De Olho nos Segredos

A Entrevista – Fernando, ex-concorrente da «Casa dos Segredos 5» [Com vídeo]

 78% foi o número que ditou a expulsão de Fernando no passado domingo. O jovem de 25 anos perdeu a corrida contra a Liliana e abandonou o reality show da TVI ao fim de cinco nomeações. Calmo e jogador ao mesmo tempo, Fernando diz-se vencedor por ter passado a imagem que queria passar. 

Quais eram os teus objetivos quando entraste na Casa dos Segredos 5?

Era tentar ser eu próprio, ser aquilo que sou cá fora. Nunca descurar muito daquilo que seria a minha personalidade. Penso que sempre fui igual, desde que entrei. Sempre fui correto, fui uma pessoa muito transparente – apesar das críticas que podia receber, apesar de as pessoas lá dentro pensarem coisas completamente diferentes. Mas o que é facto é que nunca mudei a minha postura. Inscrever-me na casa foi um desafio, uma coisa pessoal.

Aguentaste bem a pressão de estar na casa sempre com as mesmas pessoas? 

Nunca senti pressão. Não senti por causa da minha frieza, do meu poder de encaixe.

Qual era a tua estratégia de jogo?

Eu não precisava, porque é assim… Quando nós temos um poder de encaixe diferente e quando nós sentimo-nos completamente zens (ou aparte), acabamos por perceber que só a nossa presença às vezes incomoda um certo tipo de pessoas.

O Bruno é um claro exemplo disso. 

Eu nunca picava o Bruno, ele é que se picava! Muita gente pergunta se eu fazia de propósito para testar os limites do Bruno. Quem sabe…Nós todos temos de «abanar» um bocadinho, só para ver como é que as coisas são.

É só amizade a tua relação com a Flávia? 

Amizade. Em todas as situações sempre disse que era amizade, muito antes de existir o Bruno sequer na parte da equação (que supostamente era o segredo). O comportamento que eu tive com a Flávia sempre foi na base da amizade; nunca disse que queria uma coisa para além da amizade. Até fui contra a minha própria personalidade – afastar-me um bocado, para o Bruno, porque via que ele era um bocado possessivo. Até cheguei a abordar a Flávia: «Se quiseres que eu deixe de falar contigo, eu deixo. Vai ser contra a minha personalidade, mas com muita pena minha eu deixo». Eu sempre fui uma pessoa que nunca quis criar problemas.

A vida na casa contrasta com a realidade cá de fora. Vais manter a mesma linha com a Flávia? 

Com a Flávia mantenho. E em relação a ele [Bruno], isso depende dele. Nunca fechei a porta a nada, sempre fui uma pessoa aberta. Mas até as pessoas mais duras são quebráveis.

O Bruno exerce alguma violência para com a Flávia? 

Violência psicológica neste caso. O facto de lhe chamar falsa (que toda a gente sabe que chamou), e ele foi o próprio a negar, acho que isso já é uma situação de violência psicológica. Chamar otário a mim, para mim está tudo bem (é o pão nosso de cada dia, a mim, não me afeta). Agora chamar-lhe falsa… eu nunca vi a rapariga a jogar com ele, sempre foi uma pessoa íntegra.

E cá fora, achas que houve momentos de violência entre os dois?

A Flávia teve conversas comigo sobre isso, coisas mínimas que se tornavam possessividade. Não sei se a relação deles manter-se-à cá fora. Quem sabe da vida deles são eles os dois. Eu disse à Flávia que estarei ao lado dela como amigo – com o Bruno ao lado ou sem o Bruno ao lado. É isso o que eu posso dizer. Agora que pensem que eu quero a Flávia para certo tipo de coisas… não, só mesmo amizade. Aliás, uma das coisas que eu sempre disse quando entrei naquela casa foi que a minha palavra vale mais do que um cheque passado num banco. Por isso, a minha palavra sempre foi uma coisa que eu pus à frente de tudo. E quando eu disse que nunca me ia envolver com ninguém, vocês têm a prova que nunca me envolvi.

A tua mãe entrou na casa. Como é que é estar na mesma casa que a própria mãe?

É engraçado. Não estava à espera disso. Achei uma coisa única, porque em todas as edições nunca tinha acontecido. Esta foi uma casa mais aberta a novos desafios e coisas novas.

Mas não sentiste condicionado com a presença dela? 

Lá está, é a tal situação que: estou aqui, para jogar, tenho que ter este perfil, é isto que tenho de fazer. Independentemente de a minha mãe estar aqui ou não, é isto que eu tenho de fazer. A presença da minha mãe não desestabilizou-me. Aliás a entrada das mães desestabilizou foi ao Bruno.

Estiveste com ela durante 24 horas. Não te sentiste mais frágil com a sua saída posterior? 

Não, porque é assim: eu  um momento com ela no confessionário semanas antes. E daí, pronto, matou a saudade, está bom… vou seguir em frente. A aparição dela outra vez, pronto, foi bom, como é óbvio… é mãe. Mas não senti aquele aperto como senti no primeiro, por isso já estava mais calejado ali.Na altura, não sabia como é que estava a família, nem nunca lhe perguntei o que é que as pessoas achavam de mim lá fora. Só lhe perguntei: estou bem? E ela: continua assim, como estás. Pronto.

Achas que a o Bruno teve alguma responsabilidade na tua expulsão? Falo dos fãs dele. 

Não sei porque sai. Confesso que não estava à espera. Eu não vou culpar uns milhares para 10 milhões. Se calhar os portugueses acharam que já estava na altura, não sei.

A diferença entre a tua percentagem de expulsão e a da Liliana foi muito grande. Há quem acredite em manipulação…

[risos] Pá, não vou dizer que não, nem vou dizer que sim, porque não tenho provas.

Receia-te que os portugueses possam ter ficado com uma má impressão tua? 

Eu sempre disse que a minha situação de continuar neste programa para mim é o menos. Eu acho que em nenhuma outra edição ninguém sobreviveu a cinco nomeações e à quinta foi de vez, por isso…

Acreditas que com a tua saída, o Bruno vai perder muito? De certa forma, um dos motes do programa eras tu e ele e agora…

Se calhar vai morrer de amores. Talvez morre de saudades. Não sei, estou a brincar. Vamos ver.

«Uns são filhos, outros enteados», a frase é de Daniela que acusou a produção de tomar partidos. Também tens essa opinião? 

As pessoas que estão cá fora vêem melhor. O Bruno é quem dá ênfase ao show. Quando querem que a bola role num jogo de futebol, têm que deixar os melhores jogadores. Basicamente foi o que aconteceu.

Que frutos esperas agora retirar da tua participação?

Vou ver o que é que tenho na mesa, vou ponderar. E uma coisa é certa: não vou desaparecer. Vou ver o que é que tenho em cima da mesa. Gostava que surgissem propostas como modelo e quem sabe, no campo da televisão.

Assista agora ao Quinto Extra com Teresa Guilherme, uma iniciativa do site A Televisão em parceria com a TVI e Endemol. A polémica respeitante às expulsões foi um tema abordado pela apresentadora. 

 

ATV News


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