De Olho nos Segredos

A Entrevista – Daniel, ex-concorrente da «Casa dos Segredos 5» [Com vídeo]

67% foi o número que ditou a expulsão de Daniel no passado domingo. O jovem jogador de futebol entrou na Casa dos Segredos 5 com o segredo «Sou Detective Privado», tendo conseguido despistar os seus companheiros de jogo até à sua saída. Agora estando cá fora, diz-se crescido, não assume nenhuma relação com Liliana e mostra-se com vontade de entrar no Desafio Final. Porquê? «Queria calar muitas bocas às pessoas que me acham um bebé», respondeu ao site A Televisão

Saíste com uma percentagem acentuada. Estavas à espera de sair no passado domingo?

Eu preparei-me mentalmente para sair no domingo porque desde terça pus na minha cabeça que poderia sair. Supostamente estava numa guerra contra dois. É um casal: os fãs da Elisabete não iam votar no Bruno, nem os dele na Beta, então mentalizei-me que era quase impossível ficar.

As sondagens indicavam um outro desfecho…

Eu não sou a melhor pessoa para comentar isso. Assim que sai cá pra fora tive apoiantes, amigos, família, tudo a dizer que as sondagens não davam este desfecho e acharam muito estranho que num dia para o outro houvesse aquela discrepância tão grande. Claro que uma pessoa fica sempre atenta e fica com uma ideia própria que poderá ter havido um erro qualquer, mas não critico. Na semana que eu sai, o jogo foi beneficiado para eles: o casamento, imagens deles apaixonados e etc, etc, etc.

Acreditas que há sentimento entre Bruno e Elisabete?

Acredito. Não sei se aquele casal cá fora vai resultar. O Bruno é demasiado mulherengo, ele quando chegar cá fora vai ver as mulheres que tem atrás dele, vai ficar maluco. A Elisabete digo o mesmo, uma mulher bonita, vai ter montes de homens atrás dela. Se realmente for verdadeiro eles vão superar isso.

Em jeito de brincadeira disseste que aproximaste do Bruno porque reparaste na sua popularidade junto do público. Achas que isso aconteceu com  a Elisabete?

Pode ter começado com alguns inícios de jogo, mas não acredito muito nisso. Se a Elisabete pensasse em jogo nunca se tinha envolvido com o Bruno. Ela estava forte, acho que bem vista cá fora, ao juntar-se a ele só ia manchar a imagem dela e ia-se prejudicar ao máximo. Acho que ela fez aquilo por sentimento ou então sem pensar.

O que é que levou esse coração a ficar apaixonado pela Liliana?

Ela é uma boa miúda. Ainda é cedo, mas temos passado bons momentos, ela tem-me apoiado ao máximo, tem sido uma excelente pessoa, era quem eu mais esperava que me apoiasse e foi quem mais me apoiou. O nosso início de relação está a ter pernas para andar, estou a gostar de a conhecer e sinto-me bem ao lado dela. Só acho que ainda é cedo para assumir algo porque tenho de a conhecer mais cá fora tal como ela tem de conhecer mais do Daniel cá fora.

Tens medo de conhecer uma outra Liliana?

Não. O pouco que conheço dela cá de fora é igualzinho ao da Liliana lá de dentro. Diz o que tem a dizer,  vejo no olhar dela que realmente gosta de mim. Trata-me bem e é isso tudo que me faz querer continuar ao lado dela.

Não tinhas a noção de que ias magoar a pessoa que deixaste cá fora?

Ela não era ex-namorada, mas também não era namorada, estava a ter um caso.  Eu no início pensei várias vezes se valia a pena desistir para vir remediar o erro que tinha feito. Só que ao mesmo tempo pensava que estava a ter uma oportunidade única, o erro já estava cometido, por isso não ia desperdiçar a oportunidade. Eu não considero [o que fiz] uma traição com letras maiúsculas, mas claro que acaba sempre por ser uma traição. A pessoa em questão não merecia porque é uma excelente pessoa. Sincera, humilde, gostava de mim a sério e tivemos imensos momentos bons antes de eu entrar para a Casa.

Se fosse a tua namorada a entrar na casa e apaixonar-se por outro rapaz, como é que achas que irias reagir?

Reagia mal como é óbvio! Mas seguia com a minha vida. Eu sinto-me na obrigação de falar com a pessoa porque ela não merecia o que eu fiz e espero que um dia possamos voltar a ser bons amigos. Ainda não tive oportunidade de lhe falar, mas vou ser o mais sincero possível. Vou dizer que assim que entrei dentro daquela Casa aquilo é uma explosão de sentimentos, uma explosão de stress, não conseguimos controlar bem as coisas. Dentro da Casa nãoo dá para evitar os sentimentos.

A Liliana disse que se não houvesse um Daniel na Casa, seria uma Liliana mais «extrovertida e explosiva». Se não a tivesses conhecido, iríamos conhecer um Daniel diferente? 

Por estar ao meu lado, talvez ela tenha dado mais atenção a mim do que ao jogo. Isto falando do príncipio, porque sei que ela a partir do meio do programa estava completamente a ser ela: dizia o que pensava, explodia quando tinha que explodir, não tem papas na língua e o que tem a dizer dia. No meu caso, não seria um Daniel diferente. Seria a mesma pessoa.

Irias mais longe se não tivesses uma Liliana ao teu lado? 

Imaginemos que ela nunca tinha entrado, se calhar nunca me ia agarrar a outra pessoa lá dentro. Tinha sido fiel cá fora e talvez optasse por outra maneira de chegar mais longe. A partir do momento que me juntei à Liliana também deixei de jogar, deixei de pensar em jogo e comecei com os sentimentos.

Pertenceste ao grupo dos “Los maninhos” e todos estão cá fora, achas que a estratégia correu mal?

Não havia estratégia, o problema era esse. Não sei o que é nós estávamos a passar cá pra fora porque no meu ponto de vista éramos todos sinceros, humildes, queríamos era palhaçada. Havia pessoal a pensar mais em jogo, jogo, jogo. Tudo bem que aquilo é um jogo, mas nós estávamos a jogar sendo nós próprios e se calhar não estávamos a jogar como as pessoas queriam. O que nos prejudicou foi o facto de estarmos tão unidos.

Veres os teus colegas a sair domingo após domingo não te fez repensar o jogo que estavas a fazer?

Não, eu simplesmente revoltava-me porque as pessoas que pareciam que faziam falta à Casa, que animavam a Casa, que davam canal para o bem e para o mal eram as que saiam.

Não te consideras um «vira-casacas» como o Pedro chegou a chamar-te? A Daniela, por exemplo, considerou que «desligaste» do Ricardo. 

Isso não tem fundamento, eu nunca caguei no Ricardo. O Ricardo é um amigo que vou guardar para a vida. Isso do Ódin ter saído é verdade, mas não é como as pessoas dizem: que fui falso, que me fiz amigo do Ódin e quando ele saiu não quis saber mais dele, não! O Ódin era um dos apoios que tinha na Casa mas quando ele saiu, questões do jogo e mesmo com a Liliana, aqueles ciúmes do Fernando, fizeram-me aproximar do Bruno. Não foi uma coisa do dia pra noite mas fui-me aproximando dele e comecei a ver o lado bom dele, não aquele lado explosivo, intriguista mas aquele lado brincalhão e de levar as coisas na boa.

Havia fundamento para as tantas picardias que havia entre ti e o Pedro? 

Eu ao início calava-me muito com o Pedro porque não sou pessoa de arranjar confusão, e mesmo que arranje hoje posso estar mal com a pessoa e amanhã já estou bem. E o Pedro não sei, se calhar teve muitos traumas que o fazem rebaixar as pessoas para se sentir melhor com ele próprio, sente-se superior. Agradeço ao Pedro que me fez crescer porque sempre que me atacarem eu não me vou calar. Ao calar-me estou a fazer com que essa pessoa se torne mais forte. No momento que comecei a responder ao Pedro ele começou a meter-se mais no canto dele e já não veio tanto pra cima de mim.

Achas que ele vai ganhar?

Fala-se muito disso cá fora, que ele pode ser um potencial vencedor. Não me surpreende porque ele tem duas caras como eu digo. Para quem vê é bom porque tem o lado explosivo e o lado mau, de picar, mas também tem o lado que é uma grande personagem, ri, brinca. Mas acredito também na vitória do Bruno. Ele tem personalidade, mesmo depois desta situação com a Beta, o pessoal continuou a apoiá-lo em peso.

O facto dele se ter relacionado com a Elisabete pode ter deitado a perder a sua vitória? 

Sim, acredito que possa ter prejudicado um bocado mas se realmente era sentimento acho que ele fez bem. Na conversa que tive com eles eu disse que compreendo porque já passei por isso na minha vida mas eles sabem que não têm razão nenhuma e que a Flávia tinha a razão do lado dela. Eu como era amigo dos 3 não ia escolher partidos. Apoiava o que eles estavam a ter mas também defendia o que a Flávia estava a passar porque neste caso não foi traição, visto que a Flávia tinha acabado com o Bruno.

E a Elisabete ficou mal vista na fotografia?

Sim. Eu próprio na minha cabeça nunca imaginei que ela fosse fazer aquilo. Quando ela estava naquela situação com o Ricardo eu ainda pensei que aquilo tinha pernas para andar ainda pra mais depois da despedida que ela fez, fiquei a acreditar que cá fora eles podiam ter alguma coisa. Quando eu vi aquela festa no quarto verde entre ela e o Bruno caiu-me o queixo. Fiquei parvo, não estava à espera. Na Casa eu fui o que fiquei mais surpreendido.

«Mimado», «imaturo» e «criança» foram alguns dos adjectivos usados pelos concorrentes. Como reagias a essas provocações? 

Ao princípio levava as coisas na boa, mas para o fim não achava tanta piada. Isso é um dos aspetos que me faz querer entrar no Desafio Final, calar muitas bocas às pessoas que me acham um bebé. Todos nós temos um lado criança, eu levava as coisas sempre na brincadeira e palhaçada, não levava nada a sério, porque eu estou ali é para me divertir, puxava toda a gente pra cima. O facto de estar sempre bem disposto prejudicava outras pessoas.

O teu segredo foi o único que não foi descoberto. Qual  é a sensação?

Por um lado é bom, mas gostava de ter revelado o segredo na Casa para lhes poder explicar. Foi uma vitória ter chegado ao final com o meu segredo. Acho que sem pistas óbvias eles nunca iriam chegar ao meu segredo porque mesmo a Teresa quando esteve lá dentro disse “O segredo do Daniel não tem nada a ver com ele”. Eu na Casa mostrava o Daniel brincalhão e que não se importava com nada e, realmente, para o meu segredo eu tinha que me importar com muita coisa, tinha que ser homenzinho para o que fazia. E se calhar por isso as pessoas não associavam.

Se ganhasses os 30 mil euros, o que fazias ao dinheiro?

A primeira coisa que eu ia fazer com esse dinheiro, sem dúvida alguma, porque neste caso preciso, era comprar um carro. O resto era guardar, pôr no banco, juntar com o resto do dinheiro que eu ia ganhar cá fora, para abrir um negócio, uma coisa bem pensada para fazer lucrar.

Achas que tens os critérios suficientes para entrar no Desafio Final?

Se pegarem pelo facto de eu ter aprendido muito, que calar não é solução e de eu querer entrar para mostrar que não sou criança, sim. Tinha que ter estofo. No caso do Bruno, ele é bom jogador mas se não tiver cuidado, ele vai explodir e vão fazê-lo explodir no Desafio Final.

Ele vai aguentar sair da casa por três dias e entrar logo outra vez? 

Os 3 dias que ele vai estar cá fora, se for como eu, vai andar desorientado. Não é fácil digerir isto cá fora, muitas informações ao mesmo tempo e poucas horas de sono. Se ele entrar duas semanas depois do desafio começar acredito que ele aguente.

Querias entrar com a Liliana?

Adorava, mas acho que vai ser impossível. Aliás, caso a Cristiana entre, até podem pôr a Liliana para haver os confrontos com a Cristiana e a Vânia.

Caso tu e a Cristiana entrem e a Liliana não, não vais cair em tentação? 

Não. Apesar das brincadeiras sempre vi aquilo como uma amizade, além disso também não estou interessado em mais do que isso. Se me envolvi com a Liliana era incapaz de me envolver com outra mulher dentro da Casa. Se o que fiz cá fora foi errado, fazer o mesmo lá dentro não.

A Liliana quer entrar no Dança com as Estrelas, apoiarias a sua participação?

Apoio sem dúvida. É o sonho dela, é o que ela mais gosta de fazer, vou estar a apoiar isso em peso. Não sei se ela vai mesmo entrar, sei que ela gostava, ela nunca o escondeu.

O que esperas retirar da tua participação?

Para já, aproveitar as presenças. Depois tentar entrar no mundo da moda, no mundo da televisão que é uma coisa que eu sempre gostei de fazer e, claro, mais tarde, quero voltar a arranjar um clube para seguir o meu sonho. Dos grandes, dos bons, boas propostas é o que interessa.

 Por ser ex-concorrente da Casa dos Segredos, o Wilson teve dificuldade em permanecer no mundo do futebol [treinador]. Temes ter o mesmo caminho enquanto jogador de futebol? 

Eu acho isso  injusto. Não é por eu ter estado na Casa dos Segredos que vou ser melhor ou pior jogador do que já era. Se gostam de mim pelas capacidades que tenho a jogar à bola nunca me vão fechar uma porta só por ter entrado na Casa.

Assista agora ao Último Extra com Teresa Guilherme. O relacionamento entre Bruno e Elisabete, as audiências, as novidades preparadas para o Desafio Final 3 foram alguns dos assuntos comentados pela apresentadora:

 

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