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A Entrevista

A Entrevista «Masterchef» – Cátia Goarmon

Catia A Entrevista «Masterchef» - Cátia Goarmon

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4 A Entrevista «Masterchef» - Cátia Goarmon

A Cátia trabalhou a vida toda em marketing e comunicação. Como é que surgiu este gosto pela cozinha?

Comecei a cozinhar desde sempre, ou seja, desde que me lembro que existo. Por isso mesmo, sempre achei que era uma coisa super natural da minha vida (nasceu comigo). Nós éramos uma família grande e sempre tivemos habituados a fazer tudo em casa, portanto, eu sempre cozinhei.

Estar desempregada deu um maior impulso para aceitar esta aventura do MasterChef?

Completamente, até porque se eu não estivesse desempregada, provavelmente não teria disponibilidade. Quer dizer, poderia mais tarde se calhar vir a trabalhar na área da culinária, mas não me passaria pela cabeça estando empregada concorrer a um programa destes. O facto de estar desempregada foi sem dúvida… costuma-se dizer que a ocasião faz o ladrão e que a necessidade aguça o engenho. E foi exatamente o que aconteceu. O facto de estar desempregada permitiu que eu concorresse ao MasterChef.

Alguma vez imaginou estar num programa de televisão?

Nunca, nunca [risos]. Foi uma coisa que eu nunca imaginei e é curioso que o MasterChef abriu-me imensas portas – não só no sentido da culinária propriamente dita, como em termos de imagem. A partir do momento em que eu comecei a aparecer, começaram a surgir algumas oportunidades. Há uma coisa que eu descobri, que não sabia, é que gosto imenso da área da televisão. Acho que consigo juntar a parte da comunicação do marketing e associá-lo à culinária. Gostava imenso de trabalhar na televisão, adorava.

Na sua apresentação, a Cátia admitiu que os seus filhos são péssimos porque só gostam de comer o básico e que o seu marido adora o que cozinha. Podemos dizer que a sua família são os maiores críticos?

Sim, completamente. Até porque o meu filho mais velho começa agora a ter uma idade que já começa a gostar de pratos elaborados. E então já começa a ser um apreciador. O mais novo ainda é muito básico [risos]. Mas o mais velho já começa a gostar de uns pratos mais estruturados, com outro tipo de ingredientes, mais específicos. Eu agora estou numa de… para já, estou sempre a ser avaliada pelos meus filhos [risos]. O mais grave ainda é que eu permito que eles me avaliem!

Uma das provas de exterior foi em Cascais. Custou estar nessa região, sabendo que a sua família estava por perto e que não podia estar com ela? 

Eu gostei muito de estar em Cascais, obviamente. Mas foi uma responsabilidade muito maior e um bocadinho de ansiedade porque estava na minha terra e poderia eventualmente aparecer alguém que eu conhecia. Senti-me sempre muito mais confortável nas terras das outras pessoas.

A Cátia abandona a competição do MasterChef devido a uma lesão. Sai com o dever cumprido ou havia ainda muito mais para mostrar?

Eu quando me meto, seja no que for, é para ir até ao fim. Eram quinze programas, quinze episódios, quinze fases e eram as quinze que eu ia fazer. O facto de ter saído no 13º episódio deu-me assim uma sensação de (não vou dizer frustração, porque eu não sou frustrada)… Mas é assim, eu devia ter ido até ao fim, e a única coisa que eu penso é: se eu não fui até ao fim, foi porque Deus, de alguma forma, achou que o meu percurso devia ficar por aqui, porque foi uma coisa inesperada, não é? Embora eu tenha saboreado todos os momentos, todos os episódios, todas as provas, aproveitei cada uma como se fosse a última.

Custa mais abandonar o MasterChef por questões de saúde?

É assim… Eu posso sempre dizer que nunca fui expulsa, não é? É uma verdade [risos]. Eu expulsa não fui. Eu sinto e tenho a perceção de que eu de facto iria conseguir chegar ao fim. E portanto, se é mais complicado? Sim, porque foi uma coisa prematura, não foi uma coisa natural. Foi uma coisa precipitada.

Pela primeira vez na história do programa, o MasterChef tem duas concorrentes desistentes. Depois da Marita, foi a Cátia. Estará o programa amaldiçoado?

Não, de todo. Eu acho que as maldições é para quem as pratica, e não para quem quer mal aos outros. Eu acho que a vida, para já, é aquilo que nós queremos que seja. O que nós damos, recebemos em troca a dobrar. Eu não quero com isto dizer que o que me aconteceu foi porque eu quis mal a alguém, muito pelo contrário. Eu acho que foi uma mão divina, que me quis travar de alguma maneira o meu andamento. Eu estava com muito andamento. E portanto, eu acho que foi uma maneira de me travarem, porque eu acho que não tinha que chegar à final. Tinha que ficar por aqui. Eu sempre me limitei muito bem a aceitar aquilo que o destino nos dá. Não é a baixar os braços, não. Porque se eu baixasse os braços não tinha concorrido ao MasterChef, e não fazia metade das coisas que faço.

Uma das provas mais esperadas do MasterChef é talvez a do estrangeiro. Já foi uma vitória estar entre os quinze finalistas e, consequentemente, ter viajado até Sevilha?

Sim, embora como lhe digo, eu sou um bocadinho obsessivo-compulsiva e, para mim, se eram 15 eu tinha que ir até aos 15. A minha vitória era a vitória. Mas claro, cada dia é uma vitória. Eu sinceramente não levei assim «Ah, que bom, finalmente. A prova do estrangeiro!», porque todas as provas foram super importantes. Consegui tirar imenso partido delas, da experiência que tive com os meus colegas, da experiência nas próprias provas, no que fiz mal, no que fiz bem, no que devia ter melhorado. Claro que houve umas mais emocionantes, outras que mexeram mais com umas sensações do que outras, mas não fiz assim tipo uma meta de chegar à prova do estrangeiro. Mas gostei imenso, claro.

Concordou com o [a] vencedor [a]?

Sim, o mais possível. Aliás, eu acho que está mais bem entregue a eles do que estaria a mim porque acho que aquilo que eu quero fazer não é obrigatório eu ter este curso. Mas para eles eu acho que é muito importante, porque são muito mais novos, estão a começar. Faz muito mais sentido que tenham sido eles a ganhar do que eu, muito francamente. Continuo grande amiga deles e falamos todas as semanas. Somos grandes amigos mesmo. Trouxe várias coisas boas de lá, mas as melhores foram as amizades, sem dúvida.

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