um como o outro se vier à chapa sai.

Quem é que gostarias que ganhasse a Casa dos Segredos 5?

Eu queria que ganhasse o Ricardo. Ele é fantástico. Uma pessoa muito humilde, muito verdadeiro, quando disseram que ele é apagado, ele não é. Simplesmente mostra quem ele é verdadeiramente. Eu mostrei quem eu sou, sou extravagante, gosto de dar nas vistas, fui polémico lá dentro porque é a minha maneira de ser. A maneira de ser dele é mesmo aquela. Só fala quando acha que tem de falar, só opina no que acha que tem de opinar. Muitas pessoas estão ali a fazer show-off e na verdade não são o que aparentam.

Agora e analisando o jogo, quem é que achas que vai ganhar?

Ganhar mesmo está ali num impasse entre Pedro, Bruno e Agnes. Se ela ganhar ainda bem para ela. Se ela não ganhar também não vou ficar triste.

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nuno

claro que foi, este programa esta viciado desde a 1º semana com a manutençao do bruno

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