A Entrevista

A Entrevista – Hélder Reis – «Notícias do Meu País»

Hoje estreia na RTP1 a segunda temporada de Notícias do Meu País, tal como noticiado pelo A Televisão e, como não podia deixar de ser, estivemos à conversa com um dos anfitriões de serviço. Hélder Reis, apresentador e repórter de alguns dos principais talk shows da estação pública, revela-se em entrevista ao aTV. Além do seu interesse pela televisão e por «fazer a ponte» entre «quem fica e quem vai», Hélder Reis faz parte também de uma banda, os Pólen. Ele avisa: «Fixem o nosso nome!».

Leia, em seguida, A Entrevista a Hélder Reis.


O que podemos esperar desta nova temporada de Notícias do Meu País?

Um programa com grandes histórias de vida. Histórias de emigração. Várias gerações. Emigração em sítios completamente inesperados. Ao mesmo tempo uma viagem pelo globo. Surpreendente. Ásia. África. Cuba. México. Uruguai. Argentina. Canadá. E tantos outros países… São 5 meses a gravar, 3 deles fora de Portugal…

Já era fã do formato?

Eu era espectador assíduo. Adorava, longe de saber que o iria apresentar.

Como funciona a dinâmica com o Tiago Góes Ferreira?

Nunca estamos juntos. Eu faço um lado do mundo e ele faz o outro, mas tivemos muitas reuniões juntos. Gravámos promoções, já havíamos feito muitos outros programas. É uma pessoa muito genuína e um profissional de primeira linha. Sorte a minha de fazer dupla com ele.

Se tivesse de destacar os três aspetos que devem motivar as pessoas a ver o programa, quais seriam?

Grandes histórias de vida, conhecer novos países e perceber a nova emigração.

Se pudesse escolher um aspeto que mudaria ou melhoraria em Notícias do Meu País, o que seria?

Para mim… Está no ponto certo.

Esta componente da viagem é algo que lhe agrada? Como é conhecer portugueses pelo mundo?

Maravilhoso. Todos os anos faço uma ou duas viagens internacionais de trabalho nas comunidades mas são 2 a 3 dias, agora estou 4 a 6 dias em cada país. É outra intensidade, tenho muito respeito pela garra e determinação dos nossos emigrantes. Muito respeito mesmo.

É interessante porque acaba por estar dos dois lados – dos que sentem saudades dos emigrantes em Portugal (talk shows) e dos que foram e vivem os seus sonhos fora de Portugal (este formato). Como é para si conhecer essas histórias de vida e fazer essa «ponte»?

Um privilégio. Percebo mesmo os dois lados, quem fica de coração apertado e quem vai à procura de vida melhor e de um mundo novo. Acho que quem fica acaba por sofrer um pouco mais… quem vai tem uma vida intensa de trabalho, adaptação, exigência… tanto que quase não dá para dar tempo à tristeza. Mas a saudade fica sempre.

É fácil manter o distanciamento emocional ou já se emocionou com casos em particular quer neste formato quer nos restantes talk shows que integra – A Praça e Aqui Portugal?

Sou muito emocional, já chorei muito neste programa, em A Praça e no Aqui Portugal. Não é fácil ouvir algumas histórias e não se envolver emocionalmente. E não tenho nenhum pudor em dizê-lo, claro.

Costuma ser muito abordado na rua? Falam-lhe deste Notícias do Meu País ou, pelo contrário, abordam-no mais pelos talk shows que conduz na RTP?

Faço televisão sem parar há 20 anos e este novo programa exige que eu esteja fora da Praça e do Aqui Portugal durante 5 meses. Todos os dias recebo dezenas de mensagens de espectadores a quererem saber como correm as gravações, quando estreia, onde já fui, a que horas vai dar. O público é muito afectuoso comigo, tenho essa sorte.

Por vezes as pessoas no nosso fórum e redes sociais criticam os talk shows da televisão portuguesa por terem demasiados «760» e conteúdos pouco inovadores. Concorda com estes comentários ou acha que é um «mal necessário»?

Como repórter de A Praça e apresentador do Aqui Portugal lido com programas de conteúdos muito diferentes e, honestamente, o público tem uma opinião muito positiva dos formatos. Falam me do passatempo e até me chamam o homem dos euros… porque dou cartões com dinheiro. Com muita simpatia… e percebem que se trata de um jogo. É o que é.

Costuma acompanhar algum dos formatos de daytime da concorrência? Como é para si, que tem sido aposta constante nas manhãs da RTP, ver tantas mudanças a acontecerem?

Claro que vejo a concorrência. Todos vemos tudo e ai dos que não virem… eu gosto da aposta da RTP. São conteúdos que não se igualam aos da concorrência. A Praça é muito formativa, o Agora Nós é um belo palco, o Aqui Portugal revela o melhor do nosso país e privilegia a música local. Quer melhor exemplo de diversidade…?

Já ponderou uma mudança na sua carreira – canal, horário, tipo de formato…? Conte-nos.

Não. Estou feliz como estou. Trabalho todas as manhãs, todos os sábados e agora todas as sextas em horário nobre. Programas com conteúdo diferente e horário distinto. Tenho tudo o que quero.

Também já co-apresentou e trabalhou com diversos rostos da nossa televisão, fazendo dupla, trio… Em que medida isso é algo que contribuiu para o seu trajeto?

[É] Fundamental. Adoro dividir palco e trabalho. Quando partilhamos… Todos ganham, principalmente o espectador.

Algumas pessoas poderão não saber, mas o Hélder tem um gosto particular pela Música, tendo, inclusivamente uma banda. O que nos pode revelar sobre este seu projeto/interesse?

Obrigado. Sou vocalista dos Pólen e este ano lançámos as novas músicas, serão as nossas melhores músicas pop. Tenho a certeza que as vão ouvir em breve. Vamos lançar um novo vídeo e haverá uma grande estratégia de comunicação. Pólen. Fixem o nosso nome!

Como consegue conciliar a televisão com a música? 

Super pacífico. Eu não procuro notoriedade, procuro felicidade. Tenho um concerto por mês onde eu quero e nas condições que quero. Por isso a minha música faz-se em harmonia com a televisão. Sem problema, tranquilamente.

Além do Notícias do Meu País, tem algum novo projeto que nos possa revelar?

Bom. Este é o meu ano. Estou em A Praça, apresento o Aqui Portugal ao sábado, estreio o Notícias do Meu País em horário nobre e vou lançar um livro novo… com histórias do nosso país, bem curiosas… Também vou lançar novas músicas da minha banda, Pólen, e criei uma empresa agrícola. É verdade, sou um jovem agricultor em Trás-os-Montes. Um projeto que me realiza muito, sempre adorei terra e agora tenho a concretização. Para breve darei novas notícias mas é possível fazer televisão, ser-se agricultor em Trás-os-Montes, cantar e escrever livros. A vida permite-nos tudo.


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