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A Entrevista

A Entrevista – Pedro Lopes

Destaque A Entrevista - Pedro Lopes

Destaque A Entrevista - Pedro Lopes

Estamos em dezembro e já passaram três meses desde a estreia de Sol de Inverno na SIC. Pedro Lopes, autor da novela, garante que «não podia estar mais satisfeito» com os resultados. Inicialmente estavam previstos 180 episódios e, agora, é altamente provável que chege aos 300.

Surpresas, bombas e muitas reviravoltas: são ingredientes dos próximos capítulos. Mas nós quisemos saber mais coisas… Como é o ritmo de escrita da novela? Quais foram as inspirações para a história? Que conclusões se podem tirar das audiências? As respostas são apresentadas já de seguida.

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– Pedro, já lá vão três meses desde a estreia de Sol de Inverno. Está satisfeito com os resultados?

– A expectativa foi sempre muito alta, mas ao fim destes meses todos de trabalho não podia estar mais satisfeito. A história continua com muita energia, conseguimos desenhar bem os personagens e temos a sorte de trabalhar com uma grande equipa que tem acrescentado valor ao projeto.

– Como é o ritmo de escrita da novela?

– Escrever uma novela é sempre intenso. Há é que pensar rápido, porque temos de entregar seis episódios por semana, mas estou habituado a esse ritmo de trabalho.

– Atualmente, quantos episódios estão previstos?

– É possível que chegue aos 300 episódios, mas ainda não é certo.

– O enredo de Sol de Inverno é considerado um «Romeu e Julieta» dos tempos atuais. Quais foram as suas principais inspirações?

– Para mim esta novela é sobre duas mulheres que têm uma profunda admiração, e mesmo amor, uma pela outra, mas que em determinado momento há uma quebra de confiança e esse amor transforma-se num ódio visceral. O romance entre Salvador [Pedro Sousa] e Matilde [Victoria Guerra] também é muito importante na novela. Mas mais do que um Romeu e Julieta, é uma história sobre dois jovens que põem o amor à frente de outras prioridades, o que não é comum na geração deles – em que tudo o resto vem primeiro, em que há um individualismo tão grande que as relações perderam a importância.

– Acredito que não tenha sido nada fácil reunir um elenco de luxo, com nomes tão sonantes como Rita Blanco, Maria João Luís, Rogério Samora, entre outros. Estou certo?

– Quando os projetos agradam aos atores torna-se tudo muito mais fácil.

– Tem-se surpreendido com as performances dos atores? Algum em especial?

– Não vou dizer que me surpreende, porque os conheço e sei que Sol de Inverno tem um dos melhores elencos de sempre. Mas é maravilhoso ver como se apoderaram dos personagens e lhes deram vida.

Cita%25C3%25A7%25C3%25A3O2 A Entrevista - Pedro Lopes– A personagem de Rita Blanco vai sofrer uma grande reviravolta ao descobrir que tem uma doença grave. Que outras bombas está a preparar para a história?

– As surpresas devem ser constantes, ainda vão acontecer muitas outras (mas é segredo)…

– Diariamente, Sol de Inverno luta taco-a-taco com Belmonte. No que toca às audiências, as duas novelas andam sempre muito perto uma da outra. Acha que este cenário vai continuar assim?

– As audiências dependem de muita coisa, não é só do próprio programa, mas do horário em que entra, da duração do intervalo, do programa que vem antes e do que irá ser emitido depois. Há uma série de fatores (uns internos e outros externos à própria novela), mas eu espero que os bons resultados se mantenham, e, se possível, venham a subir ainda mais.

– E o que tem a dizer sobre a alteração na grelha de programação da TVI, que passou a incluir Casa dos Segredos – Diário da Noite?

– Os resultados têm estado muito estáveis. Julgo que essas experiências na grelha da TVI não tiveram impacto na nossa novela.

– Suponha que eu não gosto mesmo nada de assistir a novelas. O que diria para mudar esta atitude?

– O preconceito contra as novelas não faz sentido. Há boas e más novelas, boas e más séries, bons e maus filmes. Os formatos e os géneros não devem, nem podem, ser hierarquizados, por isso o que diria a quem faz uma afirmação dessas é que devia ter abertura de espírito.

– Que avaliação faz de apostas recentes da concorrência (Belmonte e Os Nossos Dias, por exemplo)?

– Eu acho muito interessante a aposta que as estações têm feito na ficção. E o resultado tem sido claramente positivo, a ver pelas audiências. Mas, ao mesmo tempo é importante esta aposta porque contribui para o desenvolvimento de uma indústria que se quer forte e que pode contribuir positivamente para a economia do nosso país.

– A crise reflete-se de forma acentuada na ficção?

– Todos sentimos o efeito da crise, mas a criatividade tem de combater a falta de dinheiro. Os orçamentos que temos em Portugal para fazer novela chegam a ser dez vezes menores que em outros países, mas, mesmo assim temos sido reconhecidos internacionalmente, o que mostra a qualidade do trabalho que se faz por cá.

– Para finalizar… Sol de Inverno é novela para receber uma nomeação para os Emmy?

– Devemos procurar a excelência em tudo o que fazemos. Se vai ser nomeada ou não, nunca se sabe, mas devemos esforçar-nos para que seja internacionalmente reconhecida a qualidade do que fazemos na SP Televisão.

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