A Entrevista

A Entrevista – Sílvia Alberto – «Os Extraordinários»

A segunda temporada de Os Extraordinários estreia esta noite, a partir das 22h17, na RTP1. Como tal, o A Televisão esteve à conversa com Sílvia Alberto, a anfitriã de serviço, que nos falou sobre estes novos extraordinários concorrentes, mas também da recetividade do pública ao formato. Além disso, a apresentadora desvaloriza as notícias que dão conta de mudanças no daytime das generalistas, mostrando-se, no entanto, disponível para abraçar novos desafios na televisão nacional. 

Leia, em seguida, A Entrevista a Sílvia Alberto.


O que podemos esperar desta nova temporada de Os Extraordinários?

Poderíamos imaginar que, depois de uma primeira temporada bem sucedida, com candidatos verdadeiramente extraordinários, que teríamos dificuldade em encontrar pessoas com capacidades que nos deixassem boquiabertos, verdadeiramente surpreendidos… E não é o caso. Acho que é uma edição fortíssima, igualmente fortíssima. Um dos desafios de Os Extraordinários é encontrar os extraordinários que não se importem de demonstrar as suas capacidades publicamente, mas a Endemol e a equipa de conteúdos têm feito um trabalho que é compensador de encontrar estas pessoas. E como se vê, muitos dos candidatos que chegam este ano são, por um lado, pessoas que no ano passado assistiam ao programa e conhecem pessoas com capacidades que faziam sentido estar aqui, crianças que assistiam ao programa e que sabem que têm capacidades para estar aqui ou mesmo pessoas que foram descobertas porque nós as procuramos. Acho que vai ser uma edição novamente única, porque as capacidades deles assim o são.

Já tinhas saudades deste formato? 

Adoro este formato! Adoro este formato porque enaltece aquilo que nós temos de melhor, enquanto seres humanos. Enaltece não o ordinário, mas o extraordinário. Não o regular, mas o inédito. E portanto, sim, deixa-me muito feliz que este seja um programa que os portugueses acarinharam, porque senti desde a primeira edição que as pessoas comentavam muito o programa na rua e isto independentemente das audiências. Hoje em dia as pessoas têm a possibilidade de ver depois, na internet e, portanto, as repercussões do formato são não só durante a emissão, mas posteriores… depois na reposição do formato mais tarde… E o que é certo é que ainda ontem uma senhora me perguntou «mas quando é que volta com Os Extraordinários? É que gosto muito de ver.». E eu, felizmente, pude dizer-lhe que estávamos de volta. Fiquei muito feliz por isso.

És, então, muito abordada por causa deste formato?

Sim, muito. Se calhar porque é muito diferente do que neste momento está no ar, não é? Nós olhamos para os nossos candidatos e eles são pessoas comuns como nós, mas que desenvolveram competências que poucos conseguem desenvolver ou que nasceram com capacidades inatas, que são únicas! Eu acho que é um programa que alimenta o sonho de se ser único, de se ser especial. Quem é que não quer isso?

De facto, este Os Extraordinários é bastante diferente dos talent shows e magazines que costumas conduzir. 

Sim, nos talent shows são a Dança, o Canto,… e aqui estamos a falar de capacidades ao nível do cálculo mental, ao nível da destreza física, ao nível da capacidade de memória, portanto são faculdades. É diferente, são talentos, não são faculdades.

Exige mais preparação enquanto apresentadora?

Eu divirto-me imenso com o formato e creio que isso também se sentiu na primeira edição. Principalmente, gosto de me deixar levar e de não perder esta capacidade de espanto, e de também eu assistir às provas como assistem os espectadores, de vibrar com isso e de me surpreender com isso. E poder demonstrar a minha total incapacidade de, por mais que quisesse, conseguir ver uma vista área e identificar uma cidade através de uma fotografia aérea… Quer dizer, há coisas que passam por aqui que não lembram ao diabo, passo a expressão. Há coisas que passam por aqui que, realmente, são únicas, e eu gosto de me divertir com isso. E depois também gosto de puxar pelos candidatos para um convívio familiar, porque temos a família a assistir, os amigos… estão a ver… Gosto de conhecer os candidatos desse ponto de vista também, gosto de perceber o que está do outro lado da sua história… porque esta pessoa desenvolveu esta capacidade?

Até aqui, houve algum talento ou candidato que te tenha surpreendido especialmente?

Este, até aqui… [Filipe Sousa] o cálculo mental sempre me deixa boquiaberta, a Diana Ferreira fazia equações em segundos… como é uma faculdade que eu, de facto, não tenho… com esta rapidez é impossível… fico sempre surpreendida. Depois acho que do ponto de vista de originalidade, por exemplo, a prova do Filipe Sousa… é inédita. É uma coisa «absurda»… quem é que se lembra de memorizar cidades através de imagens aéreas…

No contexto atual, em que se fala muito de mudanças no daytime, já equacionaste ir para as manhãs ou para as tardes? 

Eu nunca penso nas coisas e nos programas que apresento dessa forma. Fala-se muito no daytime, mas muitas das notícias se criam, até porque a época era propícia, estávamos em agosto e é preciso dizer-se alguma coisa que alimente a imprensa. Portanto, não me quer parecer que vão existir mudanças, sequer, quer-me parecer que isso é conversa feita. Além disso eu estava do outro lado do mundo quando surgiram essas notícias e quando cheguei cá fiquei: «ãh? como?»… Felizmente todas as apresentadoras incluídas nessa história vieram publicamente fazer o seu desmentido. Eu neste momento estou focada naquilo que estou a fazer, que é um programa semanal que é o Sociedade Recriativa, Os Extraordinários e o Got Talent… e o mais que a direção da RTP possa querer que eu apresente. Não tenho tempo para mais, portanto, não se coloca [essa questão]. Estou disponível, como sempre estive, para trabalhar, mas neste momento ficamos por aqui, que é o bastante e é muito bom, já. São projetos que gosto muito.

Depois de Os Extraordinários vamos ter, então, nova edição do Got Talent.

Sim, já confirmada. Ainda não sei quando vão ser as audições este ano, mas a seu tempo serão anunciadas. Até lá estou a intercalar as gravações com o Sociedade Recreativa.


 

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