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A Entrevista

A Entrevista – Marisa Liz

Destaque Marisa Liz A Entrevista - Marisa Liz

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Lutadora desde cedo, Marisa sempre quis fazer carreira no mundo da música. Participou em vários concursos de televisão, destacou-se nas bandas juvenis Popline e Onda Choc, mas também viveu na pele toda uma história de sucessos e insucessos que a ensinaram o valor da palavra persistência. Em 2003, tornou-se vocalista do grupo Donna Maria, com o qual gravou dois discos. Mas o grande boom estava reservado para o projeto Amor Electro, a quem se juntou em 2010. A partir daí a Máquina não parou mais.

Marisa Liz abraça agora um novo desafio profissional, como mentora do The Voice Portugal. Determinação e garra são as palavras que melhor a definem. «Quando eu quero alguém, realmente é difícil calar-me. Mas acho que isso já não tem a ver comigo, tem a ver o facto de ser mulher», confessou a cantora ao A Televisão.

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1 A Entrevista - Marisa Liz

– Marisa, bem-vinda! Até agora, que balanço faz do The Voice Portugal? O programa está a corresponder às expectativas?

– Está a correr muito bem. O programa tem um formato muito interessante, que te faz lembrar um bocadinho os tempos antigos da rádio, onde tu conhecias os artistas pela voz, e não por outra coisa qualquer. Só depois quando te tornavas fã é que vinham os discos com as fotos e essas coisas todas, e isso dá-me alguma nostalgia. Bem, eu estou a gostar muito de estar com os meus colegas do The Voice. Apesar de sermos pessoas diferentes, com estilos musicais bastante diferentes, apercebi-me e sei que todos levamos o trabalho muito a sério e de uma forma honesta. E eu acho que o conceito do programa é interessante. Claro, há coisas que para mim musicalmente também não são muito fáceis, porque ouvires mais de 120 pessoas e só teres 16 lugares na tua equipa, torna-se às vezes muito injusto. Por mim, carregaria no botão mais do triplo das vezes que tive a possibilidade de carregar, porque senão ao fim do primeiro dia já tinha a minha equipa completa. Mas estou a gostar muito da experiência.

– Demorou muito tempo a aceitar o convite da RTP para integrar a equipa do The Voice?

– Não foi uma resposta imediata da minha parte ao aceitar este convite, porque queria saber muito bem onde me estava a meter, e gostava de perceber se eu realmente tinha alguma coisa para dar a estes concorrentes ou não, porque a minha intenção não é ser professora ou ensinar (até porque não o sou). Portanto, é partilhar as experiências que eu tenho tido ao longo de tantos anos de música e ajudá-los no máximo que conseguir. E aceitei também por partilhar o mesmo objetivo que eles, que é um sonho na música. Para mim está a ser um prazer muito grande poder ajudar no máximo que eu puder, com as minhas fragilidades e fraquezas (como tenho, como toda a gente as tem). Espero não cometer muitos erros, e dar o meu melhor, para que eles possam ter uma carreira como eu tenho.

– Como é ser a única mulher no grupo de mentores? Os seus colegas dão-lhe muitas dores de cabeça?

– Eles a mim não me dão, eu é que dou dores de cabeça a eles. Nós brincamos muito com isto, mas a realidade é: eles já estão aqui de uma forma, que… [pausa] Bem, eles formam um complô contra mim. Não sei bem porquê, se calhar sentem-se assustados, não sei. Eu estou sempre a dizer estas coisas também para os picar, como é óbvio. Sei que eles ao início não ficaram muito contentes pelo facto de eu ter muitos concorrentes a escolherem-me, porque eu quando quero alguém, realmente é difícil calar-me. Mas acho que isso já não tem a ver comigo, tem a ver o facto de ser mulher. E torna-se engraçado a junção dos três para me conseguirem aniquilar, porque eu acho que eles ficam mais felizes quando eu perco. Mesmo que um deles não ganhe, eles preferem que o concorrente vá para outro do que vá para mim. Epá, e isso diverte-me, basicamente. Eu acho piada.

– Vamos lá tentar perceber: a Marisa tem bom ou mau perder? Fica aborrecida quando não é escolhida pelos concorrentes?

– Opá, fico aborrecida. Ninguém gosta de perder! Eu fico aborrecida porque quando eu quero muito um concorrente, é porque eu quero muito trabalhar com ele; já tenho ideias na minha cabeça, que músicas é que podemos explorar, e queria ter um contacto artístico com essa pessoa. Fico triste, mas depois passa-me. A vida é assim! Tu consegues umas coisas, outras não, e tens que andar para a frente. Não podes estar a pensar naquilo que não aconteceu. Ai, queria tanto esta pessoa e não ficou comigo. Não, a sensação não é essa. E eu, nos concursos em que participei, nem pensava em ganhar, eu queria era cantar. E esse era o meu único objetivo. Mas se me perguntares se eu fico triste, acho que isso todos irão responder o mesmo. Ninguém fica contente quando quer muito um concorrente e ele não o escolhe. Mas é giro tu teres o outro lado e ficares na «batata» dos concorrentes, isso é giro.

– Que tipo de voz ambiciona na sua equipa?

– Eu gostava de ter, e acho que tenho na minha equipa, artistas. Não estou à espera, nem me interessa que haja na minha equipa pessoas que estão à procura de fama, ou que querem aparecer na televisão para os amigos os verem. Quero que a minha equipa seja formada por pessoas que têm um objetivo musical, e que querem fazer coisas diferentes na música. Para mim, uma grande voz não é tu teres um grande timbre vocal, o importante é que tipo de notas tu consegues atingir. Tu podes ter uma grande voz e não saberes o que é que hás-de fazer com ela, ou ter uma grande voz e isso não passar nada. Há tantas vozes já conhecidas no mundo inteiro, tanto cá dentro como lá fora, que têm uma força vocal tão pequenina, mas que passam tanta coisa. Portanto, eu acho que um bom cantor e uma boa voz é aquele que consegue passar emoções e mensagens através do instrumento que possui. E é aí que que a magia acontece. Resumindo, a minha opinião em relação àquilo que é uma grande voz, se calhar é um bocadinho diferente.

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– «Nem me interessa que haja na minha equipa pessoas que estão à procura de fama». Suspeita de alguém com esse perfil na sua equipa?

– Isso ainda não posso dizer, porque não conheço as pessoas, mas na minha equipa não me parece que eu tenha ninguém com esse perfil. Esse tipo de coisas só é visível mais para a frente, porque agora ainda está tudo muito inicial. E é muito giro quando tu apareces uma, duas, três, quatro vezes na televisão. Depois quando te começas a aperceber que é preciso muito trabalho para as coisas acontecerem, é aí que tu começas a separar as águas, basicamente. Hoje em dia, todos eles dizem que querem ter uma profissão na música, e querem viver disto. Agora, do dizer ao fazer, vai uma distância muito grande. Mas há muitos concorrentes que me têm surpreendido, no sentido que eu tenho plena certeza que eles querem mesmo isto, e que vão trabalhar o que for preciso para o atingir, e para fazerem a melhor música possível. O importante é transmitires alguma coisa, e para isso é preciso dedicares-te a 100%, seres sincero naquilo em que estás a fazer, e trabalhar muito.

– Já ficou muito arrependida por não ter carregado no botão?

– Fiquei arrependida porque também me custa muito ver as expressões das pessoas. Há tanta gente com talento, a realidade é esta. E se estamos num país tão pequenino, e se há tanto talento cá dentro (não só na música, como em tantas outras áreas), não é necessário ir lá fora para encontrar o melhor dos melhores. Os melhores estão cá! E torna-se difícil, por isso é que eu digo: «Desculpa não ter carregado», porque é sempre uma indecisão muito grande quando tu estás a dizer «não» a uma pessoa que até canta bem. Quem é que somos nós para o fazer? Eu não tenho cinquenta lugares para pôr na equipa, tenho dezasseis, e sinto-me tão mal humanamente por estar a tirá-los daquela experiência. Muitas vezes fico sensibilizada com isso, e também tento dizer-lhes que se calhar foi um erro, para eles também não se irem a baixo. Simplesmente tu tens pessoas que são boas, mas pronto, houve ali alguma coisa que não te tocou. E isto é muito difícil de dizer. Eu se estivesse no lugar deles era muito difícil ouvir também. Mas já me arrependi de ter virado em alguns e já me arrependi de não ter virado noutros.

– Miguel Correia, o rapaz que cantou um tema de Pedro Abrunhosa, não passou à fase seguinte e isso gerou uma grande revolta nos telespectadores. Como reage às críticas e comentários menos positivos?

– Eu não estou muito por dentro daquilo que se tem dito ou não, até porque é impossível tu teres uma opinião que agrade a toda a gente. E se calhar, se escolhesses, tinhas opiniões contraditórias a dizer que aquilo não é o Chuva de Estrelas ou não sei quê. O Miguel tem um timbre muito bom… A única questão é a seguinte: eu gostaria que ele tivesse ido cantar outra música, porque ele tem um timbre parecido com um artista que já existe – e que não só existe, como é reconhecido no país inteiro. E cantar a música dele torna-se muito complicado, e torna-se mais uma imitação do que uma interpretação. Enfim, o The Voice tem um conceito um bocadinho diferente (não é um bocadinho, é muito). Tu estás à procura de vozes que não te façam lembrar ninguém em particular, vozes que sejam diferentes. Pareceu-me demasiado uma imitação, claramente, e parecendo uma imitação, eu não consegui perceber até que ponto é que depois ele iria cantar outras coisas, e o que é que iria funcionar ou não.

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– As audiências do The Voice têm sido bastante positivas. Acha que o programa vai chegar ao primeiro lugar da tabela?

– Eu espero que chegue, muito sinceramente [risos]! Eu espero que este programa reúna muitas famílias ao domingo à noite para puderem ver estes grandes talentos que têm aparecido no The Voice. Se queres que eu te seja muito sincera, o meu objetivo ali não passa tanto por aí, passa por fazer o melhor trabalho possível e ajudar os concorrentes. Como é óbvio, o facto de tu teres muitas audiências, ajuda a que os concorrentes também tenham mais pessoas em Portugal a vê-los. Portanto, eu gostava muito que o The Voice ganhasse as audiências, e que a RTP, sendo um canal do estado (e que todos devemos apoiar) conseguisse liderar; e que não só os tempos da rádio voltassem, como os tempos da RTP também. Mas isso é a decisão de cada um, e é a liberdade de cada um, de escolher aquilo que quer ver. Agora, eu acho que nós temos um programa de grande qualidade para apresentar, que merece todas as audiências e mais algumas.

– Muitos dos talentos que são revelados neste tipo de concursos acabam por cair no esquecimento. O que me diz sobre esta situação?

– Quando tu tens um sonho e o queres seguir, primeiro tens de sonhar e depois tens de fazer alguma coisa por isso. Não basta dizeres que tens um sonho, e que por acaso aquilo não aconteceu. Também é preciso o fator sorte, e é preciso o fator tu teres uma equipa à tua volta que acredite em ti e que te diz tudo. Mas já houve muitos talentos saídos destes programas que ainda são conhecidos hoje em dia. Tens o caso do João Pedro Pais, da Sara Tavares, da Sandra (vencedora do Ídolos, que agora dá pelo nome de Jahde), do Filipe Pinto… Tens alguns casos em que as coisas resultaram, e tu aí notas que há um grande trabalho por parte dessas pessoas, e que há uma grande insistência para que as coisas resultem. Mas há coisas que tu não podes controlar, sabes? Por exemplo, nós, como Amor Electro, fizemos um primeiro disco que foi muito bem recebido pelo público, e não é por causa disso que as coisas se tornaram mais fáceis. Tu tens que estar constantemente a tentar evoluir, tanto como pessoa como musicalmente, para as coisas não caírem no esquecimento e para tentares mostrar a tua música.

– Na sua opinião, o que poderá ter contribuído para o sucesso dos Amor Electro?

– Muita coisa. A junção dos quatro (minha, do Tiago Pais Dias, do Ricardo Vasconcelos e do Rui Rechena) foi muito importante para todos. Nós éramos e somos realmente muito amigos e, independentemente da música, estamos muitas vezes juntos. Todos tínhamos projetos diferentes e chegámos a uma altura da nossa vida que percebemos: íamos tocar com os amigos, e se éramos todos tão amigos (e todos músicos), porque não fazer uma banda? Nós apoiamo-mos muito uns aos outros, não temos grandes guerras de egos (nem grandes, nem pequenas) e estamos todos vincados no mesmo objetivo. Nós nunca tivemos enquanto banda, nem eu enquanto pessoa, aquela questão de Epá, nós queremos vender não sei quantos discos e queremos ser conhecidos no mundo inteiro. Aquilo que nós queremos fazer é música, queremos viver da música! E como é óbvio, ambicionávamos que a maior parte das pessoas conhecesse a nossa música, e isso aconteceu com muito trabalho e com muita dedicaçao. Mas há aqui uma coisa fundamental que eu acho que é preciso para toda a gente: sorte. Acho que também tivemos muita sorte.

– Relativamente às suas ambições para o futuro, até onde gostaria de chegar como artista?

– Aquilo que nós (Amor Electro) queremos é manter o nosso lugar na música portuguesa. E uma coisa é clara: vamos ser sempre sinceros e honestos na música que fazemos, porque levamos o nosso trabalho muito a sério. Mas não nos levamos nada a sério (e ainda bem, porque senão era um problema). Eu não quero ser realmente dona de nada. Eu quero é fazer música, quero cantar, e ter espaços para o poder fazer. Ter oportunidades para gravar discos, para cantar ao vivo, que as pessoas gostem da nossa música, que a nossa música acompanhe a evolução da vida das pessoas, assim como da nossa. E possivelmente, se der, mostrar não só em Portugal, mas fora de Portugal que a cultura portuguesa está viva e que há muitos estilos musicais que se praticam cá. E acho que há muitos mercados que nós, não só Amor Electro, mas os artistas portugueses mereciam entrar. E mereciam ser reconhecidos por isso também. Portanto, o nosso objetivo é o mundo, mas se o mundo não der, nós não ficamos tristes por isso. O nosso objetivo real é fazer música. Desde que nos deixem fazer música, a malta fica feliz.

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– Fora do palco e dos ecrãs, como é a Marisa Liz?

– Fora do palco, sou uma pessoa normal [risos], como toda a gente. Eu às vezes até costumo brincar com isso, quando vou para cima do palco quase que é o meu alter-ego. No palco sinto-me uma figura de banda desenhada onde posso vestir sempre o meu papel, porque entretenho as pessoas relativamente àquilo que eu sou enquanto pessoa e às experiências que tenho. Mas também tenho a possibilidade de vestir roupas e de encarnar personagens que me dão outra força e outra convicção. Fora do palco, sou uma pessoa completamente normal. Gosto muito de estar em casa com os meus amigos, de estar com a minha família. Não sou muito de festas e dessas coisas… Sou mais caseira nesse sentido. Também gosto muito de apreciar aquilo que está à minha volta, a nível cultural. E dou realmente muita importância às relações humanas que tenho na minha vida, que são a prioridade sempre e as mais importantes.

– O nascimento da sua filha, Beatriz, mudou muito a sua vida?

– Como é óbvio, com o crescimento há muita coisa que em ti se altera, aliás, toda a gente diz isso antes de tu seres mães ou de tu seres pai: «Quando tiveres um filho, vais ver como é». Mas enquanto tu não és, ficas um bocado farto desta conversa. Sim, já sei que ser pai e ser mãe é outra coisa completamente diferente… E depois apercebes-te que isso é a realidade, que o egoísmo que é inerente ao ser humano fica bastante menor. Olha, outra coisa: raramente fico doente, por exemplo, que é algo que acontece muito aos pais. Simplesmente já não tens muito tempo para ficar doente, porque a tua prioridade é outra, e não te deixas levar por alguma coisas (e quando eu digo «doente», estou a falar daquelas doenças lights, como é óbvio). Não estou a dizer que agora não fico doente, que não apanho nada, isso é impossível. Deus queira que não, mas pronto! E há muitas coisas que mudam, o teu dia-a-dia muda, a maneira como tu geres o teu tempo é completamente diferente, e os objetivos também se vão alterando.

– Consegue gerir bem a projeção mediática?

– Sinceramente, acho que passo muito despercebida. Eu não sou uma mulher que se arranja assim ao alto nível para sair de casa, sou muito simples. Às vezes, as pessoas nem acreditam que é a mesma pessoa [risos]. Mas eu continuo a ir ao supermercado e faço as minhas coisas normalmente, até porque não consigo deixar de as fazer, porque senão ia-me sentir um bocadinho alienada daquilo que se passa. Claro que há dias que tu se calhar estás com menos paciência, porque acordaste assim um bocadinho maldisposto; ou então tens três borbulhas na cara e só te apetece passar despercebido. E esses dias quando tu tens esta profissão são um bocadinho mais delicados, mas não é por causa disso que deixo de fazer a minha vida e que deixo de agradecer o carinho que me dão. Era muito pior ou triste se aquilo que me tivessem para dizer fosse negativo. Por isso é que também temos muito o cuidado depois dos concertos tentar dar sempre o máximo de autógrafos que conseguimos, tirar as fotos todas que houver para tirar, porque se não for o público, e se nós não formos gratos a isso, a tua música não vai ser ouvida, basicamente.

– Se pudesse ser A Voz de Portugal por um dia, o que diria aos portugueses?

– Sei lá, eu tenho muita coisa para dizer, porque eu falo para caraças [risos]. Não sei bem, eu acho que é realmente não baixar os braços, lutarmos por um povo que já foi tão grande… Nós temos a nossa vida nas mãos, e temos que lutar por isso. Apesar de tudo, os valores têm que ser muito bem organizados. Neste momento, no nosso país, há muita nuvem negra na cabeça de muita gente, o que não te deixa sonhar nem andar para a frente. É muito importante nós distinguirmos o certo do errado, o fazer mal do fazer bem, respeitar e ajudar o próximo. Eu acho que há uma grande falta de união, no verdadeiro sentido da palavra. E eu falo contra mim, que também falo muito, e às vezes vamos fazer isto e vamos fazer aquilo, e depois na realidade há muita coisa que fica por fazer. Mas tudo é possível. No entanto, só é possível tu alterares alguma coisa quando tu acreditas que é possível de alterar. Se começarmos a fazer esse exercício de sermos melhores para nós e para os outros, eu acho que muita coisa se começa a modificar.

– Vou então terminar a entrevista com uma pergunta cliché… Considera-se uma mulher feliz?

– Sim, posso dizer-te que sim. Tenho muita sorte na vida que tenho. Tenho uma família brutal, tenho amigos que são amigos, faça o que eu amo – com as pessoas que eu acredito que o fazem pela mesma razão. Portanto, há sempre coisas a alterar, mas não me posso queixar de maneira nenhuma. Sou uma mulher feliz, sim.

Mensagem de Marisa Liz:

https://www.youtube.com/watch?v=sem9yrG95NE

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