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A Entrevista

A Entrevista – Ricardo Tomé

Destaque Ricardo Tomé A Entrevista - Ricardo Tomé

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O 5 Para a Meia-Noite desta quarta-feira deu início a uma nova tecnologia da RTP: «5i», uma aplicação para second-screen (segundo ecrã, como tablets e smartphones, que se usa ao mesmo tempo que se vê TV). Em entrevista ao A Televisão, Ricardo Tomé, gestor de projetos da RTP Mobile, revela que o desenvolvimento da aplicação foi uma verdadeira «maratona em contra-relógio». No entanto, as expectativas não podiam ser melhores: «O mobile vai mudar muita coisa no entretenimento TV nos próximos anos».

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– Ricardo, enquanto coordenador de conteúdos Web da RTP, quais são as suas principais funções?

– No online somos uma equipa única, que agrega os canais digitais do grupo. Incluem-se todos os canais TV e Rádio, e depois também os canais digitais próprios. É portanto um trabalho muito exigente mas motivador, visto sermos uma equipa reduzida mas altamente motivada e, sobretudo, divertida. Só tendo paixão pelo trabalho e pelos projetos poderíamos estar a conseguir manter os bons resultados.

– São vários os marcos que comprovam a RTP como a empresa de media mais inovadora em Portugal. É um orgulho trabalhar nesta estação?

– Sem dúvida. Ainda que a ambição neste momento nos faça achar que podemos fazer e alcançar muito mais.

– Já foi desvendado o grande mistério em torno da campanha «A minha primeira vez»… O second-screen chegou à televisão portuguesa e tem uma marca, «5i». Como descreve esta aplicação?

– O mobile vai mudar muita coisa no entretenimento TV nos próximos anos. E uma das respostas é já o second-screen. As aplicações mobile da RTP que sejam interativas, e de second-screen, terão todas o naming «5i», neste caso «5i RTP – 5 Para a Meia-Noite» e a já confirmada «5i RTP – The Voice». É uma forma de simplificar e uniformizar a comunicação, tendo já em vista a oferta que aí virá em termos de mobile.

– E, por enquanto, o 5 Para a Meia-Noite é o balão de ensaio.

– No caso específico da 5i do 5 Para a Meia-Noite trata-se da primeira app interativa de um programa TV, onde através dela podemos estar a receber em direto, no mobile, vídeos de bastidores, extras e informação em exclusivo sobre o programa ou o convidado, e ainda poder participar no programa em tempo-real, seja por votações onde escolhemos a música da banda, seja enviando perguntas aos convidados. É preciso experimentar em direto durante o programa para perceber como é altamente envolvente.

– Provavelmente já lhe fizeram muitas vezes esta pergunta, mas o que é realmente o second-screen?

– É o que todos já fazemos enquanto vemos um programa. Se no ecrã principal, a TV, estamos a ver um programa, no ecrã paralelo e secundário (o second-screen) podemos estar no Facebook ou no Twitter com os amigos, ou a ver informação na Wikipédia sobre o que está a ser mostrado. No caso particular dos programas TV, percebendo isto, as empresas de media estão a oferecer já apps second-screen que simplificam e reúnem lá dentro as principais funcionalidades que os fãs de um programa valorizam e usam.

– Fale-me então sobre o seu envolvimento neste projeto.

– Tratou-se da coordenação do projeto, numa equipa onde é graças a ela que tudo foi possível e que na RTP envolveu pessoas muito dedicadas e talentosas ao nível das auto-promoções e comunicação, do marketing, direção de programas e da área de sistemas. O triunvirato de sucesso ficou fechado com o desenvolvimento da app a cargo da InnoWave e do desenvolvimento de conteúdos feito pela produtora do programa, a EyeWorks.

– Foi preciso enfrentar um caminho muito duro para chegar até ao resultado final da 5i?

– O amadurecimento da ideia estava feito em 2013, mas só em finais de novembro nos foi possível arrancar. Foi uma maratona em contra-relógio. Quem trabalha na área mobile, ao saber disto perceberá certamente o que é em 13 semanas criar uma app nativa de raiz para iOS, Android e ainda criar uma marca e em paralelo desenhar, produzir e colocar na rua uma campanha de comunicação 360º.

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– Quais são as metas traçadas para a aplicação? Que objetivos pretende a RTP alcançar com o lançamento da 5i?

– O grande objetivo era chegarmos primeiro e com uma marca portuguesa. Conseguimo-lo. Queríamos desenvolver uma app second-screen do zero pois pretendemos alcançar o know-how, em vez de adquirir uma Framework já testada a um formato internacional onde seria apenas adaptar. Queríamos também que fosse feito num programa nosso, pois isso dá-nos liberdade para testar, incluir e retirar funcionalidades no programa e na app, que de outra forma, num formato internacional, nunca é tão fácil e célere. O objetivo agora é melhorar e aprender com o processo, para fazermos melhor cada nova app 5i.

– A aplicação está a ter uma boa aceitação por parte do público?

– Excelente! O feedback tem sido fantástico. Ou como dizemos na campanha, tem sido «incrível».

– Os jovens de hoje em dia não têm o hábito de ligar a televisão, muito por culpa das novas tecnologias (computador, tablet, redes sociais…). Acha que a 5i vai mudar isso?

– É um dos objetivos das apps de second-screen, devolver uma razão adicional para que faça ainda mais sentido ver o programa durante a emissão, e não em VOD.

– Desde 2009 que o 5 Para Meia-Noite é uma das grandes apostas da RTP na área do entretenimento. Na sua opinião, qual é o segredo do sucesso deste talk show?

– O segredo do 5 foi desde logo perceber em primeiro (foi o primeiro programa multiplataforma em Portugal) que a TV já não é apenas um programa, mas uma experiência, que tem de aproximar os fãs e espectadores ao formato e, neste caso, aos apresentadores. As redes sociais são excelentes plataformas de relação, e soubemos dar ouvidos ao que íamos recebendo nos emails e nas redes sociais; e criar um formato que desse voz às pessoas e as tornasse de facto um participante.

– O próximo programa a ser associado ao 5i será o concurso de talentos musicais The Voice Portugal, que estreia em março. Que novidades estão a ser preparadas?

– O The Voice é um formato magnífico, que tem tudo na sua génese concebido como um grande talent show interativo. Já na primeira edição usámos em força as redes sociais, e a produção em exclusivo de conteúdos para o digital foi maciça. É essa a razão, até, de haver uma Repórter V, que teve a Joana Martins a fazer um trabalho notável na primeira edição e acreditamos agora que a Laura Figueiredo irá cumprir com o legado. A app «5i RTP – The Voice» trará não apenas os conteúdos do programa para andarem connosco no «bolso», como há uma componente interativa que creio vai ser muito aplaudida e usada pelos espectadores do programa, até porque vai viver para além da emissão do programa… Em breve!

– Resumindo, o Ricardo é um verdadeiro adepto das tecnologias.

– É uma paixão com razão. Faz parte de um gosto nato pessoal e ao mesmo tempo é parte do meu trabalho. Mas mais do que as tecnologias em si, aquilo que mais me faz despertar a curiosidade é o que elas poderão impactar nas nossas vidas e no consumo de media – aquilo que elas nos permitirão fazer, aquilo que elas mudarão nos nossos hábitos e nos aproximarão uns aos outros. Não fico muito pensativo quanto ao novo iPhone 5S, mas já me alicia bastante pensar no que permitirá o iBeacon, que o mesmo traz, bem como o botão de reconhecimento da impressão digital.

– Para terminar: como avalia o atual panorama da televisão em Portugal?

– Não tem nada a ver com o que viveremos daqui a dez anos. A TV vai sofrer uma revolução como a que viveu o setor da música. Acredito, contudo, que conseguirá fazê-lo com menos impacto do que a imprensa o está a viver. Vão ser anos de transformação magníficos. Mas vai acontecer tudo muito rápido.

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Ricardo Tomé | Imagem: RTP
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