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A Entrevista – Luís Cunha Velho

Luis Cunha Velho A Entrevista - Luís Cunha Velho

Luís Cunha Velho, que assume a Direção-Geral da TVI desde dezembro de 2012, faz o balanço de 2016 e antecipa já as lutas do próximo ano em entrevista exclusiva ao site A Televisão. E se a novela A Única Mulher veio revolucionar a forma de fazer ficção em Portugal, outros projetos continuarão a colocar a estação de Queluz de Baixo na linha da frente. «Os telespectadores estão no nosso lado e as audiências dizem isso diariamente», afirmou.

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A Impostora acaba de estrear na antena da TVI. É mais uma grande produção do canal?

É verdade. A Impostora vai a locais onde nunca tínhamos ido. É uma grande produção mas acima de tudo tem dois ou três aspectos que me parecem fundamentais. Primeiro, a novela tem um elenco fantástico. Segundo, é uma grande história e o terceiro ponto que me parece que vai ressaltar é que tem uma linguagem diferente daquela que estamos habituados a ver.

Está reunido o melhor elenco alguma vez conseguido na ficção da TVI?

Aquilo que nós tentamos fazer quando temos uma história na mão é escolher os melhores atores para os papéis. Essa é a nossa preocupação em todas as ficções. E eu julgo que nesta ficção encontramos o melhor dos dois mundos, ou seja, temos uma boa história, um grande elenco e uma grande representação. Temos momentos na novela extraordinários. Toda a narrativa é extraordinária e depois temos estes atores a representar. A Dalila representa dois papéis, quiçá três…

Quiçá três?

[Risos] Em determinada altura a Verónica troca de identidade, por isso, é que disse quiçá três [risos]. Mas há imagens extraordinárias. A cena do aeroporto é brilhante. É uma cena forte mas há muitas mais! Estou muito feliz enquanto Diretor-Geral da Plural e da TVI. Muito feliz.

A novela estreou sem horário definido. A Única Mulher tem força suficiente para enfrentar a nova aposta da SIC, Amor Maior, caso se mantenha no primeiro horário?

Somos diariamente avaliados pelos telespectadores quando nos chegam as audiências. Confiamos muito e muito em A Impostora. Temos um grande produto!

Não é um risco elevado emitir uma novela já totalmente gravada?

A novela foi pensada para estrear em setembro. Isto porquê? Foi uma novela complexa. Complexa de fazer e por aquilo que aconteceu com o falecimento do grande ator Nicolau Breyner, do qual presto aqui uma sincera e justa homenagem. Para a eternidade ficarão as últimas cenas que o grande Nicolau Breyner fez. Mas independentemente disso, acho que toda a narrativa é de uma beleza e de um encanto, é diferente! Não estou a ser tendencioso, estou a ser realista. A Impostora é diferente daquilo que temos no ar mas também é esse um dos nossos objetivos, isto é, encontrar coisas diferenciadoras que possam cativar os telespectadores.

Podemos esperar uma grande homenagem a Nicolau Breyner na própria história? 

Sim, mas o Nico não precisa de “sair em grande” porque está cá. O Nicolau Breyner foi o impulsionador da ficção em Portugal e, passado alguns anos, teve um grande seguidor que foi o José Eduardo Moniz. Apostamos na ficção numa altura em que se fazia pouca. Foi uma aposta enorme do canal TVI da Media Capital. Apostou-se fortíssimo. Chegou-se a transmitir mais de mil horas por ano de ficção. Estamos agora também a emitir muita ficção mas esta tem evoluído. Ver hoje uma novela e ver aquilo que fizemos há dez anos, é uma evolução enorme! Criámos um leque de atores brutal. Tivemos dez anos no ar a série Morangos com Açúcar que foi a maior escola, exportámos atores internacionais. Estou-me a lembrar da Daniela Ruah.

E novelas também. Hoje em dia, é possível ver a ficção portuguesa espalhada pelo mundo. 

A Única Mulher veio revolucionar duas coisas que a mim parecem extremamente importantes e que não podem ser esquecidas. Primeiro foi a coragem que o canal e a Plural tiveram em colocar atores não brancos a serem protagonistas. Normalmente, havia medo. Aqui houve uma aposta direta e objetiva. Porquê? Porque nós somos um país aberto a todas as culturas e nós tínhamos, enquanto canal privado, a obrigação de o fazer. Fizemos e fomos um dos primeiros a fazer. A outra coisa é que estamos a fazer ficção continuada e isso permitiu que a novela fosse mostrada em grande parte do mundo, não só África. Estamos a levar a cultura portuguesa, as histórias portuguesas que deixaram de ser só portuguesas para passarem a ser mais universais, para mercados e países onde era extraordinariamente difícil de entrar. Estamos a tentar mostrar que temos o que de melhor se faz em Portugal e que é reconhecida internacionalmente.

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Quase dois anos depois, e em exibição a terceira temporada, esperaria que A Única Mulher registasse, em alguns dias, audiências superiores a um milhão e 500 mil telespectadores? 

A narrativa da primeira temporada é diferente da segunda temporada e a segunda diferente da terceira. O tronco principal é o mesmo mas estão criadas histórias fechadas que começam e acabam. A narrativa é diferente e só mostra que estamos mais uma vez a inovar e que os telespectadores estão no nosso lado e as audiências dizem isso diariamente. Sempre acreditámos no produto e, repare, a novela é líder no horário. Os portugueses continuam a preferir o canal e eu fico muito grato aos portugueses e aos anunciantes que nos permitem fazer esta novela.

Os anunciantes são também parte importante na produção de ficção. 

Muito importante. Se não fossem eles, para um canal privado como nós somos, não teríamos a ficção com a qualidade que estamos a fazer atualmente.

A Ana Sofia Martins, que se estreia como atriz em A Única Mulher, é uma aposta ganha da TVI?

Sim! A Ana Sofia é uma cara jovem e tinha todos os ingredientes para que numa história como é A Única Mulher estivesse a brilhar como está juntamente como os outros atores, evidentemente.

Outra produção da TVI foi Massa Fresca que acaba de terminar em antena. Podemos esperar uma segunda temporada? 

Ainda é prematuro.

Mas a série correspondeu às expectativas?

Completamente! Massa Fresca correspondeu às expectativas e correspondeu mais ainda nos targets comerciais. É o produto que apanha públicos novos e apanha os ABCD’s 15-54 que são realmente o target comercial mais importante para canais como nós.

As audiências foram as esperadas?

Excelentes! Repare, quando a ficção é pensada para determinados horários, quando ela é trabalhada com amor e paixão como todos os produtos da Plural são feitos, dificilmente não são reconhecidos. Nós escolhemos os melhores produtos para as faixas [horárias], escolhemos o melhor elenco para as personagens. Preocupamos-nos com a música, com o look e com a cenografia. Preocupamos-nos com esses pequenos detalhes que são grandes também. Pequenos para os telespectadores mas grandes para o audiovisual do produto que se apresenta. Eu fico muito grato por isso!

A ficção da TVI está no caminho certo?

Sinto que a ficção da TVI está no caminho certo. Sinto que a TVI está a apostar em coisas diferenciadoras. Sabe, nós temos uma premissa que é a seguinte: “Nunca estamos conformados!”. Tentamos sempre a diferença e pensando diferente é pensar mais à frente. Esse é o nosso objetivo! É tentar encontrar produtos que sejam diferenciadores e que tragam coisas novas à antena.

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Um dos grandes trunfos da ficção para 2017 é o regresso de Diogo Morgado à TVI.

A TVI e a Plural gostam de fazer as coisas com tranquilidade. Tentamos encontrar sempre os melhores para os produtos que nós achamos que são os ideais.

A contratação de Diogo Morgado é a resposta à saída de Sara Matos e Albano Jerónimo para a SIC?

Não, não! Nós respeitamos muito a concorrência, toda ela, e tem sido esse o objetivo ao longo de toda a vida que estou no canal, que é desde o início. Fazemos é o nosso trabalho de casa calmamente, sem ondas, sem perturbações e as coisas vão acontecendo. As coisas acontecem. O Filipe (Duarte) não fez Belmonte? Se precisamos de alguém? Então vamos falar com ele.

É uma TVI a surpreender os telespectadores?

É o que nós queremos! Nós temos que encontrar sempre soluções. Somos um canal privado, não temos subvenções estatais, vivemos da publicidade e dos nossos anunciantes e temos que encontrar conteúdos que satisfaçam não só os nossos anunciantes para que possamos emitir produtos, como ainda os nossos telespectadores.

Outra novidade para breve é a mini-série Jacinta. 

A Coral Europa está a fazer uma mini-série que assinalará as comemorações do centenário das aparições de Fátima. É uma série que a Coral nos propôs, toda a produção é Coral e nós estamos muito satisfeito por esta estar a produzir a série Jacinta.

Além deste projeto, outras duas novelas estão também em pré-produção. A máquina não pode parar? 

A máquina, evidentemente, não para. Eu lancei o canal em 1993 e um dos administradores na altura disse-me “Bom, abrimos o canal e isto agora nunca mais para”. A máquina não pode parar! Temos é que trabalhar os produtos, os consumos, perceber o que é que o telespectador quer, encontrar o que de melhor se faz no mundo e tentar sempre inovar naquilo que somos bons a fazer que, neste caso, é a ficção.

Estas duas novelas e a mini-série só estrearão em 2017?

Em princípio sim mas tudo está em aberto.

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A estratégia de dividir a ficção por temporadas é para continuar?

O futuro da ficção da TVI passa por continuar a inovar, a arriscar, a criar coisas novas e a ser pioneira como sempre foi. Eu não lhe posso dizer que não venha a fazer isso mas também não lhe posso dizer que vou fazer isso. Depende do produto, do momento, da situação, depende de tudo. A ficção portuguesa, como sabe, começou há muitos anos na RTP e a TVI deu um impulso gigante à ficção.

Que se traduziu, entre outros coisas, na formação de atores 

Ajudámos a formar uma nova geração de atores que hoje dão cartas não só em Portugal como no estrangeiro. Portanto, aquilo que nós fazemos é continuar a apostar em atores novos que depois crescem. Criamos gerações de atores e estamos muito felizes com a ficção.

Massa Fresca veio recuperar o laboratório de atores que a série Morangos com Açúcar teve durante os seus nove anos de antena? 

Eu não diria um novo laboratório até porque Massa Fresca é muito mais abrangente e aberta do que os Morangos com Açúcar. Os Morangos foram uma grande marca e Massa Fresca é uma grande marca. Estamos a descobrir novos atores e a encontrar novas caras que estão a ter um desempenho extraordinário. Aquilo que nós precisamos é encontrar as pessoas certas para os papéis certos e ter grandes histórias.

Vão haver novas apostas na ficção, entretenimento e informação. Acredita numa liderança mais consolidada em 2017?

Uma coisa que se esqueceu! Nós também temos futebol. No início tivemos a Taça de Portugal, os dois últimos jogos de preparação de Portugal para o Euro 2016: um jogo em Inglaterra e outro cá. Transmitimos ainda o Portugal vs Gibraltar, o jogo sub 21 com Israel. Vamos ter ainda mais jogos.

Mas nos últimos anos a TVI perdeu a Liga dos Campeões e a Taça da Liga para a concorrência.

A cada momento devemos encontrar os produtos certos e é isso que nós fazemos. Neste momento, a nossa aposta é aquilo que estamos a emitir: grande entretenimento, boa ficção e boa informação que é líder também. Nós somos líderes há dez anos e isso é um trabalho que não se faz de ânimo leve! Temos que trabalhar todos os dias, estar atento todos os dias e não podemos estar conformados. E isso só se faz com trabalho e respeito para com a concorrência.

É bom ter concorrência?

É muito bom! É importante que nós percebamos o que os outros fazem para fazermos ainda melhor.

Muito Obrigado! 

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david.soldado@atelevisao.com

 

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