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A Entrevista

A Entrevista – FF

Destaque Ff A Entrevista - Ff

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FF (Fernando Fernandes) não se limita a vestir as roupas dos cantores que lhe são atribuídos pela roleta de A Tua Cara Não Me É Estranha. Ele recria timbres, olhares e trejeitos dos «seus» artistas com grande mestria e sabedoria. O júri está rendido desde o primeiro momento e o público também reconhece o seu grandioso talento.

O jovem, que agora pertence ao grupo de mentores do concurso da TVI, prepara-se para lançar um novo álbum em abril. Intitula-se «SAFFRA» e é o primeiro disco pessoal de Fernando Fernandes. «Este é o momento de me focar exclusivamente num objetivo: mostrar o que sou musicalmente». Leia a entrevista ao A Televisão.

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– Ficou conhecido pela sua participação na série juvenil Morangos com Açúcar, na qual deu vida ao Tomé. Sente nostalgia desses tempos?

– Não costumo ser saudosista em relação a trabalhos anteriores. Deixam-me boas recordações, ensinamentos e pessoas que me marcam e que acabam por permanecer na minha vida. Mas gosto da ideia da evolução e, essa, não acontece se não tivermos a capacidade de olhar para a frente sem a vontade de regressarmos ao passado.

– Sempre teve em si uma veia artística, ligada à música e à representação?

– O gosto pela música nasceu comigo, não me consigo lembrar de uma idade em que despertei para o gosto musical. A minha mãe conta-me que antes de dizer a minha primeira palavra comecei por cantar, entoar sons e ela sempre achou isso muito curioso. O gosto pela representação, esse sim, veio associado ao da música, com a minha estreia aos 13 anos num musical infantil chamado Um Sonho Mágico.

– Em 2012 participou em duas edições de A Tua Cara Não Me É Estranha. O que mudou na sua vida desde então?

– A minha participação no ATCNME permitiu-me mostrar ao público em geral que não era apenas mais um rosto televisivo e descartável, tal como o preconceito/estereótipo do meio artístico às vezes alimenta. Tive a oportunidade de me pôr à prova e superar alguns objetivos que nem eu me sabia capaz. É claro que isso trouxe o reconhecimento que, até então, procurava obter com os trabalhos que fui realizando.

– Qual foi a imitação mais marcante?

– A mais marcante foi talvez a mais difícil. E essa foi a da Carmen Miranda. Foi o boneco mais complexo a nível físico e vocal que fiz.

– É notável o trabalho e dedicação que deposita nas suas atuações. Descreva-me o processo de composição dos «bonecos».

– Numa primeira fase procuro a voz; depois, os trejeitos físicos e faciais, que me ajudam a completar o trabalho vocal. A parte corporal normalmente vinha mais para a frente, quando já me sentia mais seguro no tema a desempenhar, devorando vídeos ou documentários sobre a vida dos cantores em questão.

– Está a gostar da nova temporada de A Tua Cara Não Me É Estranha (versão Kids)?

– Adoro esta nova temporada, por poder aprender com os mais novos. Dou aulas de canto a crianças há cerca de seis anos e espero sempre que eles aprendam comigo tanto quanto eu sei que aprendo com eles. Desta vez o foco não está em nós, mas sim nelas. É por isso que este trabalho de mentor é tão interessante. Significamos um apoio para aqueles jovens talentos brilharem e essa é a nossa missão: realçarmos o que já nasceu com eles, o talento para as artes da representação e canto.

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– O que me diz da sua «afilhada», a Catarina Castanhas?

– Acima de tudo, a minha preocupação maior é poder partilhar com a Catarina Castanhas e também com as outras crianças o que realmente importa. Incentivarmos à dedicação e profissionalismo daqueles que serão, muito provavelmente, as futuras referências.

– Os mais pequenos sofrem muito com os momentos de competição. Na primeira gala, por exemplo, houve alguma tensão…

– É sempre difícil explicar a uma criança que o que realmente importa é participar, porque na verdade todos eles ambicionam a vitória, mas existe em contrapartida algo fantástico. No dia a seguir, saram muito mais rapidamente as feridas do que nós, que já somos profissionais e muitas vezes não mostramos mas por dentro sentimos tanto as «derrotas» como eles.

– Pelo segundo ano consecutivo, A Tua Cara Não Me É Estranha mantém-se à frente de Vale Tudo. Acha que vai continuar assim?

– Pelo que sei, temos tido resultados extraordinários, para o que, apesar de ser uma nova versão, não deixa de ser um formato que o público já conhece. Acho que este programa é, sem dúvida alguma, especial. Não é descartável e imediato como tantos programas que se fazem e também são verdadeiros fenómenos, mas que depois se acabam por esquecer. Este é daquele género de programas que todos nós iremos recordar daqui a uns anos, como acontece quando me lembro de um Chuva de Estrelas.

– Que avaliação faz do atual panorama televisivo em Portugal?

– Confesso que vivo na dualidade de me cativar o facto de estarmos numa altura em que se aposta em formatos de descoberta artística, como os programas de talento; e de me assustar o facto de saber que, cada vez mais, o nosso mercado atropela e atrofia o talento com a falta de meios e apoios para fazer singrar estes novos artistas.

– A maioria das pessoas só se lembra dos artistas quando estes ganham destaque e visibilidade na televisão. É uma situação que o aborrece?

– É óbvio que me aborrece. Quantos brilhantes atores e músicos que não fazem televisão deveriam ser reconhecidos pelo seu trabalho… Apesar da televisão ser uma ferramenta artística extremamente forte, não nos podemos esquecer que se nos fecharmos apenas nessa tela, artes como o teatro e cinema vão acabar por ser ainda mais discriminadas a nível de apoios e interesse social, como, aliás, se tem vindo a notar ao longo dos tempos.

– Como reage atualmente às mentiras e notícias sobre a sua vida íntima que surgem na imprensa? Magoa-o o facto de invadirem-lhe permanentemente a sua vida pessoal?

– Confesso que não dou muita importância e a que dou é quando tocam nas pessoas que me são queridas, entre amigos e família. O que sai hoje numa revista, amanhã já ninguém se lembra e é por isso que devemos dar à má imprensa a importância que ela tem.

– Que projetos se avizinham?

– O meu novo disco, que é o meu novo projeto musical, de nome «SAFFRA». Em breve poderão ouvir o single. Portanto, neste momento estou a gravar aquele que é, na verdade, o meu primeiro disco pessoal. Todos os trabalhos musicais enquanto FF que as pessoas conhecem estiveram muito relacionados com a série onde me estreei profissionalmente [Morangos com Açúcar]; e este é o momento de me focar exclusivamente num objetivo: mostrar o que sou musicalmente.

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