A Entrevista

A Entrevista – Hugo Costa Ramos

Ele é jovem, ele é ator, ele tem tudo para ser um talento promissor. Hugo Costa Ramos viveu 22 anos no Algarve, mas mudou-se para Lisboa em busca de formação. «No início não foi fácil lidar com um meio que desconhecia por completo, mas a vontade de aprender falou mais alto», revelou ao A Televisão.

Depois do inesquecível Tó Neves em I Love It, o ator já se encontra a trabalhar noutro novo personagem que acreditamos irá surpreender, Telmo Cavaleiro. Diferente de todos os que já representou até agora, Telmo irá surgir na próxima novela da TVI – Mulheres. Mas há mais… Hugo Costa Ramos está também em cena no Teatro Armando Cortez (Casa do Artista), com o espetáculo A Roleta.

Conheça aqui a página oficial de Hugo Costa Ramos.

– Quem é o Hugo Costa Ramos? Apresente-se aos leitores do A Televisão.

– Sou uma pessoa muito empenhada e lutadora. Tento dar o meu melhor em tudo o que faço, quer a nível pessoal ou profissional. Comecei no teatro na Casa da Cultura de Loulé (Algarve); depois vim viver para Lisboa, onde complementei a minha formação; e tive formação com vários professores, como Ávila Costa, Bruno Schiappa, entre outros. Nos últimos anos tenho tido a possibilidade de trabalhar em televisão, cinema e em teatro.

– Lutou muito para conseguir trabalhar nessas áreas?

– Tive de fazer escolhas. Deixei de viver em Quarteira (local onde cresci), «deixei» os amigos de infância, a família. Queria fazer formação para ser ator, esse era o meu objetivo. No início não foi fácil lidar com um meio que desconhecia por completo, mas a vontade de aprender falou mais alto. Hoje em dia estou mais tranquilo. Até agora tem valido todo o esforço e estou certo que continuará a valer.

– Os seus familiares e amigos apoiam esta «aventura» no mundo da representação?

– A minha família sabe o esforço que tenho feito nos últimos anos. Poder contar com o apoio deles é o mais importante para mim. Sei que sentem orgulho em mim.

– Infelizmente, quem vive no Algarve e quer construir uma carreira artística, tem mesmo que se mudar de «armas e bagagens» para outros pontos do país, como Lisboa ou Porto. O que me diz acerca desta situação?

– Eu nasci em Lisboa mas cresci no Algarve, em Quarteira, onde vivi 22 anos. Adoro a cidade, costumo dizer que é lá que quero viver quando for mais velho, mas o Algarve vive muito só na época de verão, muitos negócios estão fechados no inverno. Isto faz com que as pessoas que lá vivem tenham de arranjar alternativas. Infelizmente não é apenas a cultura que está menos «desenvolvida» no Algarve.

– Então, começou a fazer teatro em Loulé, mas sentiu a necessidade de seguir outros rumos.

– Eu comecei a fazer teatro em Loulé, mas senti essa vontade de aprender mais. E, como não tinha opções no Algarve, vim para Lisboa de «armas e bagagens» e com muita vontade de aprender. Mas pronto, o pouco apoio que é atribuído à cultura, continua a ser mais focado nas grandes cidades, Lisboa e Porto.

– E esse pouco apoio acaba por afetar muito a profissão de ator. Como lida com a ansiedade de poder não ter trabalho no mês que vem?

– Neste momento poucas são as profissões que não vivem uma incerteza no nosso país, infelizmente. A profissão que escolhi não é fácil, é verdade, tenho de lidar diariamente com essa ansiedade. Mas não me arrependo, foi a profissão que eu escolhi a que me faz feliz.

– Alguma vez pensou desistir da carreira de ator?

– Não desisto do que me faz feliz.

– Hoje em dia qualquer miúdo faz um casting, três meses depois é ator. Não acha que a profissão está a ficar algo banalizada?

– Não acho. Todos querem ser atores, cantores, jogadores da futebol… Eu acredito que todos têm o direito de seguir os seus sonhos. Eu também segui os meus e vou continuar sempre a fazê-lo. Devemos é tentar ser melhores no que fazemos, nunca esquecendo a humildade e honestidade.

– Que balanço faz da série juvenil I Love It, na qual deu vida ao Tó Neves? Foi uma experiência positiva?

– Foi, sem dúvida, positiva. Adorei fazer parte deste projeto e fazer de Tó Neves. Fiquei muito feliz por esta oportunidade que me foi dada pela Plural e pela TVI.

– Portanto, guarda boas recordações deste projeto.

– Guardo boas recordações, gostei do ambiente no estúdio, da disponibilidade das pessoas em fazer mais e melhor. Trabalhei com grandes profissionais, uma grande equipa, e os momentos em «família» na casa da Mara [Diana Nicolau], foram grandes momentos.

– A série não tem tido um percurso nada fácil… Consegue encontrar algum motivo para as baixas audiências?

– Não me cabe a mim falar sobre audiências. Só quero fazer o meu trabalho com o maior profissionalismo.

– Acha que a ficção portuguesa tem evoluído de forma positiva?

– Acho que estamos num bom caminho. Estamos a ter reconhecimento dos nossos produtos de ficção lá fora, e isso é um bom sinal. Temos de continuar a arriscar.

– Aos 29 anos, considera-se um homem realizado?

– Não, ainda sou muito novo para me sentir um homem realizado.

– Quais são as suas maiores ambições?

– Pretendo ter trabalho como ator, em televisão, cinema, teatro. Gosto muito de desafios.

– Hugo, obrigado pelas histórias (experiências, motivações…) que partilhou connosco. Desejo-lhe o maior sucesso na nova novela, Mulheres.

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