Cine-Opinião

A pele onde eu vivo.

Título original: La Piel Que Habito

De: Pedro Almodóvar

Argumento: Pedro Almodóvar, Thierry Jonquet

Com: Antonio Banderas, Elena Anaya, Marisa Paredes, Jan Cornet

Género: Drama, Thriller

Classificação: M/16

Duração: 120 min

EUA/ESP, 2011,

 

Robert Ledgard (António Banderas) é um brilhante cirurgião plástico, que depois de perder a mulher que morreu queimada, enclausurou-se em cada e dedicou-se inteiramente à criação de um género de pele sintética que seja capaz de resistir a qualquer tipo de trauma, e que mesmo assim se mantenha sensível ao toque. Contudo, falta-lhe um corpo em que possa submeter a sua experiência.

A falta de escrúpulos do médico leva-o a raptar uma jovem (Elena Anaya) e a mantê-la sequestrada em sua casa durante o período da experiência, com a conivência da mulher que o criou desde que este nasceu (Marisa Paredes).

O novo filme de Almodóvar sai um pouco dos parâmetros tradicionais do autor. O drama e a comédia em género insólito dão lugar a um thriller frio e impessoal, que pouco mais nos identifica do genial argumentista que não a sua própria assinatura e uma estrutura e estilo narrativos ímpares e originais.

Banderas, afastado dos filmes de Almodóvar desde Atáme! Retrata-nos a obsessão e a vingança extremas de forma singular, abandonando um pouco os padrões tradicionais do cinema americano a que já nos tinha habituado.

Um filme de respostas rápidas e duvidosas, cujo desenlace levanta ainda mais questões. Apesar do corte com as realidades passadas de Pedro Almodóvar, deve ser visto e analisado, para quem for fã de cinema de e do autor.