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A Entrevista

A Entrevista – Hélder Reis

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Hélder Reis tem 40 anos e é apresentador da RTP. Faz parte da equipa da Praça da Alegria desde que o programa estreou no canal público e, para além da apresentação, já editou vários livros e é vocalista da banda Pólen. Em entrevista ao A Televisão, confessa ter muito orgulho na sua carreira e nos seus degraus. Mas qual o segredo para se sobreviver no mundo da TV sem entrar em jogos de bastidores? Hélder Reis tem a resposta: «Não me meter em assuntos que não me dizem respeito. Sempre vivi assim, com a minha vida e não com a vida dos outros.»

Foi através da Praça da Alegria que ficaste conhecido do grande público. De que forma este programa influenciou o rumo da tua carreira?

Nasci, profissionalmente, na Praça da Alegria, há 15 anos. Foi lá que aprendi e me apaixonei pela televisão. Isto diz tudo sobre a sua importância. Não tenho palavras. Experiências inexplicáveis. Ter começado como assistente do programa (empregado de mesa) deu-me uma humildade profissional que valorizo muito. Tenho orgulho na minha carreira, nos meus degraus.

Como está a correr a nova Praça?

É sempre um regresso. Mas é um novo programa. O público não é o mesmo, a televisão tem outras exigências. É preciso dar mais, ser mais criativo, mais tudo. Gosto do desafio. É uma equipa muito jovem e com gente com muita experiência. Sinto que é uma Praça de Portugal!

O que trazes de diferente à Praça?

Dou o que eu sou e que mais ninguém é. Para mim, isso é a riqueza da comunicação. Ninguém conta a história como eu, como a Sónia, como o Jorge, a Tânia, o Zé Pedro. Cada um de nós é único na abordagem. Isso cria toda a diferença. É gratificante percorrer o país de norte a sul todas as semanas.

A equipa do Centro de Produção do Norte merecia este voto de confiança da RTP?

A equipa do Norte nunca deixou de ter o voto de confiança da RTP, sempre foi RTP. Enquanto não tivemos A Praça, fizemos o Sociedade Civil, programas de cinema, concertos, debates, programas de música clássica, o Aqui Portugal… Tanta, tanta coisa. Tudo isto significa muita confiança. E deu uma grande experiência aos profissionais da casa. Fazer televisão é fazer tudo.

Porquê a escolha do nome A Praça? Serve para marcar uma nova fase?

Sim, uma nova fase. Na Praça cabe tudo! Mesmo quando era Praça da Alegria, já lhe chamávamos A Praça, e Praça ficou.

Como é trabalhar com o Jorge Gabriel e com a Sónia Araújo? São colegas para a vida?

Maravilhoso. Somos cúmplices, honestos, dedicados. Conhecemos a personalidade de cada um. É muito bom, e dá um grande conforto profissional.

Não pensas nas audiências? Na quantidade de espectadores que te vêem?

Penso em quem me vê. No perfil de quem me vê. Claro. Isso é audiência. Seria irresponsável não saber para quem falo.

Como analisas os programas da concorrência, Queridas Manhãs (SIC) e Você na TV! (TVI)?

São programas diferentes dos da RTP. Uma oferta diferenciada, como deve ser a concorrência.

A Praça tem a difícil tarefa de voltar a conquistar o público, depois de ter cedido o lugar ao Agora Nós, que entretanto passou para a tarde. Preparado para enfrentar essa caminhada?

Adoro desafios!

Que desafios é que o diretor de programas da RTP, Daniel Deusdado, te impôs?

O diretor da RTP não impõe, propõe. Essencialmente quer que sejamos nós mesmos. Felizes, entregues, responsáveis, genuínos. O que qualquer diretor quer na sua empresa. Isso vai refletir-se na Praça, claro.

Descreve-me a tua rotina na RTP.

Levanto-me às seis da manhã, para os diretos de manhã. À tarde estou na RTP a alinhar o dia seguinte, à noite preparo cada reportagem como se fosse a primeira, e ao sábado faço o Aqui Portugal. Ensaio com a minha banda, Pólen, uma vez por semana. Leio e escrevo todos os dias. Passo um a dois dias com a minha mãe. E reservo uma noite para os amigos. Ao final do dia corro na praia. E família, muita família. Viajo nas férias e é este o meu mapa de vida! [risos]

Onde é que te sentes mais realizado? Nos programas regionais ou a apresentar em estúdio?

Gosto de tudo. Provavelmente a rua dá-me um contacto olhos nos olhos, na terra das pessoas e que eu gosto muito. O estúdio traz-me mais a noção de televisão espectáculo, e que eu adoro também.

Qual foi o momento mais caricato que já viveste em direto?

Quando me pediram, insistentemente, em casamento.

Mostrares-te sempre alegre e bem-disposto é uma das tuas características. Quando estás maldisposto não te levam a mal?

Sou um homem feliz e transparente. É raro levar problemas para a televisão, e quando aconteceu, tive sempre o carinho da produção e do público.

E onde vais buscar tanta alegria?

Muita felicidade na minha vida pessoal.

Sentes-te bem aproveitado na RTP?

Sinto-me muito feliz na RTP. Identifico-me com a filosofia de serviço público de televisão.

A estação pública está a ferro e fogo. Primeiro era a privatização, depois uma possível concessão parcial, acabaram por se cortar em salários, em orçamentos para programas. O que é que toda esta situação representa para ti?

São tudo situações muito delicadas. Muito. Se por um lado não podemos ser levianos com o dinheiro dos portugueses, também não podemos ser com os funcionários e a missão da RTP. Mas sinto que tudo tem sido levado a muito bom porto. A RTP é uma marca de Portugal, que os portugueses elegem e têm muito carinho. A RTP tem funcionários de dedicação e competência extremas, seja à frente das câmaras ou em bastidores. A RTP forma, educa, responsabiliza. Somos exigentes com o nosso trabalho, é natural que o país seja exigente connosco.

Que avaliação fazes do atual panorama da televisão portuguesa?

Sinto uma grande revolução com o cabo, net… O público não é o que era há dois anos; está exigente, criativo, esclarecido. Isso é bom, exige de nós.

A televisão é um meio propício a boas e a verdadeiras amizades?

Claro que sim.

Como é que se sobrevive neste mundo sem entrar em jogos de bastidores?

Sem me meter em assuntos que não me dizem respeito. Sempre vivi assim, com a minha vida e não com a vida dos outros.

Além de apresentador e repórter, és também músico e escritor. Em que ponto estão estas últimas duas vertentes profissionais?

Estou a gravar novos temas dos Pólen, e a preparar um novo livro, tudo tranquilamente, como eu gosto.

Que metas e objetivos ainda faltam atingir?

Ser sempre melhor, ser o melhor. Respeitar o público, o convidado, a equipa. Ser o melhor em todas estas frentes. Eu não brinco. Cada dia é um dia a começar do zero. Não dou nada por adquirido. Trabalho cada entrevista de modo muito focado e exigente. Um minuto em televisão é um minuto de muita responsabilidade. A RTP também me incute este sentido de missão.

Para quando um programa «teu»?

Tenho A Praça e o Aqui Portugal. Estou bem… Mas tenho tempo para mais.

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