De Olho nos Segredos

A Entrevista – Cristiana, última concorrente a ser expulsa da «Casa dos Segredos 5»

O dia de Natal foi de expulsão na Casa dos Segredos. Cristiana e Flávia foram as menos votadas pelo público, com 6% e 11% respetivamente. Os fãs de Cristiana foram os menos dedicados na votação que definiu os cinco finalistas e, assim, a jovem teve que abandonar a competição. E como é morrer na praia? Para a última concorrente expulsa é «triste». «Já que me expulsaram assim, só faltou fazer como o Cláudio: sair pela chaminé». Agora, Cristiana diz que não quer ficar conhecida como uma mulher que andou envolvida com jogadores da bola, quer antes ter a sua «própria fama». Em entrevista exclusiva ao A Televisão, o relato da experiência vivida na Casa dos Segredos.

Foste a última concorrente a ser expulsa pelos portugueses. Como é que é «morrer na praia»?

É um pouco triste. Mas agora que já estou este tempo aqui fora, reagi bem. Não sei se já estava à espera, mas algo em mim me dizia que ia sair uma semana antes da final. Tenho um sexto sentido muito apurado! [risos] Quando eu estava lá dentro, achava que não tinha os fãs suficientes comparado com os outros concorrentes. Mas agora que cheguei cá fora até acho que tenho bastantes. Não tenho muitos (muitos), mas tenho alguns.

Como é que reagias quando muitos dos concorrentes recebiam aviões e outro tipo de apoio e tu não? 

Reagi bem, teve de ser. Na realidade eu nunca me fui abaixo com isso. Ok, eu mandava para o ar «Ah, não recebo aviões. Não recebo gritos», mas era tudo na brincadeira, porque se isso me incomodasse, eu iria-me abaixo com isso.

Assistimos também à presença de mães dentro da casa e ainda houve concorrentes a receber telefonemas de familiares. 

Só tive a presença da minha mãe na última semana, foi quando saí. Por um lado tem a sua vantagem, por outro não. Às vezes é bom não saber tudo!

Apoias quem considere que esta edição não teve regras (exemplo: entrega de imunidades às mesmas pessoas, situações de agressões por punir ou pouco punidas)?

No caso das imunidades, não posso queixar-me porque eu tive cinco [risos]. Estive também envolvida em agressões!

«Uns são filhos, outros são enteados» as palavras são da Daniela. Concordas? 

Concordo… É normal que gostem mais de uns, menos de outros. Não sei se o jogo foi manipulado,  isso é o que as pessoas dizem. Na minha saída, por exemplo, disseram que tinha sido manipulada. Não sei, há imenso tempo que dizem sempre a mesma coisa disso. Não sei se houve.  É assim, precisaram de mim até a um ponto, não é?

Na tua opinião, os portugueses votaram menos em ti porquê? 

Olha, não faço a mínima ideia. Eu era brincalhona [risos]. Era divertida, mas mazona também. Tinha os dois lados que a casa pede. Eu não me posso queixar, porque sempre fui privilegiada lá dentro, em questões de tudo! Fui das que mais foi levada ao colo [pela produção]. Mas claro, se eu tivesse no outro lado, acharia injusto. Se é manipulação, e se gostavam imenso de mim, não sei o que é que poderá ser…

Tiveste picardias com a Liliana nas últimas semanas. Ela alegava uma «paixoneta» de ti para com o Daniel. 

É só amizade. Não há mais nada.

Há futuro na relação Liliana e Daniel? 

Não! Por acaso, eles disseram-me que estão a dar-se bem. Se se derem bem, olha, força! Mas não sei, é tudo muito bonito agora, porque é tudo muito novo – aquilo de estarem cá fora. Mas eu acho que isso não vai durar. Acho que há química, agora é que pode criar um sentimento. Eles são os dois [imaturos e crianças]. Estão bem um para o outro. É só o que eu tenho a dizer [risos]!

Na Casa dos Segredos 5 tivemos um relacionamento-relâmpago entre o Bruno e Elisabete. Achas que isso possa ter sido prejudicial para a vitória do Bruno?

Quando eu estava lá dentro e depois de tudo o que eu ouvi (chamarem nomes e tal), eu pensei que eles se tinham «queimado» muito cá fora. Mas pelos vistos é isso que Portugal quer, por isso, se eles permaneceram lá dentro e eu estou cá fora, é porque o jogo deles é melhor que o meu.

Ter assumido uma relação foi jogo deles? 

Está de caras. Só quem não quer é que não vê. Ninguém se apaixona três vezes em frações de segundos. É jogo, mas ao mesmo tempo é mais uma e ele mais um. É uma curtição…No ínicio foi mais jogo da Elisabete. Depois claro, o Bruno viu que estava a dar certo e continuou.

Achas que o Bruno ainda está apaixonado pela Flávia?

Eu acho que o Bruno não está apaixonado por ninguém. Eu acho que ele sente um carinho especial por todas. Claro que cada uma delas marca de diferentes maneiras, mas quem gosta não faz o que faz. Aquela relação com a Elisabete não vai ter futuro. Mais fico a duvidar do Daniel e da Liliana do que da Elisabete e do Bruno.

Foste comparada à Cátia Palhinha. Foi uma comparação feliz ou infeliz?

Feliz. Gosto da maneira dela e lá no fundo só eu é que a compreendo [risos]! Mas é assim, também não sou tão burra, não é? Mas sim, não tenho aquela cultura a 100%. Sou muito desinteressada, é um facto.

 Há quem aponte que possas ter seguido a mesma estratégia da Cátia para cair na graça dos portugueses…

Quem é bom analisador e sabe analisar as pessoas, sabe o que é uma pessoa que está a fingir. Tudo bem que eu posso passar às vezes a imagem que posso estar a fingir, mas não. Por natureza, eu sou assim [risos]. No sítio que eu estava e a pressão que é, às vezes, havia coisas que eu sabia, mas é muita pressão lá. É normal. Mas sim, em cultura não sou a Miss!

Sentes que foste muito gozada pelos teus companheiros? 

Todos me deitaram abaixo. Houve gozo positivo se calhar do pessoal cá de fora, mas os de lá de dentro sempre me deitaram abaixo. Só a Voz, a Teresa e a produção é que me achavam piada.

Falemos agora do teu segredo «Envolvi-me com jogadores da seleção de três países diferentes». Depois de teres contado a história no confessionário, surgiram muitas dúvidas.

É assim, claro que não vou mostrar os meus truques, não é? Isso fica comigo. Se eu estava lá com aquele segredo, é porque era meu. Estar com jogadores de futebol, não sei se é fetiche. [risos] Sempre me interessaram…

Não temes que isso possa ser prejudicial para eles, embora não tenhas dito os nomes?

É mau para eles. Ok, falaram de alguns nomes nas revistas, mas eu ainda não consegui ver nada. Se eles quiserem levar as coisas na boa, eu não faço nada, claro. Não vou abrir a boca. Agora, se eles entrarem naquele de processo ou alguma coisa desse género, claro que eu vou explodir. Apesar de tudo, eu sempre os respeitei. Mas até agora não houve problemas com eles.

Já tiveste acesso às imagens. Qual foi aquele concorrente que te surpreendeu mais pela negativa?

Todos! O que me surpreendeu pela positiva foi só a Vânia. O resto eu já estava à espera. Eu sabia que lá dentro, na minha cara se riam e por trás espetavam a faca. Exemplo do Paulo e da Liliana. Dos cinco finalistas: eu gosto muito do Pedro, mas na última semana houve coisas que me jogou à cara do meu segredo.

Guardas mágoa de algum concorrente?

Não, eu não crio mágoas. Só crio mágoas de pessoas que gosto e sei que gostam de mim. De amizades já nada me surpreende, porque eu já passei por muito. A única coisa que me deixa triste é se fosse alguém da minha família. De resto, amigos é amigos… Eu não gosto de amizades.

Tiveste algumas picardias com a Vânia, mas mesmo assim foi a concorrente que te mais surpreendeu pela positiva. 

Sim, porque com as guerras que a gente teve lá dentro e por tudo o que eu fiz, ela chegou cá fora, deu-me imunidade, ficou super bem comigo… É estranho. Ou tem algum interesse ou então ela viu que eu não era a pessoa que ela pensava. A nossa relação está bem [risos].

Não descartas nenhuma amizade com ela então? 

Não! Mas também não vou virar a melhor amiga dela, não. Eu falo o básico, de confiança. O normal.

Ela disse que os concorrentes eram simplesmente companheiros de jogo. És da mesma opinião?

Sim, com todos! O Pedro é assim… apesar de eu gostar dele e tal, não sei como é que vai ser as coisas cá fora.

Na tua opinião, que concorrentes foram os motores da Casa dos Segredos 5?

Vânia, Bruno… Mas para mim, o melhor jogador é aquele que joga sozinho e não aquele que se vai encostando. A Elisabete foi sempre – caindo para cima de um, caindo para cima de outro. O Pedro foi o único que entrou ali sozinho e não se encostou a ninguém. Eu também acho que não me encostei a ninguém. A Agnes para mim foi uma péssima jogadora, porque fez-se muito de vítima. Aliás, o que eu vi nas revistas (fotos dela nua), eu digo-te: É a melhor coisa, porque a primeira coisa que eu vou-lhe dizer é: Estás a ver isto? «Foi o cuspo que tu mandaste para o alto acerca de mim e caiu-te na cara».

Certo é que ela chegou à final…

Epá, é normal. Se calhar até é porque a produção gosta dela. É o que eu digo: o pessoal, cá fora, é a tal coisa. Eu acho que ela não joga nada. A única coisa que ela fez foi meter toda a gente contra ela. Eu quando entrei na casa, eu disse: este, esta, esta, esta… é assim e assado. Nunca ninguém me enganou. Eu sempre disse: as pessoas que eu me dou bem vou dar-me mal e as pessoas que eu me dou mal vou dar-me bem. E foi o que aconteceu.

Desafio Final 3: Entras caso de convidem? 

Se me chamarem, eu vou. Estou sempre pronta para tudo. Não sei se tenho «canal» suficiente para entrar.  Toda a gente sabe como é o meu feitio: eu sou muito divertida, mas também tenho o meu lado mau. Não sei se me querem lá outra vez.

Estás à espera de uma Cristiana e um Daniel juntos na mesma casa, desta vez sem uma Liliana? 

Eu acho que eles têm mais possibilidade de pôr Cristiana com outras pessoas do que com o Daniel. Outros ex-concorrentes de outras edições.

Entraste na casa com que objetivos? 

Objetivos de que não preciso de jogadores de futebol para ser alguém. Quero ter a minha própria fama e não pelos jogadores. Que me abrisse portas no mundo da dança. Modelo, atriz… qualquer coisa desse género. Quero ser bailarina profissional para puder dar aulas.

Queres ser um João Mota versão mulher para entrar no mundo da representação? 

Eu não sei se tenho jeito para a representação ou não, por isso é que eu queria fazer um teste para ver. Ter experiências novas!

Temes cair no esquecimento?

É normal… Há vários casos assim e eu não devo fugir à regra. Quero ser conhecida por uma carreira, é óbvio. Não quero ser conhecida por «olha, é a mulher do jogador de futebol». Não, quero ser conhecida mesmo por mim. Se Portugal me esquecer e se eu tiver o meu trabalhinho e a minha vida, isso não me vai desiludir. Agora, se eu ter a vida que eu tinha antes… aí é que me vou «suicidar» mesmo [risos]!

Achas que este tipo de fama tem um prazo? 

Eu sei que isto tem um prazo. É como um iogurte, passa de validade. Tem a ver com a sorte de cada um. Eu posso ter a sorte de ter um bom futuro – desde que eu tivesse o meu trabalho só, para mim chegava.

Teresa Guilherme esteve à conversa com o site A Televisão. Assista ao último extra 2014 com a apresentadora da TVI: