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A Entrevista – Cristina Cavalinhos

A Televisão
7 min leitura

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Cristina Cavalinhos já fez de tudo um pouco: teatro, televisão, cinema e até dobragem de desenhos animados. O seu vasto currículo é a prova de como a atriz é multifacetada e não nega qualquer tipo de trabalho. Depois de algum tempo afastada da televisão, Cristina regressa agora aos nossos ecrãs na nova novela da TVI, O Beijo do Escorpião, com uma personagem tocante a nível emocional e social. «Como quase todas as novelas da TVI, penso que esta vai ser um sucesso junto do público», revelou.

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– Cristina, a minha primeira pergunta é óbvia: já tinha saudades de fazer novelas?

– Já tinha muitas saudades… Ainda hoje as pessoas me abordam quase diariamente na rua e me pedem para voltar às novelas. Isso deixa-me feliz, claro.

– Qual é o grande motivo da sua ausência do pequeno ecrã?

– O motivo tem a ver com a falta de convites, exceto em 2010 que recusei uma série dos Morangos com Açúcar porque tinha um novo projeto pedagógico em mãos e, portanto, tive de recusar o convite do realizador Hugo Sousa.

– Não tem receio que se esqueçam de si?

– Não é uma grande preocupação, uma vez que faço teatro, dobragens, cinema, direção de atores e dou aulas. Porém, fazer trabalhos para a televisão permite visibilidade e pode abrir portas para outro tipo de projetos.

– Mas a sua carreira na televisão tem sido interminente…

– Sim, tem sido intermitente, embora seja bastante positivo no que toca ao desempenho. Acho que tive sempre sucesso com as personagens junto do público, apesar de não terem sido muitas (duas novelas e três séries em 30 anos de carreira).

– No seu currículo constam vários papéis de empregada. Fica aborrecida por lhe darem quase sempre o mesmo género de personagem?

– Não, isso não me aborrece. O que me deixa triste é não me darem também outro tipo de papéis para fazer. De qualquer forma, no teatro isso nunca aconteceu, e o leque de personagens e o estilo de representação (comédia ou drama) é muito diversificado.

– «O que me deixa triste é não me darem também outro tipo de papéis para fazer». Que personagem gostaria de interpretar numa novela?

– Gostaria de fazer uma vilã, que é personagem que nunca representei em televisão.

– Então e o que me diz da inesquecível governanta alemã Helga Schneider da série Floribella? Foi um grande desafio?

– Sim, foi. Tive de ter aulas de alemão e investigar qual o sotaque dos alemães residentes em Portugal. O Herman José foi uma ajuda preciosa! Depois, contracenar com um elenco de crianças exige muita disciplina e persistência.

– Creio que os Morangos com Açúcar, por exemplo, também tiveram algum impacto na sua vida. Confirma?

– Os Morangos foram importantes como qualquer outro projeto. Tive o prazer de contracenar com a Lurdes Norberto, o Guilherme Filipe e o Sérgio Grillo.

– Com que olhos vê a nova geração de atores? Acha que há por aí muitos pseudo-atores?

– Pseudo-actores sempre existiram. O facto da profissão de ator não estar devidamente regularizada e legislada, faz com que qualquer pessoa possa ser ator sem ter algum tipo de formação. Que fique claro que na minha opinião qualquer pessoa em qualquer etapa da sua vida pode resolver ser ator, mas para isso tem de fazer formação.

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– É uma profissão muito difícil…

– Ator é uma profissão muito difícil, inconstante e de constante formação. Se não passam por formação antes de começar, pode ser muito perigoso para o equilíbrio da pessoa e muito prejudicial para a qualidade dos  projetos.

– A sua voz é muito popular em séries infantis, como Kim Possible, Dragon Ball, Sailor Moon, Bakugan, entre outras. As pessoas costumam reconhecer este talento?

– Sim, costumam. Por vezes, nas lojas, quando peço algo e as pessoas não me estão a ver, reconhecem a voz e olham para se certificar se sou mesmo eu. Ah, e até me perguntam se eu sou mesmo a Bulma do Dragon Ball, por exemplo.

– Entretanto, na nova novela da TVI, O Beijo do Escorpião, a Cristina tem a seu cargo um papel tocante a nível emocional e social. Descreva-me este desafio.

– Até agora, o papel que desempenhei só aparece em quatro cenas, que correspondem a dois episódios; e as cenas não têm grande ação. São cenas doces onde a personagem da Sandra Faleiro desabafa com a minha personagem.

– A sua personagem trabalha com crianças num bairro pobre onde Natália (Sandra Faleiro) faz voluntariado. Com que outros atores contracenou?

– Contracenei com a Sandra Faleiro, somente.

– E o que achou da equipa ténica?

– A equipa técnica é excelente, coesa e, portanto, vão ter um bom resultado final.

– Acredita no sucesso da novela?

– Não conheço o projeto o suficiente para poder responder. Mas, como quase todas as novelas da TVI, penso que esta vai ser um sucesso junto do público.

– Para terminar: como avalia o atual panorama da ficção em Portugal?

– O panorama televisivo em Portugal muda devagar no que respeita à ficção. Tem avanços e retrocessos. Penso que atualmente estamos perante uma fase de avanço. Séries como Bem-vindos a Beirais ou Os Filhos do Rock são de grande qualidade e falam do nosso povo, da nossa história e, portanto, têm mais hipóteses de prender o público.

– Muito obrigado pela entrevista, Cristina. Um grande beijinho.

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