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A Entrevista

A Entrevista – Especial «Windeck»: Parte I

Atv1 A Entrevista - Especial «Windeck»: Parte I

Slideshow Windeck Parte1 A Entrevista - Especial «Windeck»: Parte I

A dois dias da cerimónia dos prémios Emmy Internacional, o A televisão esteve à conversa com quatro dos atores que integram o elenco da novela Windeck, a mesma nomeada para a categoria de «Melhor Telenovela» e que pode ser vista atualmente na RTP à hora de almoço.

Antes da revelação do vencedor da categoria onde Avenida Brasil, Lado a Lado (Brasil) e 30 Vies (Canadá) estão também na corrida, quisémos saber tudo: o ambiente que se gerou à volta da nomeação, as expectativas, entre outros assuntos. Numa entrevista dividida em duas partes, os primeiros que aceitaram o desafio foram Pedro Martins e Solange Hilário,  o Pedro Rufatto e a Kássia Bettencourt da novela angolana, respetivamente. 

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A Televisão – Olá, sejam bem-vindos ao aTV. É a primeira vez que uma produção angolana é distinguida com uma nomeação para o Emmy Internacional. Que balanço faz de toda a experiência vivida?

Pedro Martins – O dia em que soube que tinha sido seleccionado para fazer o Windeck foi um dia muito emotivo, mas nesse dia eu não tinha noção do quão importante iria ser esta experiência. Poder viajar a fazer o que gostamos é a melhor coisa do mundo e foi-me dada a oportunidade de ir representar para um país como Angola. Dia 7 de Julho de 2012, cheguei a Angola pela primeira vez e desde cedo percebi que aquela cultura tinha algo de especial. Fui muito bem recebido e tive a sorte de ter colegas que me mostraram o que é Angola e claramente não me desapontou. Pelo contrário, surpreendeu. Este projecto fez-me crescer enquanto actor e pessoa. Saí com saudades do país, da cultura, das pessoas.  Trabalhei com excelentes profissionais e fiz bons amigos, e no fim de tudo é isso que fica. Uma experiência única, partilhada com pessoas únicas, num país único.

Solange HilárioWindeck é a primeira grande produção angolana. Contou com a participação de toda uma equipa muito experiente e dedicada, com um elenco super trabalhador e coeso, e isso fez da Windeck uma experiência fantástica a todos os níveis. A nomeação para o Emmy é, sem dúvida, a cereja no todo do bolo!

Este ano a ficção nacional ficou de fora da corrida aos Emmy Internacional na categoria de «Melhor Telenovela». Windeck foi gravada em Portugal e Angola com técnicos e atores de ambos os países, sente dessa forma que Portugal está representado nesta produção e com isso na cerimónia?

PM – Sem dúvida alguma, principalmente na produção e equipa técnica. E muito bem representado. Angola está de parabéns por todo o trabalho que fez e por todo o esforço envolvido neste projeto, mas Portugal também tem que sentir um grande orgulho.

SH – Claro que sim! Windeck fez-se entre Portugal e Angola, com actores e técnicos de ambas nacionalidades, por isso Portugal pode e deve sentir-se orgulhoso desta nomeação.

A novela estreou na RTP em Março deste ano e tem vindo a conquistar a vice-liderança no horário. Como avalia o sucesso da novela no nosso país?

PM – Sinceramente, não estava a espera deste sucesso, mas felizmente a novela foi muito bem recebida pelos portugueses . Acho que isto aconteceu por ser um produto diferente em termos de música, ambiente, cultura, etc. e , assim, suscitou o interesse de muitos espectadores. É sempre bom para um ator ver o seu trabalho e o trabalho dos seus colegas reconhecidos. O Windeck, felizmente, é um desses casos.

SH – O Windeck já nos tinha dado provas de que era um sucesso desde o momento em que começou a ser exibida em Angola. Foi muito bem recebida e acarinhada pelo povo angolano. Quando soubemos que iria estrear-se na RTP1 , mesmo com muita ansiedade pelo meio, a confiança no nosso trabalho permitiu-nos elevar a fasquia e esperar do melhor. Foi o que aconteceu. Ver as pessoas comentarem a história, as roupas, a música de uma forma tão entusiasmada foi muito gratificante. Acho que toda a gente ficou agradavelmente surpreendida.

Windeck concorre ao lado de 30 Vies, produção canadiana, Lado a Lado e Avenida Brasil, ambas produções da TV Globo. Quais são as expectativas? 

PM – Brasil sempre foi o “paraíso” deste formato e, tendo sido a Avenida Brasil tão bem recebida, seria de esperar que fosse a principal concorrente ao Emmy. Mas Windeck também foi muito bem recebido em Angola e Portugal e foi uma novela que marcou a inovação num país onde muito pouco se tinha feito em ficção. Portanto penso que tudo está em aberto, mas claro que tenho muita vontade que ganhe o Windeck.

SH – O Windeck já deu provas de que o céu é mesmo o limite, e a expectativa será sempre muito grande. Tenho noção de que a concorrência é muito forte, eu própria acompanhei a grande concorrente Avenida Brasil, mas isso não me faz perder a confiança e o orgulho que já tenho nesta nossa novela. Agora só nos resta aguardar.

Certamente continuará a aposta na ficção, já recebeu algum convite para ingressar numa nova novela produzida pela Semba Comunicação?

PM – Ainda não, com muita pena minha. É uma experiência que quero muito voltar a ter.

SH – Tudo o que posso dizer é que a representação me surpreendeu. Vejo-me a fazer ficção novamente, e quem sabe, talvez a próxima oportunidade esteja mesmo a bater à porta.

A indústria de ficção angolana está a dar os primeiros passos. Já participou também em várias produções portuguesas, como Batatanetes, em 2004 ou Detective Maravilhas, em 2007. Que diferenças encontra entre a ficção angolana e portuguesa?  

PM – A indústria angolana, embora esteja no principio, já mostra grande maturidade, com grande produção, muitas ideias e muita gente talentosa com vontade de trabalhar. Uma prova foi o Windeck, que teve uma excelente recepção por parte do público, algo que Portugal já tem há muitos anos. No entanto, para mim, uma das principais diferenças são os assuntos tabu que ainda existem em Angola, que obviamente se reflectem na sua ficção. Mas uma coisa é certa, Angola ainda tem muito para mostrar na ficção e os próximos anos vão mostrar isso.

Cá em Portugal, tirando algumas participações especiais, há muito que não aparece no elenco fixo de uma produção. Continua apostar na representação?

PM – Claro que sim, é o que eu gosto de fazer. Ultimamente os convites têm aparecido mais no teatro. Estou em cena com uma peça, « À espera de Vicente», e dia 30 de Novembro irei estrear na Malaposta «As mulherzinhas» . Mas vamos ver o que reserva o futuro, certamente o Windeck não terá sido a minha última participação.

Estreou-se como atriz nesta produção angolana. Em Portugal, ganhou visibilidade ao participar no talent show  da SIC, Ídolos, tendo sido uma das finalistas da terceira edição. É um dos seus objectivos seguir a representação em Portugal?

SH – O público português conhecia-me apenas como cantora, e a afirmação na representação foi uma surpresa para todos, até para mim. Foi o meu primeiro projeto de ficção, seja em produções portuguesas ou angolanas e pretendo continuar no meio até porque a vida é sempre feita de oportunidades. Garanto ainda que a música não está, de todo, esquecida e que em breve será também uma agradável surpresa.

Não perca amanhã a segunda parte do especial Windeck onde os convidados serão Eric Santos e Marta Faial. 

 

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