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A Entrevista

A Entrevista – Isabelle Drummond e Jayme Matarazzo – 1ª Parte

Slideshow Sete Vidas Entrevista A Entrevista - Isabelle Drummond E Jayme Matarazzo - 1ª Parte

Entrevista Sete Vidas

Sete Vidas estreia amanhã, a partir das 20h, no canal Globo, exclusivo NOS e o A Televisão esteve à conversa com dois dos atores em maior destaque na trama. Isabelle Drummond e Jayme Matarazzo não são estranhos para os portugueses, que já acompanharam os seus pares românticos anteriores, mas o que transparece nesta conversa é a amizade e a cumplicidade que os une, não só nos ecrãs, como fora deles. Com uma postura «aberta e franca», os dois atores dão a conhecer esta nova novela do canal Globo nesta primeira entrevista, de uma série de três que lhe vamos trazer. Durante esta conversa predominou a boa disposição e a amizade.

Comece a ler em seguida a primeira parte, sendo que publicaremos a segunda parte desta conversa amanhã.

O que podem esperar os portugueses de Sete Vidas?

Jayme Matarazzo: Podem esperar uma novela muito bonita, feita com muito amor, muita seriedade, com uma equipa muito comprometida em querer fazer algo diferente. Eu acho que uma novela atuada por atores entregues, por atores muito felizes por estarem contando aquela história, o que são coisas que fazem muita diferença no resultado final. Eu acho que podem esperar uma história muito envolvente, em que irão se apaixonar por essa família, por esses personagens, que são personagens verdadeiros, reais. Podem esperar uma novela dinâmica, onde a cada capítulo a história está sempre se movimentando.

Isabelle Drummond: Mensagens incríveis que a Lícia [Manzo] capricha assim nas mensagens que ela quer passar para as pessoas. A expressão dela que também é muito bonita. Que ensina a gente também ao mesmo tempo que a gente atua. E eu tenho a certeza que ensina a quem assiste.

Jayme: Claro.

Isabelle: Vocês vão ver a Regina [Duarte] dando um show aparte [risos].

Jayme: Diálogos profundos, inteligentes.

Isabelle: E análise, assim de reflexão para todo o mundo. Essa novela é bem especial.

E agora em vez de cada um apresentar as suas personagens. Jayme, pode apresentar a Júlia, a personagem da Isabelle?

Jayme: A Júlia é uma menina de muita personalidade, de coração muito bom, com muita gana em enfrentar a vida, os seus questionamentos, os seus dramas pessoais. Eu acho que é uma menina que não se contenta com meias histórias, que sempre quer ir a fundo de todas as suas questões. Uma menina cheia de gana de descobrir mais sobre o seu passado. Uma menina romântica, que vai-se ver num envolvimento complicado, difícil, numa paixão à primeira instância proibida e à segunda instância complicada. Correta, justa e maravilhosamente interpretada pela Isabelle Drummond.

E a Isabelle, concorda?

Isabelle: Ah, não sei. [risos]

Jayme: Difícil falar sobre o personagem dos outros.

Isabelle: Muito difícil mas muito legal. Gostei.

E a Isabelle, pode apresentar o Pedro, interpretado pelo Jayme?

Isabelle: O Pedro, a meu ver, no início da história ele é um garoto que acha que está estabelecido como ser humano. Ele é uma pessoa de caráter, um menino do bem, estudioso, mas só que essa novela coloca mesmo como é que as pessoas lidam com as questões que surgem na vida. E o Pedro se vê no meio de questões complicadíssimas e isso transforma ele e descobre coisas nele que ele não sabia que tinha. Eu acho que essa novela fala um pouco disso, em relação à personagem do Pedro, que as pessoas podem ser várias coisas. Ele aprende muito assim, sobre o que ele quer na vida, a partir das coisas que são trazidas ali durante aquele período da vida dele, que a novela conta. Mas ele é um menino muito honesto. Ele tem princípios, porque tem um pai que passou por coisas que admira. E ele permanece muito firme nos princípios em que ele acredita, mesmo quando as situações são difíceis. É muito fiel às escolhas dele, às vezes até sofre por conta dessa fidelidade às escolhas e que se vê no meio desses romances e dessa situação familiar complicada e ali ele descobre um pouco quem ele é ou quem ele quer ser. É um momento de transição na vida dos dois, porque são muito novos. Então eles não sabem ainda o que podem vir a ser. Estão-se descobrindo a partir muito dessas relações familiares, porque na verdade a gente é o produto do meio, um pouco, e ao mesmo tempo a gente tem que descobrir quem a gente é fora desse meio em que a gente vive. E ele, por exemplo, é produto desse meio em que vive – que é desse pai, dessa família – só que depois ele vê que tem outra família. Então aí é que ele descobre quem realmente é. E a Júlia também. Ela está na busca de descobrir quem ela é a partir desse pai que não existe, por exemplo, na vida dela, ou dessa mãe que não é exemplo. Então eles se transformam ao longo da história.

E identificam-se com essa descoberta das vossas personagens?

Isabelle: Não pelas mesmas situações, porque a minha vida é completamente diferente, mas me identifico com esse momento até porque a gente tem quase a mesma idade. Tem uma busca mesmo. Tem um momento, por exemplo, em que ela não sabe que carreira seguir, ela questiona, então é um momento de descoberta mesmo, de vários aspetos da vida. Isso eu me identifico porque a vida é assim mesmo. Deve ser sempre assim, mas acho que esse momento da vida, os vintes, é assim mesmo, de grandes descobertas – profissionais, pessoais…

Jayme: A novela começa a ser contada na vida desses dois meninos, de uma idade tão particular, que é a saída da adolescência e a entrada para a juventude, onde você realmente começa a se autodefinir e a entender quem você é. Porém, ambos vão sofrer mudanças radicais e vão ter descobertas que alteram essa caminhada e trazem novos itens, novos questionamentos, novas cores… várias novidades, que mexem com quem eu sou, então mexem com essa descoberta de quem eu sou e isso é que é o legal. Eu acho que a gente vai acompanhar a redescoberta desses personagens, de quem são através de uma nova família que surge. E isso é muito legal que você vai começar a ter várias situações que vão ser apresentadas e das quais eles já passaram, mas não daquela forma, e outras novas. A gente vai ver o amadurecimento desses personagens ao longo da trama e isso é que é, talvez, um dos maiores segredos desse roteiro da Lícia [Manzo], é que é você entrar na personalidade de todo o mundo e acompanhar muito de perto, muito de perto, essa cabecinha dessas pessoas. Você conseguir ir na origem desses personagens.

Isabelle: E o que é mais interessante é que em vários momentos da vida a gente se redescobre e se reinventa. Eles estão fazendo isso nessa idade, mas o personagem do Domingos [Montagner] que teria idade para ser pai deles, também se está renovando assim, reinventando e descobrindo quem ele é noutra fase da vida. Então é claro que a gente pode fazer isso em várias fases e esses personagens dão sorte de nessa fase familiar, eles se questionarem nesse momento da vida. Porque o personagem do Domingos talvez não se tenha questionado nesse momento, mas lá à frente. Então a vida é muito assim. Ela fala sobre esses conflitos eternos da nossa vida.

Como é o desenrolar da relação do Pedro e da Júlia?

Jayme: Eu acho que o que o pessoal pode esperar é que duas almas, quando se encontram e se identificam muito forte, elas vão fazer o maior esforço do mundo para se buscarem, para estarem juntos. Pode esperar uma luta muito grande dessas duas personagens para poderem viver algo que se apresenta difícil. Então eu acho que vão acompanhar uma grande luta por se viver um grande amor. Uma grande luta para se viver aquilo e no meu daquilo, muitas curvas que a vida pode-te trazer e que podem nos direcionar para caminhos diferentes. Eu acho que as pessoas podem esperar duas almas identificadas lutando para poderem estar juntas.

Isabelle: É uma conexão que vai além da compreensão deles, porque se pudessem racionalmente escolher, essa situação complexa, complicada… Não é uma coisa em que tudo seja favorável. A vida é difícil mesmo, mas só que essa conexão deles é uma coisa que vai além das escolhas deles, então ela permanece independente de qualquer situação ou qualquer distância que eles tenham um do outro.

Jayme: A gente vai enfrentar muitos desafios.

Sete Vidas é uma novela relativamente curta e até era para ser uma série. Acham que isso tem impacto no vosso trabalho?

Jayme: Pessoalmente falando, me agrada os projetos nesse formato, porque eu acho que são projetos que você consegue se doar, fazer uma entrega muito profunda, muito grande e não sofrer tanto com esse tempo. Então eu acho que me permite me entregar de uma forma um pouco mais corajosa, saudável, que não seja ao ponto de ser algo muito demorado, muito intenso. Mas é a minha opinião. Me agradou esse formato, foi a primeira vez que fiz uma novela tão curtinha e gosto dos projetos que deixam um gostinho de «quero mais». Eu acho que Sete Vidas deixou esse desejo de ver um pouquinho mais daquilo e esse desejo também é saudável. Acho que isso também ajuda no sucesso de um projeto.

Acham que pode ter impacto na atração do público?

Jayme: Vimos que o resultado final foi um gosto de «quero mais» e um desejo do público de que não acabasse.

Isabelle: É, porque eu acho que o tempo dessa novela, não sei nem como vai ser o futuro das novelas, mas imagino que isso seja uma tendência. É um tempo bom, assim, porque deixa a história completa, sem cansar o público da mesma informação. Então ela conseguiu falar sobre várias coisas de uma maneira dinâmica, não se repetindo muito. Enfim, as pessoas ficaram satisfeitas, não cansadas da novela, mas eu acho que é o tempo certo. Não acho que é uma falsa sensação. É bom que as pessoas sintam isso, mas eu acho que foi suficiente. E por isso é que as pessoas saíram «Nossa, que novela boa!», sabe? Não chegou a cansar.

Jayme: Eu acho que fazer o que a gente faz, uma novela diária é algo que talvez só nós, brasileiros… temos mais experiência para falar sobre isso. A gente vê tipo seriados pelo mundo a fora com um episódio por semana, as pessoas esperando uma semana inteira para ver aquele episódio e o que a gente faz é uma loucura! Se a gente for parar para pensar, o que a gente faz em relação ao que as outras pessoas pelo mundo fazem, é uma loucura. Porque a gente faz um episódio por dia.

Isabelle: Além do quê, cansa a gente.

Jayme: Então para você manter um dinamismo… histórias dinâmicas, histórias ágeis, sempre com a história fluindo, se modificando. É muito difícil você fazer isso com cento e tantos capítulos e diariamente. Então, para o nosso formato de novela, talvez esses projetos um pouco mais curtos, façam com que a gente tenha projetos mais redondos, menos repetitivos, e mais dinâmicos. Eu acho que dá a possibilidade de você contar aquela história, sem precisar preencher ou dar voltas.

Acham que a qualidade dos projetos desta dimensão aumenta?

Isabelle: Eu acho que sim, primeiro porque a Lícia já tinha a história quase inteira escrita. Então, isso facilita também de amarrar a história bem, porque quando a história é comprida, acaba que às vezes eles têm que criar coisas que nem estavam na cabeça para poder preencher o tempo. E aí talvez se enrole, muitas vezes, enrola a gente porque a gente também não sabe o que vai acontecer com as personagens, mas é uma obra aberta, de qualquer maneira. A gente teve esse benefício de saber o que estava contando, onde é que ia parar, porquê é que a gente estava indo naquele caminho. Eu acho bom. Teve início, meio e fim.

E quanto às gravações, quem era a pessoa que aprontava mais?

Jayme: Thiago Rodrigues, pode colocar aí. [risos]

Isabelle: Thiago Rodrigues. [risos]

Jayme: É o nosso irmão mais velho dentro da história, mas era o irmão…

Isabelle: Mais novo… Ele é piadista, então durante as gravações, ele só desconcentra. Ele brinca bastante. É uma alegria.

Jayme: O Thiago é um cara alto astral…

Isabelle: E a Regina [Duarte]…

Jayme: É, duas pessoas que a gente poderia dizer. Regina pela sua juventude, em realizar o seu trabalho, pelo jeito generoso, jovem de se expor, leve… A Regina foi um grande aprendizado para todo o mundo, convivendo com ela. Os jovens aprendem e ela gosta de trocar, de aprender com a gente também. Então eu diria que ela é um ponto muito forte. E o Thiago pela sua descontração. Ele foi um cara que estava sempre colocando nós todos para cima, que é importante também você ter essa pessoa que está sempre com um alto astral grande, que a gente cansa também, a gente trabalha muito…a gente tem os nossos momentos de exaustão. Eu acho que o Thiago foi uma peça importante nesse quebra-cabeças…

E por trabalharem com atores mais experientes, como a Regina Duarte, sentem mais pressão para corresponder às expectativas?

Isabelle: É mais do que isso. É mais um privilégio de ter alguém que possa trocar de uma forma tão madura e experiente em cena com a gente. Bom, tem uma galera muito jovem na novela, são os irmãos, então é importante que tenham peças estruturais assim para a gente que possam nos passar tanta experiência, e trocar com a gente. Ensinamos um pouco a eles, eles ensinam um pouco a gente. Tanto a Déborah [Bloch] que tem muita experiência, o Domingos, que é um cara extremamente maduro, generoso, como ser humano mesmo, é um grande ator. Extremamente intuitivo. Desde o início eu entrei na novela meio que emendando de uma outra, não tive nem tempo de estudar a personagem quando viajei com o Domingos. A gente foi sentindo juntos, de uma forma assim, sem uma direção certa. A gente foi sentindo intuitivamente os personagens e isso é muito legal – atores que são abertos.

Jayme: Tanto a Isabelle quanto eu, a gente vai sempre trabalhar com a mesma seriedade, tando com o mais velho como com o mais novo. E eu acho que a nossa profissão tem uma coisa muito legal, que a coisa do mais velho nem sempre é a coisa do mais experiente. A Isabelle com a idade que tem, tem uma carreira longa e deu um show de dar bom exemplo para todos nós. E a gente também tem de dar o exemplo para os mais novos. A gente pegou pessoas que estavam começando na TV, o Guilherme Lobo, por exemplo, tinha vindo do cinema. É um menino que ainda está conhecendo o mundo da televisão. É um cara altamente abraçado pela gente, que já tinha alguma experiência em televisão. Então ali é uma troca de experiências muito legal, que independe da idade, pelo contrário, depende do caminho de cada um, e você pode aprender com cada um desses caminhos de cada um.

Isabelle: A generosidade, é…

Jayme: É, basta você ter um elenco disposto e disponível a aprender entre si. E esse elenco tinha. Esse elenco era um elenco disposto a trocar, a brincar, a jogar junto. Então, esse é o diferencial desse projeto Sete Vidas – um elenco altamente disposto e disponível a trocar.

Isabelle: E a equipe, né?

Jayme: É, e uma equipe que a gente precisa ressaltar que, muitas vezes as pessoas não chegam a conhecer esse trabalho por trás das câmaras e a gente em Sete Vidas teve realmente uma equipe muito comprometida, muito responsável, muito atenciosa, muito delicada. Então esses são somas de fatores que levam a gente a ter um projeto como Sete Vidas que, na minha opinião, é um exemplo. A gente tem um projeto que é um exemplo para outros que virão, para a emissora. Esse é um projeto-exemplo, onde desde a sua construção até à sua execução e entrega, tudo saiu conforme planejado, e com excelência, com amor, com entrega. Então, se é 107 capítulos ou oito, é, a gente teve pessoas com muita vontade de fazer diferente. De fazer a diferença.

Isabelle: Com muito cuidado, muita paciência…

Jayme: E isso é bom, isso é legal. Então se é uma novela até mais curta, talvez seja uma tendência, mas eu acho que Sete Vidas traz tendências, com o seu modo de execução.

Isabelle: Houve espaço entre a gente para falar, para propor coisas, entre os atores, o que é raro. E eu falei isso para todo o mundo da Globo. Porque a gente conversa no fim das novelas. É muito raro a gente ter assim esse tempo, esse diálogo, essa paciência tanto dos diretores como da equipe, e de nós também. Para conversar mesmo, para entender o que é melhor fazer. Não importa. Claro que é muito importante o tempo, a novela tem que ir ao ar, mas se a gente não sente o que a gente está fazendo junto, não acontece esse brilhantismo que foi essa novela.

Pode ler a segunda parte desta conversa aqui.

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