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A Entrevista

A Entrevista – Cláudia Semedo

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Cláudia Semedo, de 33 anos, está de volta aos ecrãs da RTP1, todos os sábados, em Notícias do Meu País, como apresentadora. O seu percurso profissional é a prova de que se pode fazer tudo o que se gosta se houver «muita dedicação e empenho». Em conversa com o site A Televisão, afirma que a presença assídua nos últimos anos na televisão portuguesa é resultado da sua capacidade de ultrapassar os obstáculos e sua crescente sede de comunicação. 

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Está de regresso à RTP agora como apresentadora. O convite de apresentar o Notícias do Meu País era irrecusável?

O Notícias do Meu País conquistou-me pelo conceito. A ideia de contar histórias de homens e mulheres que tiveram a coragem de enfrentar o mundo em busca de uma vida melhor e fazê-lo através de memórias e das impressões que deixaram nos seus era muito interessante. Aceitei de imediato.

Este programa permite-lhe viajar pelo mundo inteiro. É também este o atractivo que a fez aceitar o desafio da RTP?

O facto de oferecermos aos telespectadores a possibilidade de fazerem connosco uma viagem que, para além de emocional, é também um confronto com novas culturas, novos cenários, cores e texturas é uma mais-valia.

Para quem ainda não viu o programa, como é que define o Notícias do Meu País?

O Notícias do Meu País é um programa original que nos dá a conhecer as histórias de migrantes portugueses que são felizes nos países que os acolheram mas que mantêm uma forte ligação às suas gentes e à terra que os viu nascer. A história é contada pelos próprios mas também através das palavras de quem os ama. Os portugueses não podem perder porque é um programa onde o convidado central é mesmo o protagonista. É um programa que dá voz a portugueses que representam uma fatia da nossa realidade que, apesar de distante, está muito presente.

O momento mais emocionante do programa é quando vocês, apresentadores, mostram as mensagens de saudade vindas dos familiares e amigos. Como é que a Cláudia gere essas emoções?

Tento gerir esses momentos dando o espaço que sinto que os meus convidados necessitam. Alguns precisam do meu silêncio, outros do meu abraço e outros ainda precisam que eu preencha aquele espaço com perguntas que canalizem essas emoções. Não há uma fórmula. Tento ler nas respirações, nos olhares, nos gestos.

É esse momento que marca a diferença entre Notícias do Meu País e Portugueses Pelo Mundo, um outro programa de sucesso da RTP?

Sim mas não só. O Notícias do Meu País e o Portugueses Pelo Mundo, apesar de terem a mesma temática, são programas distintos com objectivos e linguagens muito diferentes.

Até agora qual foi a história que mais a emocionou?

É impossível nomear uma história. Cada caso tem algo que me comove, seja pelo talento, pela força de vontade, pela coragem ou pela visão positiva do mundo. Até agora, preparei cada uma das histórias com o mesmo entusiasmo.

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O Notícias do Meu País tem dois apresentadores mas, certo, é que cada um está em diferentes eixos do mundo. Ainda assim, como é que é trabalhar com o Tiago Goes Ferreira? Pelo menos estiveram juntos quando gravaram o genérico do formato.

Para além de termos gravado o genérico do programa, discutimos o formato do mesmo em conjunto com toda a equipa. É fácil trabalhar com o Tiago. Apesar da distância, mantemo-nos em contacto e vamos partilhando as vitórias, as dúvidas e a experiência de cada um no terreno.

Vocês conhecem-se há pouco tempo. É mais fácil trabalhar com pessoas cuja ligação não existe fora da televisão ou entre amigos?

Gosto de trabalhar com boas pessoas, gente que ama aquilo que faz. Existe um certo conforto em trabalhar com amigos mas é interessante conhecer pessoas novas.

O que retira de toda esta experiência?

Não importa a língua que falemos, o amor, a dedicação e o empenho são a base para todas as concretizações. Não precisam de tradução.

Agora que o programa já estreou, qual tem sido o feedback do público português?

O programa foi muito bem recebido pelo público. Tenho muita gente a dar-me os parabéns pelo Notícias. Gostam do tema e da ideia de fazermos viajar memórias, dentro de uma garrafa, que servem de mote para a condução do programa.

E o feedback da direcção da RTP? 

Sei, de viva voz, que a direção da RTP está muito satisfeita com o resultado do Notícias do Meu País. Já me deram os parabéns.

Numa altura em que se questiona as políticas adotadas pela RTP, este programa presta um verdadeiro serviço público?

Eu acredito que sim

Para já estão encomendados oito episódios. Há notícias «do meu país» para muitas mais temporadas?

Foi encomendado um episódio extra. Inicialmente a série tinha oito e a RTP já encomendou outro. Nós temos milhares de emigrantes espalhados pelo mundo portanto é um programa que tem imenso material e imenso caminho para se fazer.

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A partir do dia 17 de outubro, a Cláudia vai estar também no Canal Panda com a estreia de um concurso familiar e inédito na televisão portuguesa. O que é que este programa traz de diferente? 

Este concurso traz de inovador o recurso à realidade aumentada que hoje em dia é uma coisa que está em força. Os meninos [concorrentes] têm de entrar com um tablet para dentro de um cubo onde está escondido o Código Panda. É essa a grande diferença do programa mas também há a coisa de juntar pais e filhos em vários momentos da emissão.

É mais exigente trabalhar com crianças? 

Eu adoro trabalhar com crianças. Gosto muito da genuinidade delas, do espontâneo, do inesperado e do improviso que elas nos obrigam a ter. Se calhar ter este lado de atriz ajuda-me em improvisar com elas. Eu gosto disso e também do facto de o programa ter crianças a assistir. Há crianças a assistir aos jogos e a puxar por outras crianças. Exige é uma concentração maior.

O que é que esta ligação com o Panda traz de novo à tua vida profissional? 

Eu e o Panda somos amigos de longa data, amigos que se dão bem e amigos que gostam de trabalhar juntos e trazer coisas novas para as crianças se divertirem mas também para aprenderem qualquer coisa pelo caminho. É esse o dominador comum que têm os projetos que tenho feito no Canal Panda em que a ideia é que as crianças se divirtam mas que aprendam. Há sempre um ensinamento engraçado, há sempre qualquer coisa diferente e especial em cada programa.

Começou a sua carreira aos 19 anos no catarina.com [SIC] e tornou-se nos últimos anos uma cara assídua da televisão portuguesa, ora como atriz ora como apresentadora. Está satisfeita com o seu percurso?

Sim, estou muito satisfeita com o meu percurso. Tenho conseguido fazer de tudo um pouco. Da representação à apresentação, tenho conseguido fazer tudo o que me deixa feliz: teatro, cinema, televisão (séries, novelas, programas de entretenimento). Tem sido um caminho feito de muito trabalho, muita dedicação e muito empenho. Poder viver daquilo que se ama é um privilégio.

Para quem trabalha em televisão, é mais importante acumular projetos no seu currículo ou aprender e crescer em cada um deles?  

Só penso no meu currículo quando preciso de o apresentar para me inscrever numa audição ou em workshops dirigidos a profissionais da área. A mim interessa-me a qualidade dos projetos em que participo. A minha presença em televisão é o resultado da minha sede de comunicação e da minha paixão pela representação.

Ser atriz ou apresentadora, eis a questão. Qual é a área que maior gozo lhe dá?

Felizmente somos tridimensionais. Preciso das duas facetas para me sentir completa.

É mais fácil ser apresentadora quando já se tem técnicas de representação?

Só conheço essa realidade. A apresentação entrou na minha vida depois de já ter terminado o meu curso de representação. O facto de ser atriz e de, por isso, ter aprendido técnicas de relaxamento, ter tido treino vocal e de movimento, deu-me ferramentas muito úteis para a apresentação de programas.

Como apresentadora, qual seria o programa ideal para si?

A existir um programa ideal para mim, teria de ser muito diverso. Tenho muitas áreas de interesse. Gostava de ter um programa de entrevistas a personalidades marcantes da nossa sociedade, gostava de apresentar um programa sobre comportamentos sustentáveis, adorava apresentar concursos, gosto de programas que dão a conhecer novos talentos, gosto de programas de culinária, para crianças, sobre cinema, enfim.

E como atriz, qual é a personagem que ainda está por interpretar?

Tantas. Ainda sou muito nova. Gosto de desafios e espero ter muitos pela frente.

Ainda há muito para conquistar?

Ainda há tudo para conquistar. Escolhi profissões que me obrigam a trabalhar incessantemente. O ter feito uma boa entrevista, o ter gravado uma boa cena, o ter merecido palmas no fim de uma peça é sempre passado, no dia a seguir tenho novos convidados, novos textos, novas personagens e novos públicos que me obrigam a trabalhar mais e melhor. Nada está garantido.

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