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A Entrevista

A Entrevista – Valentí Sanjuan, apresentador de «Desportos Impossíveis»

Valentí Sanjuan A Entrevista - Valentí Sanjuan, Apresentador De «Desportos Impossíveis»

Jogar hóquei debaixo de água. Disputar uma partida de pólo em caiaque ou praticar uma modalidade que combina o tradicional xadrez com o físico boxe. Estes são três dos seis desportos, bizarros para muitos, que o espanhol Valentí Sanjuan enfrenta no novo programa do canal A&E que já estreou em Portugal. A tarefa complica-se quando o youtuber tem apenas 48 horas para conhecer e praticar essas mesmas modalidades, algo que o próprio abraçou de imediato e sem receio. «Foi uma viagem até ao desconhecido e o facto de não saber tornou mais interessante a prática do mesmo», disse ao A Televisão

L95Ii0Hqjkfiemw Qpmvcrbbje Cyvqx7U0Px Mg99Gt13C Dm2P4Urjkuijvko Awaysforllwqig=W1116 H138 No A Entrevista - Valentí Sanjuan, Apresentador De «Desportos Impossíveis»

Em cada episódio de Desportos Impossíveis competes, sem qualquer preparação e treino, em bizarros desportos. A imprevisibilidade foi o que te fascinou mais neste programa?

Eu não conhecia nenhum dos desportos antes do programa. Nunca tinha visto nenhum vídeo a respeito destes, não sabia as suas regras e como jogar. Foi uma viagem até ao desconhecido e o facto de não saber tornou mais interessante a prática do mesmo. Sim é verdade que alguns são a mistura de outros dois desportos como o pólo de caiaque ou o chess boxing. Sabia que existia o xadrez e o boxe mas não sabia, por exemplo, que era um desporto federado.

Nos seis «desafios impossíveis» tentas demonstrar que não existem limites quando se trata de nos superar a nós próprios. É esse o maior conselho que podes dar aos teus milhares de seguidores?

O maior conselho que posso dar às pessoas é que nunca desistem e tentem fazer tudo com paixão, sem ilusão e sempre com um brilho nos olhos. Eu tenho encontrado isso nestas aventuras.

O programa foi gravado em diferentes localidades de Espanha e Portugal. O que achaste do nosso país?

Tivemos em Aveiro que foi a cidade onde tivemos mais dias a gravar. Foram quatro ou cinco dias de muito trabalho e non-stop, no entanto, houve a oportunidade de conhecer vários sítios como a praia onde joga a seleção portuguesa de frisbee. Toda a equipa, incluindo o capitão, que é um rapaz muito engraçado e muito didático, tratou-nos muito bem. Eles levaram-nos a comer a típica comida portuguesa e adorei. Quanto tiver oportunidade de escapar alguns dias, sem câmaras, sem desportos e sem desafios, eu regressarei a Aveiro.

Foram percorridos quase 15.000 km durante a gravação dos seis episódios. Chegas à última viagem com o dever cumprido?

Os deveres são sempre cumpridos mas podem ser sempre cumpridos de uma melhor forma. Quando uma viagem acaba e tu pensas “Bem, está tudo feito! Temos feito tudo perfeito e não haveria nada melhor!”, estás a pensar errado porque estás a entrar numa perigosa complacência. Neste caso, tive apenas dois dias para cada desporto e nesse período de tempo tive de treinar a parte técnica, táctica, física e também intelectual. O grande desafio deste programa foi conseguir pôr em prática o desporto no final de cada episódio ou então ter a sensação de ter feito mas com um monte de lições de casa para fazer. O único dever que temos feito tem sido entreter e desafiar a nós mesmo.

E se desafiassem para uma segunda temporada, aceitavas?

Eu arriscava numa segunda temporada porque vivemos um grande momento. Existem desafios muito maiores e tudo o que tenha a ver com aventura, desconhecido e superação, eu aceito. A experiência foi muito positiva, trabalhamos muitas horas mas também rimos muito.

Desportos Impossíveis já estreou em Portugal. Porque é que os portugueses não podem perder este programa?

Uma das chaves do Desportos Impossíveis é, precisamente, divulgar alguns dos desportos não tão conhecidos e que têm um grande potencial e merecem, por isso, este reconhecimento televisivo. Como já tinha dito, eu não conhecia nenhum dos desportos antes do programa começar. Conheci cada um destes um minutos antes de começarmos a gravar e depois tinha apenas 48 horas para aprender e praticá-lo. Acredito que esta viagem pelo desconhecido possa interessar muita gente.

Tu estás habituado a enfrentar os desportos mais exigentes do mundo mas neste programa enfrentas modalidades pouco conhecidas. Dos seis, qual foi aquele desporto que chamou-te mais à atenção?

O desporto que me chamou mais atenção foi o Chess Boxing, provavelmente, porque neste tu precisas de te concentrar em todos os momentos. Não basta fazer xeque-mate no xadrez, até porque cada movimento até chegar lá conta. E mesmo na parte do boxe, a concentração mantém-se porque o que estás a fazer é físico. Qualquer movimento dado em falso pode acabar no hospital [risos].

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Já atravessaste a correr o deserto do Sahara em sete dias. Percorreste a distância entre Madrid e Lisboa de bicicleta sem poder parar e ainda fizeste a Ultraman do Havai. O que ainda falta conquistar na tua carreira?

Ainda falta fazer tudo na minha carreira [risos]. Nos últimos anos tenho ultrapassado os desafios mais difíceis mas atractivos do mundo. O melhor disto tudo é conhecer as pessoas e trocar experiências. Quando eles dizem o que já fizeram e o que pretendem fazer eu  penso “Eu pensava que tinha feito tudo mas ainda tenho muito mais a fazer!”. Mas o que me deixou muito feliz foi ter completado a corrida entre Lisboa e Madrid. Foram 750 quilómetros a pedalar durante 55 horas sem parar para dormir e, praticamente, sem tempo para comer. Levou tempo a fazê-la mas estou muito orgulhoso de ter conseguido alcançado.

O esforço e a ambição são os ingredientes-chaves para cumprir os nossos sonhos?

Tu tens que sacrificar e dar sempre o melhor de ti para tentar cumprir os teus sonhos. Eu penso que ninguém tem o direito de dizer a outra pessoa que o objetivo que ele quer cumprir não é para ele. Tens de ser tu mesmo a decidir o que queres.

Em Espanha és considerado um ícone do desporto. É uma grande responsabilidade ser «um exemplo a seguir» para milhares de pessoas?

Na realidade, sim e não. Se eu dissesse que não estaria a mentir um pouco mas se dissesse que sim estaria também a mentir. Tudo tem a sua perspectiva. Quando tu acordas, a primeira pessoa com quem te sentes responsável és tu mesmo. Tu és responsável de ti mesmo e tudo o que fazemos tem de preencher-nos. Sinto que tenho uma responsabilidade mas não me lembro disso todos os dias porque se fosse a acordar com esse pensamento seria muito difícil para mim que me dedico a viver a minha vida, o meu trabalho e a tentar alcançar os meus objetivos.

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As pessoas podem acompanhar as tuas habilidades no YouTube onde és seguido por milhares de seguidores. Em Espanha, esta plataforma tem cada vez mais influência no mercado televisivo. O futuro da televisão passa pela internet?

A internet está a influenciar muito a televisão e hoje em dia o que importa mais é o conteúdo, independentemente do canal que utilizas. Sem dúvida que o YouTube e as redes sociais são as plataformas mais eficazes para chegar diretamente às pessoas. Eu tento gerar sempre um bom conteúdo, mover-me com boas ideias e, claro, a internet ajuda-me a conseguir cumprir os meus objetivos.

Como é que defines-te enquanto pessoa e profissional do desporto?

Simplesmente desfruto o que gosto de fazer seja a nível profissional seja a nível pessoal

Para ti, o mais apetecível é aquilo que é o mais difícil. És o super-homem dos tempos modernos?

O Ironman e Ultraman que fiz parece ser apenas para super-heróis mas não. O que devemos ter é perseverança, paciência e muitas horas de trabalho. Eu tenho de encontrar tempo para treinar.

Impossível é uma palavra que não existe no teu vocabulário?

É claro que o impossível existe mas nós, enquanto pessoa individual, temos duas opções quando há um objetivo e algo que faz com que os nossos olhos brilhem. A opção de dizer “Isto não é para mim!” e a outra em que temos de nos conhecer a nós próprios e saber que o que está à nossa frente pode ser muito difícil mas não impossível. Não há nada mais triste do que auto censurarmos os nossos próprios sonhos. Se há coisa que eu aprendi, não apenas neste programa como também no Ironman, Ultraman e na maratona entre Lisboa e Madrid, é que muitas vezes desistimos de nós próprios antes de tentar.

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