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Paulo Fernandes de volta à televisão generalista: “Acabaram de me ligar para abraçar um novo projecto”

Descobriu o amor pela rádio aos 22 anos mas admite que o universo da comunicação já o tinha conquistado antes. É a voz da manhã na M80 e está de volta à televisão generalista depois de ter co-apresentado a primeira edição do Dança com as Estrelas com Cristina Ferreira. Conheça melhor Paulo Fernandes, o homem dos sete ofícios que ainda arranja tempo para ser instrutor canino.

A Televisão – Antes de começarmos a falar de trabalho e de carreira, vamos à vida pessoal. Quem é o Paulo enquanto pessoa? Como se definiria?
Sou aquela pessoa para quem está quase sempre tudo bem. Pouco ou nada me chateia. Quando tenho alguma coisa para fazer, gosto de fazer logo. Sou muito prático e focado nos meus objectivos. Quem está à minha volta, por norma, está-se a rir comigo. Não de mim, comigo.

Uma rápida análise ao seu currículo é o suficiente para perceber que o Paulo é, acima de tudo, um comunicador. O universo da comunicação, da conversa, do contacto com o outro, sempre fez parte da sua vida? Como e quando nasceu este sonho?
Mais a sério só nasceu quando comecei a fazer rádio aos 22 anos, mas olhando para trás, acho que a música e a comunicação sempre estiveram em mim. Já em miúdo adorava ser “brincalhão”, falava pelos cotovelos e nunca ficava muito tímido…

“Acho que já faço parte da mobília da casa”

Como surgiu a oportunidade de fazer parte da equipa da M80?
Naturalmente sendo uma rádio do grupo MCR. Estive na CidadeFm dos 22 até aos 32, e depois chegou a altura de dar o salto e ir para uma rádio com um formato adulto. Ao início custou-me muito porque foram 10 anos numa zona de conforto. Hoje em dia, 8 anos depois, acho que já faço parte da mobília da casa. Espero.

A rádio é, acima de tudo, uma companhia para a maioria das pessoas. Ainda para mais quando falamos do período da manhã, que é o horário pelo qual o Paulo é responsável. O que é que é, para si, mais desafiante num programa de rádio matinal?
Um tipo acordar todos os dias, e passar boa disposição. Nem sempre acordamos no nosso melhor por isso o desafio é grande!

“A rádio é o único meio em que as palavras e os sentimentos “passam” verdadeiramente”

Todos os meios de comunicação têm as suas dificuldades. No caso da rádio a ausência de imagem é uma barreira mas, ainda assim, o que é que (na sua opinião) só se consegue fazer bem em rádio?
Antes de mais, a rádio hoje em dia, já tem imagem. As redes sociais, a internet, a imprensa entre outras tantas coisas deram cara às vozes. De seguida, penso que a rádio é o único meio em que as palavras e os sentimentos “passam” verdadeiramente.  Não se consegue mentir nos sentimentos. Pelo menos eu não consigo, e pela voz de uma pessoa percebe-se tudo. Quantos de nós já não começaram uma conversa ( cara a cara) e alguém disse: “pela tua voz, passou-se alguma coisa”.

Nem só de rádio vive o Paulo. Até porque também esteve e está em televisão. É difícil escolher entre dois amores mas….qual o seu preferido e porquê?
Nah nah nah nah nah nah. Gosto das duas da mesma forma.

Foi co-apresentador de uma das edições do Dança com as Estrelas ao lado de Cristina Ferreira. Como foi essa experiência? Que recordações guarda desse projeto?
Foi uma experiência épica! Prime time, domingo à noite, na TVI, numa primeira edição de um formato novo, de um formato incrível…. Foi muito bom mesmo, e pode ser que um dia, repita.

Atualmente, em televisão, está ao leme do programa Sofá Verde, na SportingTV, certo? Como tem sido esta experiência?
Adoro. Como eu costumo dizer, é o “Meu querido Sofá Verde”. É um programa de entrevista/Conversa, que me permite conhecer mais e melhor o entrevistado: por norma uma figura bem conhecida da nossa praça pública.

“Acabaram de me ligar de um canal generalista, para abraçar um novo projecto”

Para quando um regresso à televisão generalista? Há projetos para o futuro?
Juro pela minha saúde: acabaram de me ligar de um canal generalista, para abraçar um novo projecto, muito, muito, muito em breve! A sério! Que coincidência.

Para além de tudo isto (rádio, televisão…) o Paulo é também instrutor canino. Como é que nasceu este desafio?
É uma paixão. Um bom vício! Começou por brincadeira com a minha Golden Retriever, a coisa começou a funcionar, eu comecei a querer saber mais, e a saber fazer melhor, e agora, é parte fundamental da minha vida. Adoro fazer competição de obediência com a minha cadela, de nome, Frances Houseman Baby, e gosto muito de ajudar os outros com os respectivos cães!

“É o lado positivo deste vírus: alinhou-nos as prioridades.”

Por último…a Covid-19. Há quem diga que haverá um mundo antes e um mundo depois desta pandemia. Acredita que o universo da comunicação também mudou ou irá mudar com tudo isto? Em que aspectos?
Mudou. Ponto. Há um antes e depois de 2020 em toda a humanidade. A forma leviana como tratávamos o planeta acabou. A forma descontraída como nós relacionávamos acabou. A falta de humanidade de alguns homens também acabou. É o lado positivo deste vírus: alinhou-nos as prioridades. A mal, mas alinhou.

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