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«Além do Tempo»: Mesa Redonda com Paolla Oliveira, Julia Lemmertz e Felipe Camargo (Parte 2/3)

1 «Além Do Tempo»: Mesa Redonda Com Paolla Oliveira, Julia Lemmertz E Felipe Camargo (Parte 2/3)

Hoje prosseguimos nesta Mesa Redonda da novela da Globo Além do Tempo, com os atores Paolla Oliveira, Julia Lemmertz e Felipe Camargo. A conversa continuou animada, mas com temas diferentes. Leia, em seguida a parte 2 (de 3).

Aproveite para (re)ler  a primeira parte, clicando aqui.


A criatividade, a inovação, a simplicidade e a importância da história

Felipe – Sem dúvida, ainda há espaço para a criatividade. Mas eu acho que o bacana [é] a intenção dela [que] foi contar a história. Ela acabou sendo revolucionária a partir de uma ideia simples, que seria uma história que atravessa os séculos, vai além do tempo. São duas histórias numa só. Mas na verdade é uma história só.

Paolla – O simples, como é a tecnologia, que agora está na moda de novo os celulares enormes. Eu acho que parte sempre de um princípio de uma boa história. Uma história contada assim por um grupo coeso, direção, atores, com a autora que é muito presidente. Então é bem verdade, contar uma história bem contada, com coração, ainda é uma grande inovação. E eu acho que isso não tem a ver com a mudança de fase, claro que isso é uma inovação, mas ela partiu do princípio de contar uma boa história. Uma história que tem coração, ainda mais nos dias de hoje… Uma história em que a vilã é querida. É uma novela que não é pesada, é leve, fala de coisas da vida, do dia-a-dia, dos sentimentos, de relação, de família.

Julia – Ela prima pelo tempo. A gente tem pausas assim, a gente consegue falar propriamente. Ela tem uma linguagem de novela. Ela é um folhetim, ela não quer ser outra coisa.

Felipe – Mas o cinema, mesmo, hoje em dia, eu estava vendo um filme e tinham takes que não duravam um segundo. Parece quase que você está dentro de um tren fantasma. Não é bem a história desse blockbusters, que importa, você vê eles podem fazer qualquer coisa, nessas cenas de briga, porque é tudo picotado.

Paolla – Aqui não…

Felipe – É, aqui o espectador também estava sentindo falta de pausa, de se ouvir. É muito importante hoje a gente saber ouvir, parar e ouvir o outro. E dar um tempo para ver e ouvir, porque está tudo muito [corrido]. Então, como a Paolla falou do celular enorme, que vai diminuindo e aumenta de novo… talvez a gente esteja precisando desse espaço maior mesmo, porque a sensação que me dá é que tudo está acontecendo ao mesmo tempo. E a gente está precisando de espaço. Para olhar.

Julia – Quando a gente passou de uma fase para a outra, a gente teve uma reunião com todos, com a direção, para falar um pouco do que ia acontecer e a gente falou da segunda fase. Eu lembro que a Beth falou uma coisa bacana: «Nós fazemos uma novela até agora, elegante, que tem tempo, em que a gente consegue entender o que o outro fala… uma novela que tem um respiro ao que se faz… » e aí ela falou: «Eu espero que a gente nessa segunda vida, a gente continue com essa… mesmo sendo em 2015, uma linguagem contemporânea»… Isso foi um desejo de todos, mas foi importante a gente pensar de onde veio e para onde a gente queria ir. Mantendo essa qualidade de linguagem. É um desafio para todo o mundo. É contemporâneo, mais mexido, mais rápido, você acaba perdendo essa qualidade, que é a gente dizer bem um texto, de ter tempo para pensamento também. Eu acho que quem gosta de novela vai reconhecer nesse trabalho, uma novela inteira, um folhetim muito bem contado.

O sucesso de Além do Tempo depois do sucesso de Sete Vidas no horário

Julia – Esperávamos [o sucesso da novela], mas quando eu comecei e vi aqueles figurinos, aqueles cenários, com velas, então eu achei aquilo tudo incrível. Eu falei, «nossa há quanto tempo eu não vejo uma coisa tão bonita»… Eu olhava para a novela no ar e eu dizia: «é tudo bonito»… E os atores são muito bem escalados, todas as personagens estão bem. É claro, tem o casal, romântico, protagonista/antagonista, mas todo o mundo tem uma importância na trama. É tudo muito bem cuidado. Só podia dar certo. E a gente foi assistindo a isso. Logo desde o início a novela foi muito bem recebida. E a gente vem de uma novela anterior que era muito bacana, que era Sete Vidas. Uma novela ótima, um texto brilhante. A gente entrou com uma outra proposta, uma novela de época.

Paolla – Substituir um trabalho bom é até mais difícil. Então é uma novela muito boa, será que as pessoas vão ficar com uma ressaca?!

Felipe – É que tem um luto assim de uma novela para a outra e o público geralmente tem um tempo. Mas a nossa entrou já agradando. E tem uma outra coisa que também é legal e é que todas as histórias, elas, são interessantes. É um elenco pequeno, mas com boas histórias, bons núcleos, porque não fica só numa história central. Cada personagem tem muita vida. Tem uma parte cómica, tem ação, tem espadas…

Paolla – Tem gente andando no cavalo… coisa que para alguns, tipo eu, foi um pânico. Nossa! Passei alguns maus bocados… mas passou. Outra vida, outra chance. Eu ando de carro agora. [risos]

Preparação para as personagens

Felipe – A gente teve 15 dias de preparação bem intensa. 8 horas por dia, de segunda a sábado.

Paolla – Essa foi a preparação para os personagens mesmo, mas a gente fez aulas de piano, tiveram algumas pessoas que fizeram esgrima, eu tive aula para andar no cavalo. Tive piano também. A gente fez aulas de etiqueta, para sermos um pouco transportados nessas aulas para 1800.

Julia – Esses dias de preparação que a gente teve foram muito interessantes. Foi mais do que sobre o personagem. Mais: como você se insere no grupo? Foi interessante porque quando a gente começou a gravar, a gente era um grupo de teatro. A gente já sabia, já se conhecia. Criou uma força conjunta, assim.

Felipe – Teve uma coisa de escalação muito bacana. Tem atores de teatro, que estão acostumados a fazer teatro, então tem um tipo de interpretação muito legal e que deram muito certo. A Luísa Cardoso, o Luís Melo, … tem também algumas apostas novas, o Rómulo, o Emílio. Enfim, tem um elenco muito bacana.

Julia – Mas o trabalho do Eduardo, é interessante, a gente não estava ali como um grupo de teatro, era um grupo trabalhando com a câmara. O que você faz para esse plano…

Felipe – É engraçado, a preparação era uma coisa de teatro, mas o foco era a câmara.


Parte 3 (de 3) desta Mesa Redonda será publicada dia 8 de março.

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